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 This is my blogchalk: Brazil, São Paulo, Tupã, Vl.Abarca, Portuguese, English, Aline, Female.
"Adoro caminhar em silêncio pelas sombras. Sou um bicho da noite, do crepúsculo, uma caçadora noturna. O barulho me fere a alma; busco a quietude, o contato comigo mesma e com a natureza."
Léa Waider
A desocupada: Aline Primaveras: DezesseisMora: São Paulo Está ouvindo: Músicas tesudasEstá lendo: "Feliz ano velho", de Marcelo Rubens PaivaEstá escrevendo: Aqui e num caderninho de veludo azul Futura (possível) profissão: Jornalismo
::Minha Playlist::

.:Links:..:Feminae:..:A insustentável Leveza do ser:.
.:La vie en Rose:.
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.:Calendário do Pensamento:..:Companheiros, escutai-me!:.
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.:Prosa, Poesia & Cia:.
.:Garfield:.
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ICQ: 122040045


.:Prêmios:.


::Só pra saber::
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É, acho que é mais fácil terminar o blog do que deixá-lo mofando sem um fim.
Então... Fim.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:43
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1.2.04  |
Pára, pára, pára!
Já é 2004!! 2004!!
O que eu fiz em 2003?
Eu sei que tá meio tarde pra fazer o balanço, a retrospectiva, e toda aquela coisa sentimental de "2004 é nóis na fita". Mas mesmo assim... parece que o ano passou e ficou um milhão de coisas por fazer... um milhão de lugares que eu deveria ter visto... um milhão de milhões de itens que eu nem sei quais são, mas que vão fazer falta, agora.
2003 já foi e não tem jeito de ele voltar pra eu tentar melhorá-lo. Agora só tem os anos seguintes. Mesmo que sejam só datas que não deveriam significar muito, são a prova de que o tempo está passando. E muito rápido.
Que medo.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
16:11
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3.1.04  |
Pois é, pessoal, é Natal.
Então... feliz Natal...
Não é muito original, mas acredito que a noite também não seja.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
02:25
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25.12.03  |
Coisas que você só descobre que tem quando se muda I:
- Uma carteirinha do Detran que ganhou no pré, que te autoriza a andar de triciclo.
- Moedas de 10 cruzados.
- Um machado. (É, um machado. De verdade.)
- Uma chave de fenda elétrica.
- Milhares de canetas tinteiro sem tinta.
- Um kit de costura em ponto cruz, mais revistas e livros sobre o assunto.
- Quadros que você pintou quando tinha 2 anos e sua mãe mandou emoldurar.
- Estojos. Muitos estojos. Daqueles todo equipados, que tinham até tinta guache.
- Os estiletes que sua mãe escondia quando você comprava os estojos equipados.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:32
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6.12.03  |
Desabafo
Por muitos anos venho sofrendo com isso. É uma coisa que sempre me atrapalhou, mas sabe como é, a gente finge que não existe, a gente pensa que ninguém percebe, a gente nega, a gente acha que dá pra conviver com isso... Mas chega um momento que é impossível continuar assim. Não dá, não dá!
Antes isso só afetava pequenas partes da minha vida, mas essa semana, pela primeira vez, perdi dinheiro por causa disso.
Eu...
Eu tenho memória fraca.
Sim, eu tenho vergonha de admitir, mas é verdade. Eu esqueço chaves, documentos (lembrete pessoal: procurar RG), bolsas, aparelhos dentais. Perdi as contas de quantos guarda-chuvas perdi no pré-primário. Numa noite célebre, esqueci o convite para um baile de Halloween. Duas vezes.
Mas no final das contas eu sempre achava (com excessão dos guarda-chuvas, esses devem ter tido um fim cruel). Até essa última segunda-feira.
Estou em São Paulo. Estou visitando meu pai. Estou doida pra ver um filme. Qualquer filme.
Eram 18h quando comprei um ingresso para a sessão das 19h para Matrix Revolution. Como vocês podem perceber, comprei com uma hora de antecedência. Guardem esse fato. Uma hora.
Como ainda faltava todo esse tempo pra começar o filme, resolvi descer até a Livraria Nobel e ficar babando nos livros e nos cds que nunca vou ter dinheiro pra comprar.
As pessoas que me vêem em bibliotecas e livrarias devem pensar alguma coisa relacionada à minha saúde mental. Eu fico tão maravilhada com a quantidade de livros que posso ficar horas perdida. Veja bem, eu não estou exagerando quando digo horas.
Estava muito divertido lá na Nobel. Depois de descobrir que nunca em um milhão de anos vou poder comprar o CD do The Doors, um vendedor legal colocou pra eu ouvir. Só eu e um cara duns 57 anos cantávamos "come on, baby, light my fire".
Enquanto isso, eu folheava vários desses livros legais. Alguns nem eram tão legais, mas tinham aquele tipo de folha que atrai e você quer continuar lendo (pra quem não sabe, eu não sei o nome do papel, mas é tipo o da última edição de "A insustentável leveza do ser" ou "Budapeste").
Quando, depois de um longo tempo passeando e decorando cada centímetro quadrado da livraria, eu penso "acho que já deu a hora". Vale a pena mencionar que eu já tinha olhado várias vezes no relógio em momentos anteriores, uma dessas olhadinhas rápidas, e sempre pensando que ainda tinha tempo.
Bom. Tinha tempo. Pra sessão das 21:30h, tinha muito tempo. Eram 19:45h. Sete-e-quarenta-e-cinco! Ainda corri até a sala, na esperança de um super atraso devido à greve dos gnominhos do cinema, ou das moças que fazem as pipocas. Mas não.
Conclusão: perdi 6 reais e o final de Matrix.
Sim. Eu tenho amnésia para fatos recentes.
E Deus tenha piedade de almas sofridas como a minha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:18
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21.11.03  |
Entre arghs e blirghs é que percebemos o horror
Não, não teve jeito. Mesmo com todos os planos de boicote, coquetéis molotov e macumbas, vai mesmo ter uma Feira Cultural na minha escola. E eu sou obrigada a participar.
A gente tá mais ou menos sabendo dessa feira desde o começo do ano, e totalmente certo desde antes das férias de julho. Os grupos estavam formados, a gente tinha a data, e tudo certinho. Só tinha um detalhe: não fazíamos a menor idéia do que apresentar nessa porcaria.
As experiências de exatas e biológicas foram logo resolvidas por pessoas não tão assexuadas quanto o resto da Graminha. Restava a idéia pra alguma coisa... qualquer coisa na área de Humanas.
Tivemos uns bons três meses pra chegar num acordo. Até que, semana passada, tomamos uma decisão: vamos fazer sobre a ditadura militar no Brasil. Sim, ditadura militar, revoltas estudantis, músicas, peças de teatro, artigos, novelas censuradas, e toda essa coisa que....... acabou se revelando enfadonha e extensa demais pra ser apresentada pra pessoas que não vão estar nem se fingindo interessadas.
E ficamos nisso... até que hoje... PLINS! Ficou (tomara) finalmente decidido: Mitologia grega.
Eu sei, o tema é batido. Mas é isso aí.
Desejem-nos boa sorte. Porque vamos precisar de muita pra conseguir alguma coisa convincente em menos de uma semana.
(Feliz, Dani?)
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:22
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25.10.03  |
Recebi o seguinte e-mail, depois do post do dia 29 de setembro:
"Gostaria de saber onde posso encontrar pessoas assexuadas, curto isso. Gostaria de ter um relacionamento com uma pessoa assexuada.
Aguardo"
É impressão minha, ou isso ficou muito pervertido?
As pessoas ainda não pegaram o espírito da coisa....
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:20
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18.10.03  |
Pois é, agora meu cabelo tá preto.
Estou me sentindo tão gótica.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:37
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13.10.03  |
Quando eu digo pras pessoas que eu sou assexuada, elas teimam em não acreditar.
Eu entendo. O povo não está acostumado com isso. Tanto que, quando preenchemos alguma ficha, "sexo" não vem seguido de "feminino", "masculino" e "assexuado" (mas vou trabalhar para mudar isso).
Tá, pras almas vivas que ainda não se convenceram da minha assexualidade:
É de manhã, estou chegando na escola, quando fico presa num congestionamento de patricinhas andando num passo de elefantinho até a classe. Como não quero ultrapassar o limite de velocidade permitido por minhas pernas, fico encalhada no meio delas. São milhares. Milhões. Enfim, são seis. Mas suficientes para tapar todo o corredor.
Passamos então, pela coordenadora, nossa querida Celeste, conhecida por CelEddie, em homenagem ao seu cabelo parecido com o do cara do Iron Maiden.
CelEddie: Bom dia, meninas! Bom dia, Aline.
Ahn?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:29
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29.9.03  |
Eu sempre digo como prefiro o frio ao calor, mas às vezes essa mudança de tempo brusca que anuncia a Primavera pode ser um tanto relaxante, além de me fazer perceber algumas coisas sobre o interior.
