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 This is my blogchalk: Brazil, São Paulo, Tupã, Vl.Abarca, Portuguese, English, Aline, Female.
"Adoro caminhar em silêncio pelas sombras. Sou um bicho da noite, do crepúsculo, uma caçadora noturna. O barulho me fere a alma; busco a quietude, o contato comigo mesma e com a natureza."
Léa Waider
A desocupada: Aline Primaveras: DezesseisMora: São Paulo Está ouvindo: Músicas tesudasEstá lendo: "Feliz ano velho", de Marcelo Rubens PaivaEstá escrevendo: Aqui e num caderninho de veludo azul Futura (possível) profissão: Jornalismo
::Minha Playlist::

.:Links:..:Feminae:..:A insustentável Leveza do ser:.
.:La vie en Rose:.
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.:Calendário do Pensamento:..:Companheiros, escutai-me!:.
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.:Prosa, Poesia & Cia:.
.:Garfield:.
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ICQ: 122040045


.:Prêmios:.


::Só pra saber::
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É, acho que é mais fácil terminar o blog do que deixá-lo mofando sem um fim.
Então... Fim.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:43
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1.2.04  |
Pára, pára, pára!
Já é 2004!! 2004!!
O que eu fiz em 2003?
Eu sei que tá meio tarde pra fazer o balanço, a retrospectiva, e toda aquela coisa sentimental de "2004 é nóis na fita". Mas mesmo assim... parece que o ano passou e ficou um milhão de coisas por fazer... um milhão de lugares que eu deveria ter visto... um milhão de milhões de itens que eu nem sei quais são, mas que vão fazer falta, agora.
2003 já foi e não tem jeito de ele voltar pra eu tentar melhorá-lo. Agora só tem os anos seguintes. Mesmo que sejam só datas que não deveriam significar muito, são a prova de que o tempo está passando. E muito rápido.
Que medo.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
16:11
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3.1.04  |
Pois é, pessoal, é Natal.
Então... feliz Natal...
Não é muito original, mas acredito que a noite também não seja.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
02:25
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25.12.03  |
Coisas que você só descobre que tem quando se muda I:
- Uma carteirinha do Detran que ganhou no pré, que te autoriza a andar de triciclo.
- Moedas de 10 cruzados.
- Um machado. (É, um machado. De verdade.)
- Uma chave de fenda elétrica.
- Milhares de canetas tinteiro sem tinta.
- Um kit de costura em ponto cruz, mais revistas e livros sobre o assunto.
- Quadros que você pintou quando tinha 2 anos e sua mãe mandou emoldurar.
- Estojos. Muitos estojos. Daqueles todo equipados, que tinham até tinta guache.
- Os estiletes que sua mãe escondia quando você comprava os estojos equipados.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:32
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6.12.03  |
Desabafo
Por muitos anos venho sofrendo com isso. É uma coisa que sempre me atrapalhou, mas sabe como é, a gente finge que não existe, a gente pensa que ninguém percebe, a gente nega, a gente acha que dá pra conviver com isso... Mas chega um momento que é impossível continuar assim. Não dá, não dá!
Antes isso só afetava pequenas partes da minha vida, mas essa semana, pela primeira vez, perdi dinheiro por causa disso.
Eu...
Eu tenho memória fraca.
Sim, eu tenho vergonha de admitir, mas é verdade. Eu esqueço chaves, documentos (lembrete pessoal: procurar RG), bolsas, aparelhos dentais. Perdi as contas de quantos guarda-chuvas perdi no pré-primário. Numa noite célebre, esqueci o convite para um baile de Halloween. Duas vezes.
Mas no final das contas eu sempre achava (com excessão dos guarda-chuvas, esses devem ter tido um fim cruel). Até essa última segunda-feira.
Estou em São Paulo. Estou visitando meu pai. Estou doida pra ver um filme. Qualquer filme.
Eram 18h quando comprei um ingresso para a sessão das 19h para Matrix Revolution. Como vocês podem perceber, comprei com uma hora de antecedência. Guardem esse fato. Uma hora.
Como ainda faltava todo esse tempo pra começar o filme, resolvi descer até a Livraria Nobel e ficar babando nos livros e nos cds que nunca vou ter dinheiro pra comprar.
As pessoas que me vêem em bibliotecas e livrarias devem pensar alguma coisa relacionada à minha saúde mental. Eu fico tão maravilhada com a quantidade de livros que posso ficar horas perdida. Veja bem, eu não estou exagerando quando digo horas.
Estava muito divertido lá na Nobel. Depois de descobrir que nunca em um milhão de anos vou poder comprar o CD do The Doors, um vendedor legal colocou pra eu ouvir. Só eu e um cara duns 57 anos cantávamos "come on, baby, light my fire".
Enquanto isso, eu folheava vários desses livros legais. Alguns nem eram tão legais, mas tinham aquele tipo de folha que atrai e você quer continuar lendo (pra quem não sabe, eu não sei o nome do papel, mas é tipo o da última edição de "A insustentável leveza do ser" ou "Budapeste").
Quando, depois de um longo tempo passeando e decorando cada centímetro quadrado da livraria, eu penso "acho que já deu a hora". Vale a pena mencionar que eu já tinha olhado várias vezes no relógio em momentos anteriores, uma dessas olhadinhas rápidas, e sempre pensando que ainda tinha tempo.
Bom. Tinha tempo. Pra sessão das 21:30h, tinha muito tempo. Eram 19:45h. Sete-e-quarenta-e-cinco! Ainda corri até a sala, na esperança de um super atraso devido à greve dos gnominhos do cinema, ou das moças que fazem as pipocas. Mas não.