Uma coisa que parece óbvio é que ninguém sai no frio. As ruas ficam relativamente desertas e os points da night nunca recebem adeptos no inverno. As folhas caem, a atmosfera é melancólica e perfeita para uma volta pelas ruas vazias, que imploram por uma alma viva.
Mas no momento em que os termômetros começam a marcar seus usuais 30°C, que ficaram esquecidos por quase duas semanas, uma transformação impressionante acontece: o ar fica, mesmo que quente, fresco e úmido, perfeito para os cidadãos da pacata cidade deixarem seus cobertores no armário e saírem de bermuda e regata para dar uma volta na avenida assim que o sol baixa. Os donos de sorveterias agradecem aos céus quando pessoas sorridentes e exalando aquele ar de "chegou o calor" começam a aparecer depois de uma caminhada pelos bairros mais calmos, com o vento gostoso e os passarinhos voando de um lado pro outro.
Ninguém se preocupa com relógio. Ninguém mais assiste o Jornal Nacional, a não ser que tenha tv na varanda. Ventiladores começam a trabalhar exaustivamente, numa rotina que só vai acabar lá por Julho.
E lá vem mais uma primavera...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:21
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22.9.03  |
Luto
Vinícius de Moraes II morreu afogado.
Sentiremos sua falta, meu querido.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:25
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20.9.03  |
Diálogo entre Aline e Fábio Assunção
Prólogo
Aline é uma interiorana patética que leva uma câmera fotográfica na bolsa pra quando ela encontra personalidades como Ana Maria Braga e Ferrugem. Até o dia em que ela foi comprar balinhas em forma de dentadura num shopping em São Paulo.
Saindo do shopping, começa a filosofar...
Aline: Nossa... como tem gente bonita em São Paulo... (olhando para um moço alto e sorridente que entra) Esse cara por exe...(percebe que se trata do Fábio Assunção. Pára. Olhos arregalados, o saquinho de balas numa mão, uma bala pela metade na outra, a boca aberta).
Fábio Assunção: (percebendo a expressão deprimente em que Aline se encontra, num ato de bondade) Beleza? (continua andando)
Aline: Ahn... tira uma foto comigo?
Fábio Assunção: (pára, olha meio incrédulo) Cê tem máquina aí?
Aline: (já se desdobrando toda para alcançar a bolsa que está nas costas, colocar a bala na boca, conseguir falar alguma coisa e não deixar o saquinho cair) É, eu sempre levo a máquina na bolsa. (Oferecendo balas) Quer?
FB: É de comer isso?
Aline: (quase deixando tudo cair enquanto a máquina sai da bolsa) É, é, pode pegar.
FB: E é bom isso?
Aline: Uma delícia!
FB:(pega uma) É de engolir?
Aline: É. Agora... (olhando para os lados vendo se alguém pode tirar foto)
FB: Faz assim... (pega a máquina, abaraça Aline que, pasmada, paralizada, maravilhada, observa enquanto ele maneja a máquina com experiência e tira um auto-retrato)
Aline: Ai, brigada... Viu... tem uma loja aqui nesse shopping...
Ainda tive tempo de fazer uma propaganda da loja do meu pai.
Fala séério.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:22
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13.9.03  |
Vamos ver se consigo colocar algumas das milhões de fotos que as meninas e eu tiramos no show:
Chris tocando, lindão.
Chris cantando, lindão.
Chris tocando (de novo), lindão.
Fim do show, lindões.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:13
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10.9.03  |
Pérolas da Carol, rouca de tudo, em São Paulo
De manhã
Carol: Bom dia...
Minha mãe: Um pouco do quê?
Na farmácia
Carol: Oi, eu queria um condicionador...
Vendedora: Em gotas ou comprimido?
Dá pra imaginar quantas pessoas acharam que ela era travesti?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:44
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6.9.03  |
UHUUUUU
Falando com a Sorte, o Universo percebeu que estava sendo duro demais com algumas pessoas: políticos, jogadores de futebol, apresentadores domingueiros... e eu!
Sim, por incrível que pareça, eu sou tão ruim quanto essas pessoas, e pela lei que todos nós conhecemos, os maus se dão bem. E eu me dei muuuito bem. A começar, fui pra São Paulo com Marcela e a maravilha de mulher, Carol. E tudo isso com o maior dos propósitos: ir no magnífico, maravilhoso, tudo de bom, show do ColdPlay. Uhuuu!!
Eu queria, antes de tudo, deixar um recado. Se você faz medicina na Unimar, e passou pelo RodoServ Star lá pelas 18:30h do dia 2, sinto lhe informar, mas você é um(a) merda.
Agora que deixei meu pequeno recado, continuando...
O show foi... o show da minha vida. Claro que eu não fui em muitos shows, mesmo. Os que posso me orgulhar são só dois: esse em questão e o do Toquinho. Mas esse foi tão emocionante e esperado (o do Toquinho foi inesperado, e tal) que se tornou o show da minha vida. E o melhor de tudo: eu fiquei na primeira fila! No gargarejo, como diz a minha mãe. Sim! Eu vi o suor do Chris Martin, e toda aquela baba que ele costuma deixar no microfone. Enquanto eles testavam os instrumentos, eu ouvia o cara que parecia o David Bowie bater com a palheta na guitarra. Eu tomei a água que consegui dos seguranças (caras muito simpáticos que não tiraram as máquinas fotográficas da gente, como disseram que iam fazer).
Conheci várias pessoas. Elaine e Cláudio, que chegaram lá 8h da manhã (!). Ana Maria Braga (isso no dia seguinte, diga-se de passagem)- dei beijinho, tirei foto e tudo. O seo Saraiva lá do "Zorra Total" (no dia depois que conheci a Ana Maria). O Ferrugem (ontem). E o que foi de extrema importância nas minhas relações com famosos: o Peter.
Daí vocês, pessoas da minha cabeça, perguntam: "Quem?". E eu digo "Oras. O Peter. Filho de alemão e egípcia, cara simpático e bonito que tinha algum acesso ao backstage do show do Coldplay e me arranjou alguns papéis, além de informações antes do show. E que, quando tudo terminou, fez um daqueles toques com as mãos comigo e disse 'valeu, moçada'". Esse Peter.
Além de tudo, fiquei prensada na chapa. É, isso é o que acontece quando você está na primeira fila e todo mundo quer pegar seu lugar. Mas de lá eu não saía. E não saí. Só que fiquei praticamente grudada lá. Devo ter perdido vários centímetros na barriga e nos quadris.
Mas valeu à pena. Muito à pena.
Próxima meta: Pearl Jam.
E cuidado com a friaca.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:34
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Momento mais que tira onda:
Vou no show do ColdPlay!
Uhuu!
Só tenho uma coisa a dizer: SEGUE QUENTE!
(Pra quem não entendeu lhufas desse post: foda-se, eu vou no show e vocês não)
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:48
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30.8.03  |
Com meus amigos...
...já saí muito. Com os que conheço há dez anos e com os que conheço há dois.
Já ouvi muita música. Boa e ruim. Já dancei a egüinha pocotó em churrascos e festas de criança.
Já morri de rir. Já perguntei "porque eu não tenho um namorado?". Já ouvi as melhores respostas...
Já caí. Já andei de bicicleta. E de patins.
Já viajei com a escola. Estou pra viajar sem ela. Já tirei sarro de pessoas que não gosto. E das que gosto, também.
Já fui a bailes e voltei de manhãzinha, fazendo minha mãe pirar. Já discuti.
Com meus amigos, já fiz mais amigos. Éramos cinco, viramos dez. E alguns que não têm vínculo com os outros. Mas são todos amigos.
Já bolei planos mirabolantes para ir pra Flórida. E pra Londres. E Paris. E à cidade vizinha, duas vezes menor que a minha.
Já furei as orelhas. E contei meus planos de fazer tatuagem.
Ninguém acreditou até que eu fui lá e fiz...
Com meus amigos, descobri muita coisa. Muita coisa mesmo, sobre os assuntos mais bizarros.
Já tomei porre. Já chorei, mesmo que não lembre no dia seguinte.
Já tirei algumas fotos. Ou algumas muitas. Mas não o suficiente.
Com meus amigos, já sonhei alto. Alto demais.
E já percebi o quanto eles são bons amigos.
Vão fazer tanta falta, um dia...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:26
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24.8.03  |
Enquanto isso, no lustre do Castelo...
Carol quer aprender violão, e pede minha ajuda. Eu não sou a maior violonista da história, mas resolvi ajudá-la nessa missão. Só que a primeira aula foi via ICQ...
Carol: Me dá um exercicio..p/ eu ir fazendo
Aline: um exercício?
vc sabe qual dedo é qual?
C: nao..vai dizendo
A: 1- indicador
2- médio
3- anelar
4- mindinho
esse é da mão esquerda
vc vai fazer o seguinte
C: ahuuhauha
qual é o medio?
A: 2
C: da esq p/ direita?
A: isso
daí o que vc vai fazer:
C: pera
e o anelar?
(algum tempo de discussão em torno disso)
A: entendeu?
C: aham
os dedos q tao me atrapalhando
A:hahaha
podem atrapalhar mesmo
C: é dificil aliiii
A: conseguiu fazer o que eu falei?
C: acho q sim..sei la
é confuso
A: prestenção que eu vou passar o exercício inteiro
C: mas me explica os dedos antes
nao entendi
contando do dedinho p/ la
A: tá
ó
dedo 1 é o indicador
C: mas em q lugar??????
A: esse é o número dele
pra qdo a gente precisar dele, é só falar "dedo um" ao invés de indicador
C: mas qual é o indicador?
A: o que a gente aponta
C: ahhhhhh.. ta
do lado do dedao
A: éé... daí o dedo 2 é o médio
o que diz "vá se fuder"
o dedo 3 é o anelar
o que tem vc coloca aliança
C: e o 4 o mindinho
A: iiiisso
C: e o dedao?
A: o dedão vc não usa na mão esquerda
ele serve pra vc segurar o braço do violão
C: aaaaaaah..faz sentido
Meu Deus, o que vai ser dessas aulas?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
02:25
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17.8.03  |
Nôuts III
- Cinnamon é uma palavra muito legal.
- Não tem jeito, domingo já nasceu envenenado.
- Meu bonsai finalmente tem um nome: Vinícius de Moraes II.
- Aproveitei e já batizei meu violão de Thom Yorke.
- "You've got mail" fica melhor ainda assistido num domingo chuvoso e preguiçoso.
- Não importa quantos pernilongos você já matou, sempre vai ter mais um pra te picar.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:40
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10.8.03  |
Como se divertir num dia chuvoso numa cidade pequena
Existem várias maneiras de se distrair quando você não pode dormir quando chove. Ler um livro. Assistir tv. Ouvir música. Falar no telefone. Cozinhar. Fazer faxina. Mas cedo ou tarde, você vai dormir. Isso é lei.
Tendo plena consciência desse problema, e não podendo mesmo ceder aos encantos da soneca no sofá, tive que me ocupar muito para agüentar o dia de ontem. E não foi nada fácil.
Pra começar, toquei um pouco de violão. Mas isso não é suficiente, porque inclui ouvir a música, e acaba dando uma certa sonolência.
Resolvi, então, ir ao plano B. Comer. Não é a coisa da qual mais me orgulho, mas comer é uma das melhores coisas da vida. Comer e dormir. Seria muito bom se tudo isso não se acumulasse em enormes blocos de gordura localizada pelo meu corpo.
Me sentindo culpada, sabendo qual seria o destino daquele brigadeiro maravilhoso, resolvi ir caminhar. Lembrando sempre que estava chovendo.
Fui até a Carol de carro, e de lá saímos na nossa longa jornada pelas ruas molhadas. Mas o que parecia ser só um chuvisquinho se tornou um chuvão. E acabamos parando numa padaria, comprando café e rosquinhas de pinga.
Voltando à casa da minha querida amiga nessa jornada enxarcada, percebemos que a luz havia acabado. Conclusão: comemos, tomamos café e jogamos STOP à luz de velas. Seria muito romântico, se fôssemos lésbicas. Ainda bem que não é o caso.
Quando tudo isso terminou, era realmente hora de dormir.
E ainda tive tempo de fazer reflexões filosóficas sobre a chuva e a praça perto da minha casa. E o cheiro de terra molhada.
Nada como um dia chuvoso.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:00
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7.8.03  |
Aí as férias morrem e a gente fica de luto
Elas vieram... e foram embora... Pelo menos dessa vez eu não posso reclamar que não fiz absolutamente nada. Só fiz nada.
Vou fazer um post geral, depois os que merecerem um post especial vão ganhar a estrelinha * para que fique já avisado.
- Aprendi a fazer as unhas da mão. Isso é realmente um progresso, já que é, provavelmente, a única meta alcançada. Mas ainda tiro alguns bifes e picanhas dos ladinhos, e quase tive uma hemorragia pelo dedinho. Mas não tem erro.
- Comprei dois livros. Li um e meio. Ouvi alguns CDs milhões de vezes.
- Sou uma espectadora assídua da Sonia Abrão, João Kléber e Márcia Goldsmith. E toda vez que o JK fala "vamo ri!" eu realmente dou risada.
- Falando em Márcia Goldsmith, vi o caso de uma moça que queria largar o marido porque ele não dava luxo pra ela. Fazem dois anos que o cara tá desempregado, ela não quer, de jeito nenhum, trabalhar, e diz que nasceu pra ser sustentada, não pra sustentar. Nasceu, também, umas 4 décadas atrasada.
- Descobri que não se pode andar pelada pelo apartamento com a janela da sacada aberta. E nem de calcinha e soutien. Mamãe muito brava.
- Fui num show do Toquinho. E conheci o Toquinho pessoalmente. Longa história.*
- Fui também na gravação do programa do Jô, que passou nessa última quarta feira. Quem perdeu, também vai poder me ver em setembro, no dia em que forem uns caras jogar bilhar e um pessoal falando de segurança na rede. E uma nariz-de-chá.
- Gays podem ser traiçoeiros. E dar em cima do seu primo.
- Estou com dois dentes a menos na boca. Aqueles tais dentes do juízo. Agora tenho desculpa pra bebedeiras?
- Fiz 16 anos. Outra meta que também não tinha erro.*
Tá. Não lembro de mais nada.
E também, se lembrar, não vou voltar pra escrever. Perdi o costume.
Ok, talvez eu volte.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:28
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2.8.03  |
At last... as férias começam!!
Antes de mais nada, eu queria agradecer a quem quer que seja o defunto que inventou as férias. Elas realmente vieram pra salvar a minha vida e provar que o Universo pode ser tapeado. E isso me faz muito feliz, quando me dou conta. Só hoje, percebi quatro vezes que não precisaria estudar a noite, deitei no chão uma vez, gritei e fiz minha mãe espalhar pra cidade toda que eu tinha finalmente pirado. Mas tudo pelas férias.
"Aline, o que você vai fazer nessas magníficas férias?". Muita coisa, cara pergunta da minha própria cabeça. Primeiro de tudo, vou viajar. Se nos feriados, já vou pra São Paulo, imagine pra onde eu vou agora. Mas vou ter muito tempo pra vagabundear.
Vou aprender, finalmente, a fazer minhas unhas da mão. E ler os livros que eu levar/comprar. Talvez fique amiga dos gays que circulam pelos lugares que eu vou. Assistir vários filmes no cinema até o dinheiro acabar. Ouvir música no diskman até furar meus CD's. Descobrir mais coisas bizarras sobre São Paulo. Destruir propriedade pública (tá, esse é o plano B). Arruinar a vida de uma família (digamos que esse seja o plano Z). Fazer 16 anos. Talvez leve minha gaita pra finalmente aprender a tocar. Pintar o cabelo. Dormir. Dormir. Dormir.
Vai ser um looongo mês...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:15
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1.7.03  |
Depois de comer um lanche ultra salgado, comecei a sentir que uma sede extraordinária começou a tomar conta de mim.
Não contei os copos, mas mais de 5 daqueles grandões, cheios de água, foram güela abaixo. Isso pode acarretar a várias idas ao banheiro no meio da noite.
Desesperada, bebendo água pela (espero) última vez, deixei cair no teclado. Será que dá pau?
Na opinião da Dani, é bom porque limpa.
Então quer dizer que os bacons que se infiltraram entre o "c" e o "v", entre o "k" e o "l", e outros lugares que eu não lembro vão ser limpos?
Será que dá pau?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:37
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27.6.03  |
Eu e Carolina no ICQ
Eu: Pega "She's in Fashion", do Suede. É legal, e dá pra colocar ultra alto.
Ela: Ok.
Um tempo depois...
Eu: Suede é bom demaais.
Ela: É sim. Mas é um homem que tá cantando, não ela.
Eu: Ela?
Ela: Opa. Não é Sade.
Tudo a ver.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
10:51
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Viva a sociedade alternativa
E o croissant da padaria perto da escola
O mês praticamente acabou. Assim como as malditas provas da escola, para as quais eu nunca estudo o suficiente. Sim! As aulas acabaram!
Mas o melhor de tudo não é terminar a última prova (na verdade, penúltimo dia de provas, porque eu ainda tenho que fazer segunda chamada, argh). O melhor de tudo, aquilo que alivia a alma profundamente é ligar pra minha mãe implorando pra ela ligar na escola me liberando pra ir embora e perder as duas aulas de Gramática com o professor mais estúpido do universo. E ela ligar.
Claro que eu não fui a única. Tem uma pequena listinha de pessoas da minha classe que falsificaram autorizações, ligaram para os pais, fingiram um mau-estar, tudo pra não precisar ficar na escola no dia mais insuportável, na aula mais insuportável.
Uma massa de alunos vagabundos e sedentos por liberdade saíram pela portinha maldita da escola, que está sempre trancada quando queremos sair correndo.
Então, Carol, Marcela, Debby, Larissa e eu fomos tomar café e comer croissants na padaria da esquina. Que delícia.
Incrível como o seu Júlio (esse é o dono da padaria) sabe exatamente o que a gente quer. Todas aquelas aulas de educação física que nós matamos lá finalmente valeram a pena.