Conclusão: perdi 6 reais e o final de Matrix.
Sim. Eu tenho amnésia para fatos recentes.
E Deus tenha piedade de almas sofridas como a minha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:18
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21.11.03  |
Entre arghs e blirghs é que percebemos o horror
Não, não teve jeito. Mesmo com todos os planos de boicote, coquetéis molotov e macumbas, vai mesmo ter uma Feira Cultural na minha escola. E eu sou obrigada a participar.
A gente tá mais ou menos sabendo dessa feira desde o começo do ano, e totalmente certo desde antes das férias de julho. Os grupos estavam formados, a gente tinha a data, e tudo certinho. Só tinha um detalhe: não fazíamos a menor idéia do que apresentar nessa porcaria.
As experiências de exatas e biológicas foram logo resolvidas por pessoas não tão assexuadas quanto o resto da Graminha. Restava a idéia pra alguma coisa... qualquer coisa na área de Humanas.
Tivemos uns bons três meses pra chegar num acordo. Até que, semana passada, tomamos uma decisão: vamos fazer sobre a ditadura militar no Brasil. Sim, ditadura militar, revoltas estudantis, músicas, peças de teatro, artigos, novelas censuradas, e toda essa coisa que....... acabou se revelando enfadonha e extensa demais pra ser apresentada pra pessoas que não vão estar nem se fingindo interessadas.
E ficamos nisso... até que hoje... PLINS! Ficou (tomara) finalmente decidido: Mitologia grega.
Eu sei, o tema é batido. Mas é isso aí.
Desejem-nos boa sorte. Porque vamos precisar de muita pra conseguir alguma coisa convincente em menos de uma semana.
(Feliz, Dani?)
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:22
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25.10.03  |
Recebi o seguinte e-mail, depois do post do dia 29 de setembro:
"Gostaria de saber onde posso encontrar pessoas assexuadas, curto isso. Gostaria de ter um relacionamento com uma pessoa assexuada.
Aguardo"
É impressão minha, ou isso ficou muito pervertido?
As pessoas ainda não pegaram o espírito da coisa....
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:20
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18.10.03  |
Pois é, agora meu cabelo tá preto.
Estou me sentindo tão gótica.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:37
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13.10.03  |
Quando eu digo pras pessoas que eu sou assexuada, elas teimam em não acreditar.
Eu entendo. O povo não está acostumado com isso. Tanto que, quando preenchemos alguma ficha, "sexo" não vem seguido de "feminino", "masculino" e "assexuado" (mas vou trabalhar para mudar isso).
Tá, pras almas vivas que ainda não se convenceram da minha assexualidade:
É de manhã, estou chegando na escola, quando fico presa num congestionamento de patricinhas andando num passo de elefantinho até a classe. Como não quero ultrapassar o limite de velocidade permitido por minhas pernas, fico encalhada no meio delas. São milhares. Milhões. Enfim, são seis. Mas suficientes para tapar todo o corredor.
Passamos então, pela coordenadora, nossa querida Celeste, conhecida por CelEddie, em homenagem ao seu cabelo parecido com o do cara do Iron Maiden.
CelEddie: Bom dia, meninas! Bom dia, Aline.
Ahn?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:29
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29.9.03  |
Eu sempre digo como prefiro o frio ao calor, mas às vezes essa mudança de tempo brusca que anuncia a Primavera pode ser um tanto relaxante, além de me fazer perceber algumas coisas sobre o interior.
Uma coisa que parece óbvio é que ninguém sai no frio. As ruas ficam relativamente desertas e os points da night nunca recebem adeptos no inverno. As folhas caem, a atmosfera é melancólica e perfeita para uma volta pelas ruas vazias, que imploram por uma alma viva.
Mas no momento em que os termômetros começam a marcar seus usuais 30°C, que ficaram esquecidos por quase duas semanas, uma transformação impressionante acontece: o ar fica, mesmo que quente, fresco e úmido, perfeito para os cidadãos da pacata cidade deixarem seus cobertores no armário e saírem de bermuda e regata para dar uma volta na avenida assim que o sol baixa. Os donos de sorveterias agradecem aos céus quando pessoas sorridentes e exalando aquele ar de "chegou o calor" começam a aparecer depois de uma caminhada pelos bairros mais calmos, com o vento gostoso e os passarinhos voando de um lado pro outro.
Ninguém se preocupa com relógio. Ninguém mais assiste o Jornal Nacional, a não ser que tenha tv na varanda. Ventiladores começam a trabalhar exaustivamente, numa rotina que só vai acabar lá por Julho.
E lá vem mais uma primavera...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:21
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22.9.03  |
Luto
Vinícius de Moraes II morreu afogado.
Sentiremos sua falta, meu querido.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:25
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20.9.03  |
Diálogo entre Aline e Fábio Assunção
Prólogo
Aline é uma interiorana patética que leva uma câmera fotográfica na bolsa pra quando ela encontra personalidades como Ana Maria Braga e Ferrugem. Até o dia em que ela foi comprar balinhas em forma de dentadura num shopping em São Paulo.
Saindo do shopping, começa a filosofar...
Aline: Nossa... como tem gente bonita em São Paulo... (olhando para um moço alto e sorridente que entra) Esse cara por exe...(percebe que se trata do Fábio Assunção. Pára. Olhos arregalados, o saquinho de balas numa mão, uma bala pela metade na outra, a boca aberta).