Agora quero ser fútil o suficiente pra ser feliz o final de semana inteiro, saindo pra festas juninas cheias de quentão e vinho quente, Cachaçaria, boliche em outra cidade (uhuu), e só pensar na segunda chamada no dia. E na recuperação.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
09:21
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O cristal
Às vésperas do primeiro aniversário d'O cristal, achei que fosse hora de Ele receber sua primeira homenagem pública
Era uma vez, uma menina que era conhecida por fazer parte da Graminha, tomar Coca Light sem gás e, erroneamente ser taxada de estranha (erroneamente, ok?).
Um belo dia, a ponta de acrílico da caneta Bic vermelha da nossa heroína (a menina, não a droga) quebrou-se, num acidente trágico em uma aula qualquer. Mas o que parecia apenas uma ponta de acrílico inútil e feia, foi reconhecida pela heroína (mais uma vez, a menina, não a droga) dessa chocante história como... o cristal!
Então, nossa querida amiga integrante da Graminha e bebedora de Coca Light sem gás passou a carregar em seu estojo o magnífico objeto, que lhe dava força e auto-confiança.
Mas um dia, o maléfico (vamos imortalizá-lo como tal) Felipe sentou-se em uma carteira à frente da nossa protagonista, a qual quis compartilhar o poder d'O cristal com seu amigo bobo. Mas, ao entregar-lhe O cristal como um empréstimo, esse ser inferior e terrível olhou para o magnífico objeto, disse "ah!" e simplesmente o jogou fora!!
Como ele pode?!?
Caham...Enfim...
O cristal estava perdido... Ninguém deu atenção ao caos que se tornaria o mundo se O cristal não fosse achado. Mas nossa querida amiga não o achou. E não foi ajudada por seus amigos, muito preocupados discutindo a campanha do Ciro Gomes (sim, as eleições ainda não tinham acontecido).
Pobre de nossa heroína (preciso mencionar que é a menina, não a droga?)... estava perdida... Estava deprimida, melancólica, desesperada. E ninguém parecia se importar. E todos diziam "sai dessa"... mas ela não conseguia...
Seu aniversário chegou. E ela convidou alguns poucos amigos para irem à sua casa para comemorar a trágica data: a primeira festa desde a morte d'O cristal.
O primeiro amigo a chegar foi Thiaguinho. Com um pequeno embrulhinho.
E qual não é a surpresa de todos quando dentro do pequeno embrulhinho de veludo preto não está... um cristal!! Um de verdade! Uma pequena estrelinha, que desde então, foi pendurada em uma correntinha prateada e está sempre pendurada no pescoço de nossa querida amiga da Coca light.
E nunca mais ela vai emprestar nada pro Felipe.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:37
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25.6.03  |
Era bom demais pra ser verdade
Para os que conhecem a minha maravilhosa filosofia "fique morta de ansiedade pra ter uma desilusão na hora H", a maior notícia do feriado: eu não pintei a tatuagem.
Alguém vai dizer "éé, ficou com medo da dor, né? acontece". Mas não, meus caros sádicos, não é isso que acontece. O que acontece é que o sr. Uni é o meu maior inimigo de todos os tempos. Sim, o Universo, aquele senhor mau e cruel que faz com que toda a minha vida seja um engano e/ou uma piada.
Qual é a probabilidade de o cara que vai pintar a minha tatuagem estar jogando futebol, quebrar o nariz e ter que fazer uma cirurgia BEM no dia em que eu ia lá no estúdio dele? Toda, se eu sou a Aline. O coitado sofre pra que a minha vida seja uma piada.
Estou começando a me acostumar com a idéia de ser loser por todo o sempre. Pode até ser interessante para os futuros Freuds.
Como em todo o feriado, fui pra São Paulo. Estava realmente inspirada pra ir na Parada Gay.
Mas, lembrando sempre, o Universo é aquele chato desgraçado que marca duas provas de química e uma de inglês bem no dia seguinte. E eu tenho que voltar pra casa. Argh, senhor Uni. Argh.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:53
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22.6.03  |
A Dani me falou desse curta, e eu não acreditei. Mas é verdade: é muuuuito bom.
Ilha das Flores
Deviam promover mais essas coisas brasileiras, droga.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:07
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16.6.03  |
Nôuts II
- Não tomar banho quando tem caras instalando troços em casa.
- Não se enxugar com a porta aberta enquanto os caras estão instalando troços em casa.
- Comprar uma camisola decente.
- Não ir pra academia de bicicleta... a volta é cruel.
- Não contar pra sua mãe que teve pesadelos com bicicletas antes de sair com a bicicleta.
- Celular e bicicleta não são compatíveis.
- Praças podem ser muito assustadoras à noite.
- Morrer é uma boa idéia.
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posted by ALINE MACBETH @
18:23
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Aline e os estudos
14h: Vou pesquisar os troços de literatura e estudar a tarde toda.
16h: Agora chega de ICQ. Vou imprimir os troços de literatura e estudar até de noite.
16:50h: Ok, hora de estudar.
17:40h: Vou comer bolachas, entrar na internet, tomar banho e depois continuar estudando.
18:30h: Vou jantar e 19h vou terminar de estudar.
19h: 19:30 é o horário.
19:30h: Vamos lá. Machado de Assis.
20:40h: Vou espairecer a mente.
21h: Ok. Olavo Bilac.
21:19h: Ai, que fome. Bolo.
21:30h: Deve ser muito horrível ficar grávida.
21:35h: Tá. Simbolismo.
22:10h: Terminei o resumo. Vou entrar na internet. Amanhã dou uma lida em Gramática.
23h: Daqui a pouco vou dormir.
0h: Vou sair daqui a pouco.
0:10h: 10 minutos. Amanhã tem prova.
0:28h: Vou só postar e já vou dormir.
Esse é o Brasil que vai pra frente.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:39
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15.6.03  |
Todo mundo sabe que essa coisa de signo não quer dizer nada, é conversa pra boi dormir e emprego pra esperto que sabe falar/escrever bem. Todo mundo sabe que um monte de estrelas que não estão nem perto umas das outras não podem influenciar milhões de pessoas que tenham nascido num mesmo período, determinado por esses espertinhos da cabeça boa.
Mas, fala sério. É ótimo descobrir que gente super legal é do mesmo signo que o seu.
Câncer
Nascidos entre 21/06 e 21/07
Signo de Água - Regente Lua, 90º a 120º
Pedra de Nascimento : Rubi
Flor : Lírio-d'água
Cor : Verde-claro
Cancerianos Famosos
Machado de Assis
Jean-Paul Sartre
João Guimarães Rosa
Jean-Jacques Rousseau
Garibaldi
La Rembrandt
Ernest Hemingway
Entenderam o que eu quis dizer?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:19
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14.6.03  |
Nôuts:
- TPM + Espelhos = Bomba nuclear.
- Se o whisky de 1980 diz "12 anos", não beba.
- Deus abençoe o leite condensado.
- Nem com magia negra o Universo se volta a meu favor.
- Falando em magia, alguém viu como a cabeça do filho da Piper é grotescamente enorme?
- "Laranja mecânica" não é tudo de bom.
- Como a pipoca estoura?
- Existe vida após a menstruação?
- Queda de cabelo determina velhice precoce.
- Dias melhores (não) virão.
- Ser xingada por um mendigo pode colocar tudo a perder.
- Arranjar namorado cinco dias antes do dia dos Namorados é sacanagem.
- Comprar bombons pra mim mesma na quinta seria patético? Posso comê-los mesmo assim?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:12
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11.6.03  |
Sim, ele chegou
Não, não tô falando do Papai Noel. Muito menos do Coelhinho da Páscoa, aquele camarada simpático que, excepcionalmente, bota ovos com um gosto delicioso pra agradar todo mundo: gordos, magros, ricos, pobres, casados e solteiros.
Aliás, todos os feriados são legais com os solteiros (por opção, diga-se de passagem). Menos o dia dos namorados.
Tá, suponhamos que essa camada da sociedade com um relacionamento estável realmente mereça um dia. Porque é que os solteiros urbanos, aqueles que saem todo final de semana com os amigos, choram, riem, sofrem, se divertem, cantam, dançam, beijam (não que seja lá o meu caso, mas isso não vem ao caso), abraçam, dormem, acordam, tem fome, frio, vontades, desejos, amores, desamores, uma vida... por que é que essas pessoas não tem um dia especial, também?
Meu sonho é acordar um dia e receber um cartão do governo "Feliz dia do Solteiro Urbano. Aproveite a noite na Cachaçaria, sábado".
Não, não estou sendo pretensiosa. Mas já que os namorados tem os respectivos cônjuges que dão presentes, eu quero que o governo cumpra sua obrigação para com o bem-estar dos seus cidadãos- especialmente para com os encalhados (aí é o meu caso).
O fato é que a situação chegou a tal ponto que, uma semana antes do dia fatídico, já estou discutindo com minhas amigas quem vai mandar cartão pra quem, e se devíamos comprar-nos caixas de chocolate para comer de uma vez assistindo pela tricentésima vez "O Diário de Bridget Jones" debaixo das cobertas e imaginando onde está o meu Mark Darcy.