Fábio Assunção: (percebendo a expressão deprimente em que Aline se encontra, num ato de bondade) Beleza? (continua andando)
Aline: Ahn... tira uma foto comigo?
Fábio Assunção: (pára, olha meio incrédulo) Cê tem máquina aí?
Aline: (já se desdobrando toda para alcançar a bolsa que está nas costas, colocar a bala na boca, conseguir falar alguma coisa e não deixar o saquinho cair) É, eu sempre levo a máquina na bolsa. (Oferecendo balas) Quer?
FB: É de comer isso?
Aline: (quase deixando tudo cair enquanto a máquina sai da bolsa) É, é, pode pegar.
FB: E é bom isso?
Aline: Uma delícia!
FB:(pega uma) É de engolir?
Aline: É. Agora... (olhando para os lados vendo se alguém pode tirar foto)
FB: Faz assim... (pega a máquina, abaraça Aline que, pasmada, paralizada, maravilhada, observa enquanto ele maneja a máquina com experiência e tira um auto-retrato)
Aline: Ai, brigada... Viu... tem uma loja aqui nesse shopping...
Ainda tive tempo de fazer uma propaganda da loja do meu pai.
Fala séério.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:22
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13.9.03  |
Vamos ver se consigo colocar algumas das milhões de fotos que as meninas e eu tiramos no show:
Chris tocando, lindão.
Chris cantando, lindão.
Chris tocando (de novo), lindão.
Fim do show, lindões.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:13
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10.9.03  |
Pérolas da Carol, rouca de tudo, em São Paulo
De manhã
Carol: Bom dia...
Minha mãe: Um pouco do quê?
Na farmácia
Carol: Oi, eu queria um condicionador...
Vendedora: Em gotas ou comprimido?
Dá pra imaginar quantas pessoas acharam que ela era travesti?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:44
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6.9.03  |
UHUUUUU
Falando com a Sorte, o Universo percebeu que estava sendo duro demais com algumas pessoas: políticos, jogadores de futebol, apresentadores domingueiros... e eu!
Sim, por incrível que pareça, eu sou tão ruim quanto essas pessoas, e pela lei que todos nós conhecemos, os maus se dão bem. E eu me dei muuuito bem. A começar, fui pra São Paulo com Marcela e a maravilha de mulher, Carol. E tudo isso com o maior dos propósitos: ir no magnífico, maravilhoso, tudo de bom, show do ColdPlay. Uhuuu!!
Eu queria, antes de tudo, deixar um recado. Se você faz medicina na Unimar, e passou pelo RodoServ Star lá pelas 18:30h do dia 2, sinto lhe informar, mas você é um(a) merda.
Agora que deixei meu pequeno recado, continuando...
O show foi... o show da minha vida. Claro que eu não fui em muitos shows, mesmo. Os que posso me orgulhar são só dois: esse em questão e o do Toquinho. Mas esse foi tão emocionante e esperado (o do Toquinho foi inesperado, e tal) que se tornou o show da minha vida. E o melhor de tudo: eu fiquei na primeira fila! No gargarejo, como diz a minha mãe. Sim! Eu vi o suor do Chris Martin, e toda aquela baba que ele costuma deixar no microfone. Enquanto eles testavam os instrumentos, eu ouvia o cara que parecia o David Bowie bater com a palheta na guitarra. Eu tomei a água que consegui dos seguranças (caras muito simpáticos que não tiraram as máquinas fotográficas da gente, como disseram que iam fazer).
Conheci várias pessoas. Elaine e Cláudio, que chegaram lá 8h da manhã (!). Ana Maria Braga (isso no dia seguinte, diga-se de passagem)- dei beijinho, tirei foto e tudo. O seo Saraiva lá do "Zorra Total" (no dia depois que conheci a Ana Maria). O Ferrugem (ontem). E o que foi de extrema importância nas minhas relações com famosos: o Peter.
Daí vocês, pessoas da minha cabeça, perguntam: "Quem?". E eu digo "Oras. O Peter. Filho de alemão e egípcia, cara simpático e bonito que tinha algum acesso ao backstage do show do Coldplay e me arranjou alguns papéis, além de informações antes do show. E que, quando tudo terminou, fez um daqueles toques com as mãos comigo e disse 'valeu, moçada'". Esse Peter.
Além de tudo, fiquei prensada na chapa. É, isso é o que acontece quando você está na primeira fila e todo mundo quer pegar seu lugar. Mas de lá eu não saía. E não saí. Só que fiquei praticamente grudada lá. Devo ter perdido vários centímetros na barriga e nos quadris.
Mas valeu à pena. Muito à pena.
Próxima meta: Pearl Jam.
E cuidado com a friaca.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:34
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Momento mais que tira onda:
Vou no show do ColdPlay!
Uhuu!
Só tenho uma coisa a dizer: SEGUE QUENTE!
(Pra quem não entendeu lhufas desse post: foda-se, eu vou no show e vocês não)
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:48
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30.8.03  |
Com meus amigos...
...já saí muito. Com os que conheço há dez anos e com os que conheço há dois.
Já ouvi muita música. Boa e ruim. Já dancei a egüinha pocotó em churrascos e festas de criança.
Já morri de rir. Já perguntei "porque eu não tenho um namorado?". Já ouvi as melhores respostas...
Já caí. Já andei de bicicleta. E de patins.
Já viajei com a escola. Estou pra viajar sem ela. Já tirei sarro de pessoas que não gosto. E das que gosto, também.
Já fui a bailes e voltei de manhãzinha, fazendo minha mãe pirar. Já discuti.