No final das contas, vou mandar alguma coisa pra Larissa, e ela vai me mandar. Assim, é como se estivéssemos na ultra moda de ser lésbica e não passamos mais um dia dos namorados ser receber absolutamente nada.
Sempre temos ótimas soluções para todos os problemas que afligem nossa juventude.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:41
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6.6.03  |
1001 maneiras de não fazer nada
Se um dia eu escrevesse um livro, esse, com certeza, seria o título. Eu poderia até dizer que sou phD. em não fazer nada. Uma verdadeira sábia, dessas que todo mundo vai pra consultar. Quando alguém me liga e pergunta o que eu estou fazendo, a resposta óbvia sempre é "nada...".
Mas uma coisa que muita gente não sabe é que não existe uma simples maneira de não fazer nada. Um dia todo de serviço pode ser nada, assim como olhar pro chão do banheiro por 20 horas seguidas (essa eu nunca fiz, mas parece interessante).
Como saber, então, quando não estou fazendo nada?
Vou mostrar com um exemplo prático...
Hoje, por exemplo, eu fiz nada de um jeito inovador: fora de casa. Pra muitos, isso é normal. Não pra mim, o que torna ainda mais extraordinário. Fiz nada na Educação Física. E pra vir pra casa, tive que vir a pé. Mas pra não fazer nada, vim passeando, como quem anda no parque, tomando um sorvete. Pra ficar mais real, comprei sorvete.
Descobri como se escreve meu nome em japonês e chinês. Não que eu vá usar um dia na minha vida, mas aqueles desenhinhos são muito engraçadinhos.
Assisti seriados antigos no Sony. Ouvi música. Comi.
Olha só, quantos exemplos de nada, em menos de 10 horas!
Eu recomendo a todos que tenham uma semana de nada. Faz bem pros nervos e pra acabar com a queda de cabelo.
Quem sabe algum dia não exista uma tese sobre isso?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:08
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30.5.03  |
Pra quem gosta de blogs rosas com conteúdo, duas opções ótimas são o The Dance, da Lígia, que deve estar com uns meses, já, e o Blog da Pri, totalmente novo, mas que já começou muito bem, obrigada.
Vão lá, que tá bom demais.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:07
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26.5.03  |
O dia em que os pais da Aline deixaram ela fazer uma tatuagem
Parece nome de contos de fada, não?
Mas nããão, não é uma continuação perturbada de Anastasia, e sim, a realidade dessa caipira de 15 anos que passou quase um ano implorando por uma autorização.
E, então, após milhões de tentativas frustradas, veio uma luz na cabeça do meu pai e ele fez um resmungo do tipo "hm" que significou algo como "ok, Aline, já que você quer tanto uma agulha te espetando milhões de vezes por horas a fio, faça logo essa merda. Mas não venha reclamar se se arrepender, nem se doer, nem se ficar feia, nem se não arranjar emprego, porque eu não aprovo isso em nada. Só estou te dando a autorização pra você não acabar fazendo escondida com o meu próprio dinheiro". Não é essa a tradução literal, eu adaptei pro adolescentês pra não ficar deveras complicado (da onde saiu esse deveras?).
Enfim...
Nessa última viagem a São Paulo (faço várias, passo muitos finais de semana lá com meu pai, e tal), minha mãe me levou na casa verde, num cara realmente bom, desses que conseguem falar "essa vai ficar perfeita em você" sem parecer gay. Isso foi crucial na hora de escolher aonde fazer (se um tatuador parece gay em qualquer momento, não me serve. Já que o cara vai ficar horas me pegando, tem que ser pelo menos, hetero).
O que acontece é que eu escolhi uma meio grandinha.. um arranjo de flores, por assim dizer, com uma rosa azul no meio, duas margaridas em volta, e duas outras flores que eu não sei o nome do lado... Então, nas duas horas que eu passei numa posição ultra desconfortável, com meus pés dormindo, minhas costas doendo e um cara com a mão na minha bunda (a tatuagem foi nas costas, não é que ele seja tarado, nem nada... ou talvez seja... não sei...), só foi feito o contorno da tatuagem! O que significa: daqui um mês, só, que vou pintar. Enquanto isso, estou mostrando pra todo mundo, e todo mundo achando que é de henna, ou qualquer outra dessas baboseiras, só porque não é colorida. Droga.
E o pior é que nem doeu!
Espera, deixa eu reformular a frase, porque ficou parecendo que eu sou masoquista (não sou, só pro arquivo). Caham: E a pior parte, o que faz eu achar que eu não fiz tatuagem, é que não doeu. Então não passei pela parte traumática, que faz com que você nunca esqueça.
Eu entrei lá lembrando de todas aquelas histórias de pessoas que só não pediam pra parar no meio porque ia ficar feio, e de gente que desmaiou de dor, e outras que gritaram e choraram, e não conseguiam colocar camiseta por cima, de tanto que ardia. E ainda, enquanto ele preparava a maquininha, aquele barulhinho de aparelho de dentista realmente torturava. Mas na hora mesmo, nada! Só uma frescurinha.
De tão tranqüilo, li dois gibis, a SuperInteressante, umas revistas de tatuagem e tomei Coca Light. Tudo, sempre, na posição um tanto suspeita.
Saí de lá pisando em ovos, com um sorriso de orelha a orelha, pensando "eu tenho tatuagem", mesmo ela estando pela metade.
Daqui um mês, coloco uma foto dela, prontinha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:04
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Por que as crianças crescem?
Estou com essa pergunta na cabeça há dias. Não sei se é a tpm ou uma súbita vocação pra filósofa. Mas, afinal, pra que rotular? Vamos fingir que essa questão é super normal, e analisá-la, como se analisam os pacientes quando estão com suspeita de pneumonia asiática. Ou não tanto.
Lembra de quando você era criança, assim, uns 3 ou 4 anos, e brincava com mais várias crianças de 3 ou 4 anos, todos de calcinha ou cueca, correndo, caindo no chão, subindo em árvores, inventando aquelas histórias malucas de que olhar pro sol te deixa com super poderes, acreditando que, se você corre quando tá chuviscando, a chuva aumenta?
Lembra como era simples fazer amizades? Se uma criança fosse brincar no balanço do lado do seu, e perguntasse o seu nome, vocês já eram melhores amigos. E milhares de vezes por dia vocês ficavam de mau e de novo de bem, juntando os dedos mindinhos.
Lembra como era legal quando aquele tio velho cheirando a cerveja se vestia de Papai Noel pra distribuir os brinquedos dos 118 primos, e nenhum deles - incluindo você- desconfiava que aquele não era o bom velhinho?
Lembra que o seu sonho era ser piloto de nave espacial, ou ir no programa da Xuxa, ou conhecer o Chaves, ou simplesmente ganhar uma moeda de mil cruzeiros da sua avó pra comprar balas na venda da esquina?
Lembra de como a sua imaginação era fértil, fértil o suficiente para achar que no escuro os monstros apareciam, ou se você desparafusasse a televisão, as pessoas sairiam lá de dentro?
Bons tempos, não?
É aí que entra a minha pergunta... por que crescer? Por que se desiludir, ou desiludir as crianças que estão descendo do pedestal que as faz crianças, por que se tornar um velho ranzinza que odeia crianças e faz de tudo para que elas não tenham a infância gostosa que você teve?
Por que deixar de sonhar, deixar de aprender, deixar de viver sem se preocupar com os outros? Por que crescer?
Ai, droga, eu quero ter uma filha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:41
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17.5.03  |
Hakuna Matata
Sim, mais uma semana que se vai. Finalmente.
Alguém já percebeu como o tempo passa devagar quando você implora pra que ele passe? Aparentemente o seu Einstein foi feliz na sua teoria. Aliás, alguém sabia que Einstein tinha tudo pra ser autista? E que ele tinha sete ternos iguais? Ou seja: seja autista, tenha peças de roupa idênticas, e torne-se um Einstein. Ou um nerd de quem todo mundo zoa na escola. O que vier primeiro.
Bom... mais um dia na educação física. Isso realmente está começando a me irritar, porque agora o professor acha que é meu amigo. Sei lá, eu não fiz nada pra ele achar isso. Talvez seja alguma coisa na água.
Enfim... depois da aula, eu ainda caí na besteira de dizer "professor, aula que vem não venho, vou viajar de novo". Por que eu fiz isso? Por que eu me sujeitei à seguinte resposta: "De novo?? Tá viajando muito pra lá, hein.... aaah, arranjou um NAMORADINHO, né?"? O que dizer? Rir sem graça porque eu tenho a plena consciência que esse seria o último motivo do mundo pra eu estar viajando. Ainda mais se o namorado for no singular.
Realmente, gente velha e casada tem que estragar o fim de semana de gente nova e solteira (por opção, diga-se de passagem).