Com meus amigos, já fiz mais amigos. Éramos cinco, viramos dez. E alguns que não têm vínculo com os outros. Mas são todos amigos.
Já bolei planos mirabolantes para ir pra Flórida. E pra Londres. E Paris. E à cidade vizinha, duas vezes menor que a minha.
Já furei as orelhas. E contei meus planos de fazer tatuagem.
Ninguém acreditou até que eu fui lá e fiz...
Com meus amigos, descobri muita coisa. Muita coisa mesmo, sobre os assuntos mais bizarros.
Já tomei porre. Já chorei, mesmo que não lembre no dia seguinte.
Já tirei algumas fotos. Ou algumas muitas. Mas não o suficiente.
Com meus amigos, já sonhei alto. Alto demais.
E já percebi o quanto eles são bons amigos.
Vão fazer tanta falta, um dia...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:26
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24.8.03  |
Enquanto isso, no lustre do Castelo...
Carol quer aprender violão, e pede minha ajuda. Eu não sou a maior violonista da história, mas resolvi ajudá-la nessa missão. Só que a primeira aula foi via ICQ...
Carol: Me dá um exercicio..p/ eu ir fazendo
Aline: um exercício?
vc sabe qual dedo é qual?
C: nao..vai dizendo
A: 1- indicador
2- médio
3- anelar
4- mindinho
esse é da mão esquerda
vc vai fazer o seguinte
C: ahuuhauha
qual é o medio?
A: 2
C: da esq p/ direita?
A: isso
daí o que vc vai fazer:
C: pera
e o anelar?
(algum tempo de discussão em torno disso)
A: entendeu?
C: aham
os dedos q tao me atrapalhando
A:hahaha
podem atrapalhar mesmo
C: é dificil aliiii
A: conseguiu fazer o que eu falei?
C: acho q sim..sei la
é confuso
A: prestenção que eu vou passar o exercício inteiro
C: mas me explica os dedos antes
nao entendi
contando do dedinho p/ la
A: tá
ó
dedo 1 é o indicador
C: mas em q lugar??????
A: esse é o número dele
pra qdo a gente precisar dele, é só falar "dedo um" ao invés de indicador
C: mas qual é o indicador?
A: o que a gente aponta
C: ahhhhhh.. ta
do lado do dedao
A: éé... daí o dedo 2 é o médio
o que diz "vá se fuder"
o dedo 3 é o anelar
o que tem vc coloca aliança
C: e o 4 o mindinho
A: iiiisso
C: e o dedao?
A: o dedão vc não usa na mão esquerda
ele serve pra vc segurar o braço do violão
C: aaaaaaah..faz sentido
Meu Deus, o que vai ser dessas aulas?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
02:25
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17.8.03  |
Nôuts III
- Cinnamon é uma palavra muito legal.
- Não tem jeito, domingo já nasceu envenenado.
- Meu bonsai finalmente tem um nome: Vinícius de Moraes II.
- Aproveitei e já batizei meu violão de Thom Yorke.
- "You've got mail" fica melhor ainda assistido num domingo chuvoso e preguiçoso.
- Não importa quantos pernilongos você já matou, sempre vai ter mais um pra te picar.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:40
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10.8.03  |
Como se divertir num dia chuvoso numa cidade pequena
Existem várias maneiras de se distrair quando você não pode dormir quando chove. Ler um livro. Assistir tv. Ouvir música. Falar no telefone. Cozinhar. Fazer faxina. Mas cedo ou tarde, você vai dormir. Isso é lei.
Tendo plena consciência desse problema, e não podendo mesmo ceder aos encantos da soneca no sofá, tive que me ocupar muito para agüentar o dia de ontem. E não foi nada fácil.
Pra começar, toquei um pouco de violão. Mas isso não é suficiente, porque inclui ouvir a música, e acaba dando uma certa sonolência.
Resolvi, então, ir ao plano B. Comer. Não é a coisa da qual mais me orgulho, mas comer é uma das melhores coisas da vida. Comer e dormir. Seria muito bom se tudo isso não se acumulasse em enormes blocos de gordura localizada pelo meu corpo.
Me sentindo culpada, sabendo qual seria o destino daquele brigadeiro maravilhoso, resolvi ir caminhar. Lembrando sempre que estava chovendo.
Fui até a Carol de carro, e de lá saímos na nossa longa jornada pelas ruas molhadas. Mas o que parecia ser só um chuvisquinho se tornou um chuvão. E acabamos parando numa padaria, comprando café e rosquinhas de pinga.
Voltando à casa da minha querida amiga nessa jornada enxarcada, percebemos que a luz havia acabado. Conclusão: comemos, tomamos café e jogamos STOP à luz de velas. Seria muito romântico, se fôssemos lésbicas. Ainda bem que não é o caso.
Quando tudo isso terminou, era realmente hora de dormir.
E ainda tive tempo de fazer reflexões filosóficas sobre a chuva e a praça perto da minha casa. E o cheiro de terra molhada.
Nada como um dia chuvoso.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:00
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7.8.03  |
Aí as férias morrem e a gente fica de luto
Elas vieram... e foram embora... Pelo menos dessa vez eu não posso reclamar que não fiz absolutamente nada. Só fiz nada.
Vou fazer um post geral, depois os que merecerem um post especial vão ganhar a estrelinha * para que fique já avisado.
- Aprendi a fazer as unhas da mão. Isso é realmente um progresso, já que é, provavelmente, a única meta alcançada. Mas ainda tiro alguns bifes e picanhas dos ladinhos, e quase tive uma hemorragia pelo dedinho. Mas não tem erro.