Quando consegui me livrar dos olhares ameaçadores das pessoas que perderam o jogo por minha causa, fui com Carol até a padaria tomar café e comer pão de queijo. Tomei dos copos americanos de café (não tem xícara lá, e o café é feito nas coxas), depois me lembrando que ficaria sem dormir por uma semana, como o Frango, da Vaca e o Frango, quando comeu a caixa toda de cereais com cafeína.
Não é nem preciso dizer como estou agora: mãos tremendo, movimentos ultra rápidos e é quase impossível piscar, a cafeína simplesmente não deixa. Quem sabe até amanhã à noite eu já não consiga sentir sono?
Não, não, acho que é pretensão demais...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:47
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16.5.03  |
C'est la vie?
Quem me conhece sabe muito bem: eu odeio ginástica. Principalmente educação física, matéria inútil e obrigatória da escola, que faz com que eu levante a bunda do sofá em plena sexta-feira a tarde só pra me fazer de pata na frente de pessoas que eu não gosto.
Por esse motivo, principalmente, eu só apareci uma vez no ginásio de esportes durante todo o ano. E, semana passada, fui chamada na diretoria com a notícia de que eu ficaria com zero se não fosse, urgente, repor aquelas malditas aulas.
Malditas aulas! Maldito professor com cara de pingüim! Maldita preguiça!
Mas, por algum motivo obscuro, o Universo estava a meu favor, desta vez. É, eu sei, totalmente inacreditável.
Tá, sexta-feira. Cheguei meia hora antes do horário, e o professor já abonou duas faltas. E ontem, de novo, tive que jogar com as meninas do primeiro colegial que ficaram me chamando de tiazinha, pra conseguir mais um abono e meio (é, um abono e meio).
O que se passa? O professor bebeu? Cheirou? Se deu bem no fim de semana?
Não, caros fantasmas, nada disso. Acontece que ele também não gosta de ser chamado da diretoria pra falar quem são as pessoas que precisam de um susto no boletim. Ele, também, tem preguiça de ouvir a querida coordenadora reclamar de faltas e reposições. Ele também é humano o suficiente pra saber como é chato ir de sexta a tarde na escola.
Sim! O mundo, afinal, não está querendo me matar!
Talvez eu vá duas aulas no bimestre que vem.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:09
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29.4.03  |
Como é bom ser lelé
O que de melhor existe na face da terra sempre acontece quando você realmente não pode aproveitar.
Não acreditam? Boa sorte, então, com todo esse otimismo, porque não vai durar muito. Cedo ou tarde você vai descobrir que sua menstruação atrasou bem na época que você estava brigada com o seu namorado, ou que aquela menina linda que você estava a fim casou com um velho rico e safado que vai morrer em dois meses e deixá-la livre para ter um romance com o sobrinho-neto do finado. Essa é a vida, não tem jeito.
Mas, afinal, o que me aconteceu pra essa ficha gigantesca cair bem na minha cabeça? Nada, oras. Só me ocorreu que o Universo é uma grande piada que ri da nossa cara toda vez que a gente tropeça numa casca de banana. Não necessariamente uma casca de banana. Pode ser uma pedra, ou um tênis, ou um elefante cor-de-rosa. O fato é que o Universo vai rir com a nossa desgraça.
E nada que você faça vai mudar isso. Se, de repente, você achar que pode parar de viver e o sr. Universo vai te dar uns descontos nas ligações internacionais, vai tirando o pônei cor-de-marmelo da chuva, porque não vai rolar. Ficar dias e noites deitado/estirado/tacado no sofá só vai aumentar as chances de um míssil norte-americano errar o Iraque e acertar o seu telhado. E você ainda vai sobreviver uns segundinhos pra ouvir a risada de satisfação do Uni.
Muito safado, sr. Uni.
Mas, você ainda pode se unir ao Uni. Claro, essa artimanha nunca foi tentado por reles mortais, mas quem sabe você não seja o pioneiro(a)?
E quando conseguir, não deixe de me avisar. Vou estar ali na esquina, olhando para os dois lados antes de atravessar a rua, e ainda correndo o perigo de ser acertada por uma bala perdida disparada por uma criança de 3 anos que brincava de bandido e mocinho com o cachorro da vizinha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:17
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11.4.03  |
Pra ver como é a mentalidade do norte americano... Eles prezam tanto a tal liberdade de expressão, mas é só falar um "A" contra o que eles querem ouvir, que pronto. Te boicotam se for artista, te massacram se for um cidadão qualquer.
Depois das Dixie Chicks, veio o Pearl Jam, onde um bando de idiotas e de mente fechada saíram do show após uma crítica ao lindo e maravilhoso presidente deles.
Bela liberdade de expressão...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:21
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3.4.03  |
Sabe quando você não quer fazer nada?
Ou se quer, ou é escrever, ou ler, ou assistir tv, ou dormir, ou qualquer uma dessas coisas vagabundas que normalmente são feitas quando não se tem nada pra fazer?
Pois é, eu tô mais ou menos assim... não que eu não tenha nada pra fazer... as provas vêm chegando, os trabalhos enlouquecem, o desespero aumenta... e aí... eu não tenho mais vontade de fazer nada!
Ouvi dizer que isso passa... será que passa?
Enquanto isso não quero escrever aqui... não que alguém leia, enfim... mas, se você chegou até aqui, parabéns, e entre num blog novo, da Dani... a mais nova viciada em blogs... tsc, tsc...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
16:36
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1.4.03  |
Pípou.... estou indo pra São Paulo...
Sim, a terra da garoa...
Espero voltar cheia de histórias de assaltos e favelas..... quer dize, espero VOLTAR, apenas...
Então, até segunda...ou terça, ou o dia que for...
Até outro dia...
*Quanto ao regime? Que regime que nada, eu quero é festa de despedida pra inspetora de alunos, com muito salgadinho frito!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:26
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27.3.03  |
Hoje eu comecei um regime..... mais um pra coleção...
Normalmente, meus regimes terminam com um pote cheio de brigadeiro feito em casa ou um x-bacon. E nunca duram mais do que uma semana. Coisa do tipo, começo na segunda pra terminar na quinta.
Mas- observem como sou esperta- dessa vez, comecei na terça. Há! Enganei o sistema começo-na-segunda! Vamos ver se era esse o mistério da quebra da dieta...
E alguém sabia que a Páscoa tá chegando? Eu tinha esquecido completamente! Se esse meu plano emagrecedor durar até o tal domingo da Páscoa, ótimo... seria o meu recorde longe do maravilhoso mundo dos doces... Será que dura?
Já pensou se durasse mais que a guerra? Uia...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:09
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25.3.03  |
Um dia cheio dos acontecimentos...
Quer dizer, não foram tantos... tirando a guerra, a miséria e todas essas coisas triviais, é isso que eu quero dizer...
Mais um capítulo pitoresco pro meu caderninho (e pr'esse blog, óbvio). De manhã, tudo como sempre... o professor de calça apertadíssima (do tipo, não-pode-mais-ter-filhos) ficou no lugar do professor asssssssoviador e rendeu algumas risadas a mais.
A tarde é que aconteceu o que aconteceu. Eu fui na educação física. Só essa frase já transforma o dia num evento, porque eu nunca vou. Nunca mesmo, de ter que conseguir um atestado, ou pedir pra minha mãe ligar na escola inventando uma desculpa esfarrapada pra não reprovar por falta.
Enfim... fui na educação física. Eu nunca vou entender essas pessoas que encorporam espíritos de jogadores mortos de vôlei, e xingam, e brigam, e gritam comigo quando eu deixo a bola passar, e reclamam se o "juiz" dá o ponto para o outro *injustamente*. Não vou entender mesmo, não sou uma dessas pessoas esportivas que acham engraçado fazer abdominal e flexão e ficar com a mão inchada de tanto (tentar) sacar a maldita bola dura de vôlei. Não dá. Nisso foi 1h da minha vida... 1h que eu poderia estar comendo pipoca e assistindo a um filme da Meg Ryan, ou 1h que eu poderia estar dormindo e roncando no sofá da sala. Mas não, eu estava sendo esportiva.
Depois de toda essa maratona de vôlei, tinha combinado com as meninas de fazer o trabalho de redação que temos que entregar segunda. É claro que chegamos a conclusão de fazer esse trabalho no domingo, dia do banzo. Então, fomos para a praça. E ficamos lá, ouvindo um sonzinho vindo de uma camionete dentro de uma casa lá perto.... tudo perfeito... até fomos brincar num trepa-trepa (o brinquedo, diga-se de passagem)... só que um bêbado começou a cantar e vir na nossa direção, então saímos correndo (aqui estávamos: Marcela, Carol e eu) para um lugar relativamente desconhecido, porque eu nunca tinha REALMENTE prestado atenção em como é um lugar gostoso... sentamos na calçada e ficamos observando a cidade toda, já que um terreno baldio enorme permitia uma vista maravilhosa do (quase) único prédio da cidade e todas as casinhas. E o vento, maravilhoso.... deitamos, ficamos olhando o céu enquanto o outono chegava e as pessoas passavam...