- Comprei dois livros. Li um e meio. Ouvi alguns CDs milhões de vezes.
- Sou uma espectadora assídua da Sonia Abrão, João Kléber e Márcia Goldsmith. E toda vez que o JK fala "vamo ri!" eu realmente dou risada.
- Falando em Márcia Goldsmith, vi o caso de uma moça que queria largar o marido porque ele não dava luxo pra ela. Fazem dois anos que o cara tá desempregado, ela não quer, de jeito nenhum, trabalhar, e diz que nasceu pra ser sustentada, não pra sustentar. Nasceu, também, umas 4 décadas atrasada.
- Descobri que não se pode andar pelada pelo apartamento com a janela da sacada aberta. E nem de calcinha e soutien. Mamãe muito brava.
- Fui num show do Toquinho. E conheci o Toquinho pessoalmente. Longa história.*
- Fui também na gravação do programa do Jô, que passou nessa última quarta feira. Quem perdeu, também vai poder me ver em setembro, no dia em que forem uns caras jogar bilhar e um pessoal falando de segurança na rede. E uma nariz-de-chá.
- Gays podem ser traiçoeiros. E dar em cima do seu primo.
- Estou com dois dentes a menos na boca. Aqueles tais dentes do juízo. Agora tenho desculpa pra bebedeiras?
- Fiz 16 anos. Outra meta que também não tinha erro.*
Tá. Não lembro de mais nada.
E também, se lembrar, não vou voltar pra escrever. Perdi o costume.
Ok, talvez eu volte.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:28
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2.8.03  |
At last... as férias começam!!
Antes de mais nada, eu queria agradecer a quem quer que seja o defunto que inventou as férias. Elas realmente vieram pra salvar a minha vida e provar que o Universo pode ser tapeado. E isso me faz muito feliz, quando me dou conta. Só hoje, percebi quatro vezes que não precisaria estudar a noite, deitei no chão uma vez, gritei e fiz minha mãe espalhar pra cidade toda que eu tinha finalmente pirado. Mas tudo pelas férias.
"Aline, o que você vai fazer nessas magníficas férias?". Muita coisa, cara pergunta da minha própria cabeça. Primeiro de tudo, vou viajar. Se nos feriados, já vou pra São Paulo, imagine pra onde eu vou agora. Mas vou ter muito tempo pra vagabundear.
Vou aprender, finalmente, a fazer minhas unhas da mão. E ler os livros que eu levar/comprar. Talvez fique amiga dos gays que circulam pelos lugares que eu vou. Assistir vários filmes no cinema até o dinheiro acabar. Ouvir música no diskman até furar meus CD's. Descobrir mais coisas bizarras sobre São Paulo. Destruir propriedade pública (tá, esse é o plano B). Arruinar a vida de uma família (digamos que esse seja o plano Z). Fazer 16 anos. Talvez leve minha gaita pra finalmente aprender a tocar. Pintar o cabelo. Dormir. Dormir. Dormir.
Vai ser um looongo mês...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:15
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1.7.03  |
Depois de comer um lanche ultra salgado, comecei a sentir que uma sede extraordinária começou a tomar conta de mim.
Não contei os copos, mas mais de 5 daqueles grandões, cheios de água, foram güela abaixo. Isso pode acarretar a várias idas ao banheiro no meio da noite.
Desesperada, bebendo água pela (espero) última vez, deixei cair no teclado. Será que dá pau?
Na opinião da Dani, é bom porque limpa.
Então quer dizer que os bacons que se infiltraram entre o "c" e o "v", entre o "k" e o "l", e outros lugares que eu não lembro vão ser limpos?
Será que dá pau?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:37
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27.6.03  |
Eu e Carolina no ICQ
Eu: Pega "She's in Fashion", do Suede. É legal, e dá pra colocar ultra alto.
Ela: Ok.
Um tempo depois...
Eu: Suede é bom demaais.
Ela: É sim. Mas é um homem que tá cantando, não ela.
Eu: Ela?
Ela: Opa. Não é Sade.
Tudo a ver.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
10:51
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Viva a sociedade alternativa
E o croissant da padaria perto da escola
O mês praticamente acabou. Assim como as malditas provas da escola, para as quais eu nunca estudo o suficiente. Sim! As aulas acabaram!
Mas o melhor de tudo não é terminar a última prova (na verdade, penúltimo dia de provas, porque eu ainda tenho que fazer segunda chamada, argh). O melhor de tudo, aquilo que alivia a alma profundamente é ligar pra minha mãe implorando pra ela ligar na escola me liberando pra ir embora e perder as duas aulas de Gramática com o professor mais estúpido do universo. E ela ligar.
Claro que eu não fui a única. Tem uma pequena listinha de pessoas da minha classe que falsificaram autorizações, ligaram para os pais, fingiram um mau-estar, tudo pra não precisar ficar na escola no dia mais insuportável, na aula mais insuportável.
Uma massa de alunos vagabundos e sedentos por liberdade saíram pela portinha maldita da escola, que está sempre trancada quando queremos sair correndo.
Então, Carol, Marcela, Debby, Larissa e eu fomos tomar café e comer croissants na padaria da esquina. Que delícia.
Incrível como o seu Júlio (esse é o dono da padaria) sabe exatamente o que a gente quer. Todas aquelas aulas de educação física que nós matamos lá finalmente valeram a pena.
Agora quero ser fútil o suficiente pra ser feliz o final de semana inteiro, saindo pra festas juninas cheias de quentão e vinho quente, Cachaçaria, boliche em outra cidade (uhuu), e só pensar na segunda chamada no dia. E na recuperação.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
09:21
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O cristal
Às vésperas do primeiro aniversário d'O cristal, achei que fosse hora de Ele receber sua primeira homenagem pública
Era uma vez, uma menina que era conhecida por fazer parte da Graminha, tomar Coca Light sem gás e, erroneamente ser taxada de estranha (erroneamente, ok?).
Um belo dia, a ponta de acrílico da caneta Bic vermelha da nossa heroína (a menina, não a droga) quebrou-se, num acidente trágico em uma aula qualquer. Mas o que parecia apenas uma ponta de acrílico inútil e feia, foi reconhecida pela heroína (mais uma vez, a menina, não a droga) dessa chocante história como... o cristal!
Então, nossa querida amiga integrante da Graminha e bebedora de Coca Light sem gás passou a carregar em seu estojo o magnífico objeto, que lhe dava força e auto-confiança.
Mas um dia, o maléfico (vamos imortalizá-lo como tal) Felipe sentou-se em uma carteira à frente da nossa protagonista, a qual quis compartilhar o poder d'O cristal com seu amigo bobo. Mas, ao entregar-lhe O cristal como um empréstimo, esse ser inferior e terrível olhou para o magnífico objeto, disse "ah!" e simplesmente o jogou fora!!
Como ele pode?!?
Caham...Enfim...
O cristal estava perdido... Ninguém deu atenção ao caos que se tornaria o mundo se O cristal não fosse achado. Mas nossa querida amiga não o achou. E não foi ajudada por seus amigos, muito preocupados discutindo a campanha do Ciro Gomes (sim, as eleições ainda não tinham acontecido).
Pobre de nossa heroína (preciso mencionar que é a menina, não a droga?)... estava perdida... Estava deprimida, melancólica, desesperada. E ninguém parecia se importar. E todos diziam "sai dessa"... mas ela não conseguia...
Seu aniversário chegou. E ela convidou alguns poucos amigos para irem à sua casa para comemorar a trágica data: a primeira festa desde a morte d'O cristal.
O primeiro amigo a chegar foi Thiaguinho. Com um pequeno embrulhinho.
E qual não é a surpresa de todos quando dentro do pequeno embrulhinho de veludo preto não está... um cristal!! Um de verdade! Uma pequena estrelinha, que desde então, foi pendurada em uma correntinha prateada e está sempre pendurada no pescoço de nossa querida amiga da Coca light.
E nunca mais ela vai emprestar nada pro Felipe.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:37
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25.6.03  |
Era bom demais pra ser verdade
Para os que conhecem a minha maravilhosa filosofia "fique morta de ansiedade pra ter uma desilusão na hora H", a maior notícia do feriado: eu não pintei a tatuagem.
Alguém vai dizer "éé, ficou com medo da dor, né? acontece". Mas não, meus caros sádicos, não é isso que acontece. O que acontece é que o sr. Uni é o meu maior inimigo de todos os tempos. Sim, o Universo, aquele senhor mau e cruel que faz com que toda a minha vida seja um engano e/ou uma piada.
Qual é a probabilidade de o cara que vai pintar a minha tatuagem estar jogando futebol, quebrar o nariz e ter que fazer uma cirurgia BEM no dia em que eu ia lá no estúdio dele? Toda, se eu sou a Aline. O coitado sofre pra que a minha vida seja uma piada.
Estou começando a me acostumar com a idéia de ser loser por todo o sempre. Pode até ser interessante para os futuros Freuds.
Como em todo o feriado, fui pra São Paulo. Estava realmente inspirada pra ir na Parada Gay.
Mas, lembrando sempre, o Universo é aquele chato desgraçado que marca duas provas de química e uma de inglês bem no dia seguinte. E eu tenho que voltar pra casa. Argh, senhor Uni. Argh.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:53
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22.6.03  |
A Dani me falou desse curta, e eu não acreditei. Mas é verdade: é muuuuito bom.
Ilha das Flores
Deviam promover mais essas coisas brasileiras, droga.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:07
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16.6.03  |
Nôuts II
- Não tomar banho quando tem caras instalando troços em casa.
- Não se enxugar com a porta aberta enquanto os caras estão instalando troços em casa.
- Comprar uma camisola decente.
- Não ir pra academia de bicicleta... a volta é cruel.
- Não contar pra sua mãe que teve pesadelos com bicicletas antes de sair com a bicicleta.
- Celular e bicicleta não são compatíveis.
- Praças podem ser muito assustadoras à noite.
- Morrer é uma boa idéia.
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posted by ALINE MACBETH @
18:23
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Aline e os estudos
14h: Vou pesquisar os troços de literatura e estudar a tarde toda.
16h: Agora chega de ICQ. Vou imprimir os troços de literatura e estudar até de noite.
16:50h: Ok, hora de estudar.
17:40h: Vou comer bolachas, entrar na internet, tomar banho e depois continuar estudando.
18:30h: Vou jantar e 19h vou terminar de estudar.
19h: 19:30 é o horário.
19:30h: Vamos lá. Machado de Assis.
20:40h: Vou espairecer a mente.
21h: Ok. Olavo Bilac.
21:19h: Ai, que fome. Bolo.
21:30h: Deve ser muito horrível ficar grávida.
21:35h: Tá. Simbolismo.
22:10h: Terminei o resumo. Vou entrar na internet. Amanhã dou uma lida em Gramática.
23h: Daqui a pouco vou dormir.
0h: Vou sair daqui a pouco.
0:10h: 10 minutos. Amanhã tem prova.
0:28h: Vou só postar e já vou dormir.