Nisso, passaram uns meninos desconhecidos, mas ficou por isso mesmo... quando eu resolvi voltar pra casa (ainda tenho capoeira, argh), vi que os tais desconhecidos estavam ali na região, junto com uma outra menina... Enquanto eu virava a esquina, ouvi a tal menina dizendo "nooossa, você tava paquerando essa horrorosa??"... Puxa, obrigada estranha... fez meu dia completo...
Ainda mais porque o fulaninho devia ser um pirralho. Como eu adoro as pessoas sinceras... elas realmente acabam com a auto-estima que nos resta no fim do dia.
Pensando nas verdades (uma única que vale por muitas) que a talzinha disse, fui subindo a pracinha (eu mencionei que quando a gente correu do bêbado, a gente desceu umas ruas, e a minha casa é pra cima?), quando veio a salvação da minha alma! E quem diria? Veio do Japão!
Mais precisamente da gangorra vermelha. Um menininho japonês de uns... 2 anos, no máximo, e uma mulher tomando conta dele (dúvida entre mãe e avó)... o menino começou "Oiiii!.... Vem brincar!!!.... Oiiii!"... Olha só! O melhor convite que já recebi na minha vida! Mas não podia, primeiro porque nem conheço o pequenininho, nem a mãe/avó, e também porque tinha que voltar, mesmo, pra casa. Mas ele ainda ficou me chamando, até deixando a mãe/avó meio envergonhada (não sei porque, afinal, muito gracinha, o don Juan nipônico-infantil).... então, eu gritei (porque estava longe, não porque briguei com ele) "não dá! Eu tenho que ir embora!.... Tchau!!" ... E ele ainda me mandou um beijinho e um tchauzinho...
O que me leva a seguinte conclusão: pra que eu preciso da opinião da talzinh que, com certeza, estava com ciúme do fulaninho? Afinal, não devo nada pra nenhum deles e que me achem horrível, eu não me importo... Ué! Não vou nem casar, pra quê a preocupação??
Mas adotar uma criança, isso sim é importante. E ter o aval de um japonezinho que eu nunca vi na vida, isso sim é importante... uma criancinha me chamar pra brincar na gangorra, isso sim é importante... é isso que define se alguma criança vai me querer como mãe, algum dia...
E isso é legal.... e até voltei com um pinguinho de auto-estima renascendo em mim...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:20
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21.3.03  |
É, né... começou, então... Agora não tem mais jeito...
O pior é ver tudo isso pela Globo/CNN/o raio que o parta, e não poder fazer nada... nem mesmo falar "nossa, que merda", porque é o mesmo que falar "ahnnn"... Ainda mais que eu sempre esqueço o monte de perguntas e toda a minha teoria sobre isso pra poder escrever... vai ver que eu me dou melhor com a propaganda boca-a-boca.
Um site muito legal que satiriza toda a situação é o KibeLoco. E eu esqueci de novo o que ia escrever.
Será que tinha alguma arma química pra dar amnésia? Ou é a idade que vem chegando?
Do que eu tava falando, mesmo?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:49
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20.3.03  |
Quem não faz parte da máfia do cabelereiro sabe do que eu vou falar.
Você chega no salão, querendo o que sempre quer: um corte e uma tinturinha no cabelo. Coisa básica. E todo mundo no cabelereiro estava no maior papo, sobre um assunto que você nem imagina, sobre a sobrinha do vizinho do tio da cunhada do prefeito, ou coisa do tipo. Você senta pra esperar, pega a Marie Clair de abril de 2000 e começa a folhear como se fosse muito interessante, porque obviamente você não é bem-vinda pra entrar na conversa.
E mais pessoas chegam do nada e sabem exatamente do que estão falando, e conversam, e riem, e murmuram, e gritam, e fazem coisas que ninguém entende (ninguém da máfia do cabelo), e você lendo uma reportagem sobre um cara vaidoso que usa até maquilagem.
Daí você se pergunta, enquanto vai pra outra saleta lavar o cabelo: "eles vão falar mal de mim?". É claro que vão. Não preciso nem pensar que eles vão ter compaixão, porque não vão. Cabelo, roupa, brinco, tudo vai ser colocado à prova no fabuloso mundo das fofocas. E você só pode ouvir os risos histéricos.
Em outros tempos, tenho certeza que ia morrer de medo de voltar pra sala-mor, mas hoje não.... aliás, há algum tempo, não...
Pra quê me importar com a opinião de pessoas que nem fazem parte da minha vida, e que eu vou ver, no máximo, uma vez por mês, quando quiser o cabelo mais vermelho. Eles também sabem que eu tô pensando mal deles... Devemos, então, considerar o salão como uma troca de insultos pelas costas. E é bom, porque dá pra rir do cabelereiro que diz não ser gay, e sim estar em contato com seu lado feminino.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:39
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14.3.03  |
Sim! Dia internacional da mulher! Não que precisássemos, mas é sempre bom receber um agradinho mundialmente reconhecido...
E nada melhor do que um texto pra mostrar isso... tentem segurar as lágrimas e leiam o que o João Paulo mandou por e-mail pra todos os conhecidos, o que, por uma ironia do destino, me incluía...
"Olha, vou te contar...
...são muito complicadas, viu...
...eu não me atreveria a colocar um alfinete entre o
"sim" e o "não" delas...
...nossa, e como são traiçoeiras...
...nunca se sabe o q elas estão maqinando por detrás
daqueles olhos perturbadores...
...ah, aqueles olhos...
...e as desgraçadas são dissimuladas ainda...
...se fingem de inocentes mas sabem muito bem o q
estão fazendo...
...e a gente sempre acredita q tá no controle...
...otários...
...sério, eu acho q existe uma organização mundial
feminina, com uma rede de computadores, satélites,
escutas, câmeras, informantes infiltrados...
...só pode ser, pq elas sempre sabem exatamente o q
estamos pensando...
...não, verdade, ninguém consegue mentir pra elas...
...só qdo elas se deixam enganar...
...mas aí tem um puta plano diabólico rolando, pode
saber...
...a gente é coadjuvante, acredite...
...o mundo é delas...
...e q inteligência e perspicácia é aquela?
...a gente pensa, raciocina no bruto...
...elas não: tudo q fazem tem um terrível ar de
humano, materno, um carinho, um tempero de mãe, até
uma ponte feita por mulher tem um quê de casinha de
bonecas...
...as médicas dão ponto com lacinho, não sabia?
...e qdo choram?
...ah não, covardia...
...é como se afrodite descesse numa carruagem
pirotécnica e nos dissesse com uma voz amálgama de
anjo e sereia:"FAÇA ALGO PRA ME CONSOLAR, MORTAL
ESTÚPIDO!"...
...e a gente fica lá, q nem bobo, sem jeito nenhum...
...pq ninguém entende sistema límbico de mulher...
...papez descobriu aquele mecanismozinho simples lá pq
é homem...
...ih não, mulher tem mais umas 4612 conexões mono,
bi, triaminérgicas, bipolares, tetra polares...
...isso sem falar conexões com as fadas, ninfas,
flores, coração, paraíso, sonhos, outras dimensões e,
principalmente, com qualquer homem num raio de 25
metros...
...sistema nervoso de mulher, antes de mexer músculo,
glândula, e sei lá mais o q, mexe com a gente mais
rápido!!!!
...ihhhh...muito mais rápido!!!
...olha só: passa a mão perto do olho de alguém e
conta qto tempo ele demora pra piscar...
...agora fala pra uma mulher dizer "Eu te amo" e conta
qto tempo demora pra os olhos dele brilharem, o
coração disparar e ele começar a dizer coisas
estúpidas...
...mas enfim, tudo q a gente diz é estúpido mesmo...
...quem sempre tem razão são elas...
...não importa o q digam: "Eu estou gorda!", "Vc está
errado"...
...não importa a situação, elas sempre estão certas...
...primeiro pq são complexas e fascinantes demais pra
um bando de babuínos como nós compreender...
...segundo pq o tom de voz e a paixão com q elas dizem
o q dizem, só pode ser coisa de quem tá certo...
...e terceiro pq de emoção, só elas entendem...
...e mesmo num probleminha de matemática é preciso
paixão, ternura...
...e isso, companheiro, a gente não tem...
...pq se a gente lida com cálculos...
...elas lidam com cálculos + amor...
...se a gente lida com doentes...
...elas lidam com doentes + compaixão...
...se a gente lida com fatos...
...elas lidam com fatos + possíveis fatos + o q levou
aos fatos + o q pensaram dos fatos + "Q roupa vou usar
na festa de amanhã?"...
...tô te falando, a gente tá ferrado...
...somos dominados por uma ditadura ardilosa,de seres
incríveis, maravilhosos, etéreos, q sabem se mover,
falar, agir, de um jeito q nenhuma porcaria nessa
droga de universo sabe...
...é, mulher tem esse maldito "jeito"...
...pq até arrotando essas criaturas são lindas e
delicadas...
...nossa, e como são terrivelmente caridosas...
...conseguem aturar nosso machismo, nossa ignorância,
nosso desespero por sermos inferiores...
...conseguem até aturar a nossa falta de capacidade de
entendê-las....
...ainda deixam a gente continuar vivendo no mesmo
planeta do q elas...