Esse é o Brasil que vai pra frente.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:39
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15.6.03  |
Todo mundo sabe que essa coisa de signo não quer dizer nada, é conversa pra boi dormir e emprego pra esperto que sabe falar/escrever bem. Todo mundo sabe que um monte de estrelas que não estão nem perto umas das outras não podem influenciar milhões de pessoas que tenham nascido num mesmo período, determinado por esses espertinhos da cabeça boa.
Mas, fala sério. É ótimo descobrir que gente super legal é do mesmo signo que o seu.
Câncer
Nascidos entre 21/06 e 21/07
Signo de Água - Regente Lua, 90º a 120º
Pedra de Nascimento : Rubi
Flor : Lírio-d'água
Cor : Verde-claro
Cancerianos Famosos
Machado de Assis
Jean-Paul Sartre
João Guimarães Rosa
Jean-Jacques Rousseau
Garibaldi
La Rembrandt
Ernest Hemingway
Entenderam o que eu quis dizer?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:19
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14.6.03  |
Nôuts:
- TPM + Espelhos = Bomba nuclear.
- Se o whisky de 1980 diz "12 anos", não beba.
- Deus abençoe o leite condensado.
- Nem com magia negra o Universo se volta a meu favor.
- Falando em magia, alguém viu como a cabeça do filho da Piper é grotescamente enorme?
- "Laranja mecânica" não é tudo de bom.
- Como a pipoca estoura?
- Existe vida após a menstruação?
- Queda de cabelo determina velhice precoce.
- Dias melhores (não) virão.
- Ser xingada por um mendigo pode colocar tudo a perder.
- Arranjar namorado cinco dias antes do dia dos Namorados é sacanagem.
- Comprar bombons pra mim mesma na quinta seria patético? Posso comê-los mesmo assim?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:12
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11.6.03  |
Sim, ele chegou
Não, não tô falando do Papai Noel. Muito menos do Coelhinho da Páscoa, aquele camarada simpático que, excepcionalmente, bota ovos com um gosto delicioso pra agradar todo mundo: gordos, magros, ricos, pobres, casados e solteiros.
Aliás, todos os feriados são legais com os solteiros (por opção, diga-se de passagem). Menos o dia dos namorados.
Tá, suponhamos que essa camada da sociedade com um relacionamento estável realmente mereça um dia. Porque é que os solteiros urbanos, aqueles que saem todo final de semana com os amigos, choram, riem, sofrem, se divertem, cantam, dançam, beijam (não que seja lá o meu caso, mas isso não vem ao caso), abraçam, dormem, acordam, tem fome, frio, vontades, desejos, amores, desamores, uma vida... por que é que essas pessoas não tem um dia especial, também?
Meu sonho é acordar um dia e receber um cartão do governo "Feliz dia do Solteiro Urbano. Aproveite a noite na Cachaçaria, sábado".
Não, não estou sendo pretensiosa. Mas já que os namorados tem os respectivos cônjuges que dão presentes, eu quero que o governo cumpra sua obrigação para com o bem-estar dos seus cidadãos- especialmente para com os encalhados (aí é o meu caso).
O fato é que a situação chegou a tal ponto que, uma semana antes do dia fatídico, já estou discutindo com minhas amigas quem vai mandar cartão pra quem, e se devíamos comprar-nos caixas de chocolate para comer de uma vez assistindo pela tricentésima vez "O Diário de Bridget Jones" debaixo das cobertas e imaginando onde está o meu Mark Darcy.
No final das contas, vou mandar alguma coisa pra Larissa, e ela vai me mandar. Assim, é como se estivéssemos na ultra moda de ser lésbica e não passamos mais um dia dos namorados ser receber absolutamente nada.
Sempre temos ótimas soluções para todos os problemas que afligem nossa juventude.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:41
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6.6.03  |
1001 maneiras de não fazer nada
Se um dia eu escrevesse um livro, esse, com certeza, seria o título. Eu poderia até dizer que sou phD. em não fazer nada. Uma verdadeira sábia, dessas que todo mundo vai pra consultar. Quando alguém me liga e pergunta o que eu estou fazendo, a resposta óbvia sempre é "nada...".
Mas uma coisa que muita gente não sabe é que não existe uma simples maneira de não fazer nada. Um dia todo de serviço pode ser nada, assim como olhar pro chão do banheiro por 20 horas seguidas (essa eu nunca fiz, mas parece interessante).
Como saber, então, quando não estou fazendo nada?
Vou mostrar com um exemplo prático...
Hoje, por exemplo, eu fiz nada de um jeito inovador: fora de casa. Pra muitos, isso é normal. Não pra mim, o que torna ainda mais extraordinário. Fiz nada na Educação Física. E pra vir pra casa, tive que vir a pé. Mas pra não fazer nada, vim passeando, como quem anda no parque, tomando um sorvete. Pra ficar mais real, comprei sorvete.
Descobri como se escreve meu nome em japonês e chinês. Não que eu vá usar um dia na minha vida, mas aqueles desenhinhos são muito engraçadinhos.
Assisti seriados antigos no Sony. Ouvi música. Comi.
Olha só, quantos exemplos de nada, em menos de 10 horas!
Eu recomendo a todos que tenham uma semana de nada. Faz bem pros nervos e pra acabar com a queda de cabelo.
Quem sabe algum dia não exista uma tese sobre isso?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:08
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30.5.03  |
Pra quem gosta de blogs rosas com conteúdo, duas opções ótimas são o The Dance, da Lígia, que deve estar com uns meses, já, e o Blog da Pri, totalmente novo, mas que já começou muito bem, obrigada.