...depois de tudo q a gente fez e faz...
...eu já desisti de entender...
...elas são terríveis...
...maléficas...
...nos comandam...
...controlam...
...fazem do mundo a cara delas...
...fazem DA GENTE a cara delas...
...jogam com as nossas emoções...
...manipulam à vontade os nossos sentimentos...
...lêem os nossos pensamentos...
...são melhores q a gente EM TUDO...
...são as piores...
...mas então, alguém me explica:
PQ A GENTE NÃO CONSEGUE VIVER SEM ELAS???
Não é lindo? João Paulo, larga a psiquiatria e vira escritor de uma vez!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:29
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8.3.03  |
Eu só estou postando hoje porque recebi vários pedidos para fazê-lo (tá, um pedido), porque, na verdade, não estou nem um pouco inspirada pra dizer nada...
Mas... o que eu vou escrever? Não, não vou falar de guerra/dia da mulher/fome mundial/AIDS/crise da Argentina/Egüinha Pocotó. Nãão, vou falar de uma coisa bem menos interessante, pra combinar com todo o resto do blog... o que eu fiz ontem e hoje...
Ontem: Churrasco no Marcelo. Almoço e janta. Uma delícia. Meninos e as assexuadas. Umas discussões porque eles queriam ouvir Iron Maiden enquanto nós queríamos ouvir Toquinho. Ganhamos na maior parte do tempo. Piscina, pessoas de roupa na piscina, Aline, Carol e Rafael jogando cartas enquanto isso.
É, esse é o resumo de ontem. Agora, próximo, porque o leitor tem pressa.
Hoje: Basicamente nada do que eu tinha dito que faria. Matei aula de Alemão, não fiz trabalho da escola, não fui na cachaçaria. Do programado, só a capoeira que vingou, mesmo. E ainda nem fiz muito, não agüentei. Prova de que eu sou uma pata.
É isso... que inútil... se alguém leu até aqui, parabéns, você foi o (a) único (a).
Ah, e feliz dia Internacional da Mulher.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:16
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Nossa, diazinho cansativo... acordei 8h da matina (e nem tive aula! argh!) pra ir pra uma cidade chamada São José do Rio Preto (ô, nomezinho comprido)... depois de andar, andar, andar, sentar, andar e andar mais um pouco, finalmente ouvi as palavras mágicas: "Vamos embora?". Sim! Siiim!
Queria muito voltar pra casa... principalmente porque eu passei o dia todo fora e não tive a oportunidade de ligar pra menina Carolina dando os parabéns. Parabéns, Caso! Se você tivesse nos EUA, já dava pra dirigir! (piada infame, eu sei).
Bom, cheguei em casa às 20h e descobri que às 20:30h o pessoal (graminha + Thiaguinho e irmão da Larissa) iria no Brigola... putz... cheguei lá 21:30h (não me culpem, eu tive que tomar banho e terminar de escrever uma carta).
Não tem nada melhor do que chegar num restaurante vazio e falar mal de todo mundo com os amigos - até de nós mesmo, é o máximo. Rimos muito e tomamos muito, muito cuidado pra ninguém cuspir refrigerante... e lembramos, claro, das vezes que uma ou duas pessoas realmente cuspiram refrigerante (ou óleo)...
Algumas vezes notamos que a garçonete ria com a gente (ria por dentro, e por fora mantinha um olhar assustado)... vai entender...
Pra Carol, eu dei um CD gravado especialmente com músicas embaraçosas do nosso passado negro (incluem-se Chiquititas e Backstreet Boys)... ainda bem que não vou estar perto quando ela ouvir, ou eu podia apanhar...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:39
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6.3.03  |
Ontem, numa tentativa desesperada de não ligar a tv e dar de cara com as mulatas sambando ao som de um pandeirinho qualquer, fui no cinema. Assistir um filme que eu mal tinha ouvido falar: "Mata-me de prazer". A única coisa que eu sabia é que era com o Joseph Fiennes. E, pelo nome, não parecia que era de se jogar fora.
Tá, lá fomos Carol, Marcela e eu assistir o tal do filme.
Pra começar, só tinha a gente e um monte de casais assistindo. É incrível como a gente escolhe os dias certos pra dar de cara com esse pessoalzinho apaixonado. Ou será que eles só assistem filmes como esse? Enfim, o que importa é que a gente não podia rir muito alto nem nada, porque lá estariam os casais pra dar um olhar de desaprovação.
Sobre o filme?
Horrível! Filme B, mesmo. Nem acredito que, com tanto filme em cartaz, na minha cidade inútil e pequena eles passem um negócio desse. É só pros casalzinhos ficarem espertos, mesmo, com quem eles estão andando.
É paranóico, patético, estranho, ridículo! Argh! Gastei minha graninha nisso!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
13:28
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5.3.03  |
"Acabou nosso carnaval..."
Sim, minha gente... teoricamente, último dia de folia... "Ninguém ouve cantar canções"... Agora, até a páscoa, nada de carne vermelha... "Ninguém passa mais brincando feliz"... Quarta feira, nada de música, ou folia, ou qualquer festa... "E nos corações, saudades e cinzas, foi o que restou"...
Alguém lembra de quando não tinha festa na quarta-feira de cinzas? E que não comiam carne vermelha por 40 dias? Aonde foi parar aquela tradição brega e sem sentido que parecia tão bonita? Sumiu... tudo sumiu... agora, quarta-feira depois no carnaval é simplesmente um prolongamento do carnaval.
Acabou tudo... toda a tradição... minha esperança é que a tradição do carnaval acabe também....
(*Em negrito: O começo de "Marcha da Quarta-feira de Cinzas")
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:40
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4.3.03  |
Mas é carnaval...
Chegou... a época em que dançar a egüinha pocotó não faz mal. E saber a coreografia do "Asereje" não é vergonha. Todo mundo dança, todo mundo bebe, todo mundo pula... ninguém é de ninguém...
É carnaval... época de feder e cheirar num lugar lotado, não conseguir andar um centímetro sem esbarrar num casalzinho curtindo, estar no lugar errado e na hora errada exatamente quando um bêbado pisa no pé do outro... cuidado com as armas...
É carnaval... época de colocar em prática a velha desculpa "eu tô de rolo" quando alguém passa a mão na sua bunda. Época de tomar cuidado se estiver com uma unha encravada. Época de comprar desodorante urgentemente.
Então... é carnaval! Época de suar como se estivesse numa sauna. O calor não ajuda em nada.
Mas... é carnaval...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:14
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1.3.03  |
O que é esse negócio de calor??
Quem foi o desgraçado que inventou essa história de país tropical??
Me tirem daqui! Isso aqui é mais quente que o inferno e a Líbia juntos!
Não dá nem pra pensar. Argh!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
12:18
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Estava olhando os vinis (não preciso dizer que são antigos), e achei um do Geraldo Vandré, de 1979, se não me engano. Na capa, tem uma foto dele comum violão, e, no canto superior esquerdo, as escritas "Incluindo 'Pra não dizer que não falei das flores' (Caminhando) proibida desde 1968".
Dá pra imaginar? Vez ou outra eu esqueço dessa época em que tinham músicas proibidas, e que o próprio Geraldo Vandré foi preso logo depois que cantou no Maracanãzinho. Ter essa música num discão hoje não é nada, mas na época... só o fato de ele ter escrito já foi uma afronta horrível ao governo.
O que será que aconteceria hoje?
Do outro lado do papelão tosco que protege o vinil, um texto de um tal Franco Paulino... vou colocar uma parte aqui.
"A verdade é que, quando Geraldo Vandré apareceu compondo, a música popular brasileira estava ficando cada vez menos brasileira e muito menos popular. E seu primeiro sucesso, como compositor, - um samba bem feito de parceria com Carlos Lyra- dispensava de uma vez a fórmula dos diminutivos frívolos e gratuitos, tãousados pelos bossanovistas de então. Era o ano de 1960 e este primeiro sucesso foi "Quem quiser encontrar o amor", feito de parceria com Carlos Lyra e lançado em discos RGE. A música marcava uma primeira procura da nossa realidade cultural. Abria mão daquela chave fácil e jazificada de estruturar composições. Daí Vandré se animou para uma tentativa mais séria e, sobretudo, pioneira: a de apropriar-se de uma temática nordestina, trabalhando-a num tipo de canção de conteúdo bem mais coletivo. O resultado desta pesquisa de dois anos refletiu-se concretamente nas músicas "Canção Nordestina"e "Fica mal com Deus" (1962). A esta altura do campeonato começou a ficar clara a necessidade de símbolos de comunicação mais coletivos e mais identificados com a nossa realidade. E Vandré trabalhava na frente, muitas vezes (digo: quase sempre) contra a expectativa dos donos de nosso mecanismo de divulgação musical. Mas nem por isso deixou de fazer suas canções.
A marcha de rancho "Porta-Estandarte", de parceria com Fernando Lona, deu a Vandré a certeza de estar no caminho mais indicado para fazer música participante e brasileira. [...]"
E hoje nós ouvimos a Égua Pocotó. Irônico, não?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:05
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