Vão lá, que tá bom demais.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:07
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26.5.03  |
O dia em que os pais da Aline deixaram ela fazer uma tatuagem
Parece nome de contos de fada, não?
Mas nããão, não é uma continuação perturbada de Anastasia, e sim, a realidade dessa caipira de 15 anos que passou quase um ano implorando por uma autorização.
E, então, após milhões de tentativas frustradas, veio uma luz na cabeça do meu pai e ele fez um resmungo do tipo "hm" que significou algo como "ok, Aline, já que você quer tanto uma agulha te espetando milhões de vezes por horas a fio, faça logo essa merda. Mas não venha reclamar se se arrepender, nem se doer, nem se ficar feia, nem se não arranjar emprego, porque eu não aprovo isso em nada. Só estou te dando a autorização pra você não acabar fazendo escondida com o meu próprio dinheiro". Não é essa a tradução literal, eu adaptei pro adolescentês pra não ficar deveras complicado (da onde saiu esse deveras?).
Enfim...
Nessa última viagem a São Paulo (faço várias, passo muitos finais de semana lá com meu pai, e tal), minha mãe me levou na casa verde, num cara realmente bom, desses que conseguem falar "essa vai ficar perfeita em você" sem parecer gay. Isso foi crucial na hora de escolher aonde fazer (se um tatuador parece gay em qualquer momento, não me serve. Já que o cara vai ficar horas me pegando, tem que ser pelo menos, hetero).
O que acontece é que eu escolhi uma meio grandinha.. um arranjo de flores, por assim dizer, com uma rosa azul no meio, duas margaridas em volta, e duas outras flores que eu não sei o nome do lado... Então, nas duas horas que eu passei numa posição ultra desconfortável, com meus pés dormindo, minhas costas doendo e um cara com a mão na minha bunda (a tatuagem foi nas costas, não é que ele seja tarado, nem nada... ou talvez seja... não sei...), só foi feito o contorno da tatuagem! O que significa: daqui um mês, só, que vou pintar. Enquanto isso, estou mostrando pra todo mundo, e todo mundo achando que é de henna, ou qualquer outra dessas baboseiras, só porque não é colorida. Droga.
E o pior é que nem doeu!
Espera, deixa eu reformular a frase, porque ficou parecendo que eu sou masoquista (não sou, só pro arquivo). Caham: E a pior parte, o que faz eu achar que eu não fiz tatuagem, é que não doeu. Então não passei pela parte traumática, que faz com que você nunca esqueça.
Eu entrei lá lembrando de todas aquelas histórias de pessoas que só não pediam pra parar no meio porque ia ficar feio, e de gente que desmaiou de dor, e outras que gritaram e choraram, e não conseguiam colocar camiseta por cima, de tanto que ardia. E ainda, enquanto ele preparava a maquininha, aquele barulhinho de aparelho de dentista realmente torturava. Mas na hora mesmo, nada! Só uma frescurinha.
De tão tranqüilo, li dois gibis, a SuperInteressante, umas revistas de tatuagem e tomei Coca Light. Tudo, sempre, na posição um tanto suspeita.
Saí de lá pisando em ovos, com um sorriso de orelha a orelha, pensando "eu tenho tatuagem", mesmo ela estando pela metade.
Daqui um mês, coloco uma foto dela, prontinha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:04
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Por que as crianças crescem?
Estou com essa pergunta na cabeça há dias. Não sei se é a tpm ou uma súbita vocação pra filósofa. Mas, afinal, pra que rotular? Vamos fingir que essa questão é super normal, e analisá-la, como se analisam os pacientes quando estão com suspeita de pneumonia asiática. Ou não tanto.
Lembra de quando você era criança, assim, uns 3 ou 4 anos, e brincava com mais várias crianças de 3 ou 4 anos, todos de calcinha ou cueca, correndo, caindo no chão, subindo em árvores, inventando aquelas histórias malucas de que olhar pro sol te deixa com super poderes, acreditando que, se você corre quando tá chuviscando, a chuva aumenta?
Lembra como era simples fazer amizades? Se uma criança fosse brincar no balanço do lado do seu, e perguntasse o seu nome, vocês já eram melhores amigos. E milhares de vezes por dia vocês ficavam de mau e de novo de bem, juntando os dedos mindinhos.
Lembra como era legal quando aquele tio velho cheirando a cerveja se vestia de Papai Noel pra distribuir os brinquedos dos 118 primos, e nenhum deles - incluindo você- desconfiava que aquele não era o bom velhinho?
Lembra que o seu sonho era ser piloto de nave espacial, ou ir no programa da Xuxa, ou conhecer o Chaves, ou simplesmente ganhar uma moeda de mil cruzeiros da sua avó pra comprar balas na venda da esquina?
Lembra de como a sua imaginação era fértil, fértil o suficiente para achar que no escuro os monstros apareciam, ou se você desparafusasse a televisão, as pessoas sairiam lá de dentro?
Bons tempos, não?
É aí que entra a minha pergunta... por que crescer? Por que se desiludir, ou desiludir as crianças que estão descendo do pedestal que as faz crianças, por que se tornar um velho ranzinza que odeia crianças e faz de tudo para que elas não tenham a infância gostosa que você teve?
Por que deixar de sonhar, deixar de aprender, deixar de viver sem se preocupar com os outros? Por que crescer?
Ai, droga, eu quero ter uma filha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:41
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17.5.03  |
Hakuna Matata
Sim, mais uma semana que se vai. Finalmente.
Alguém já percebeu como o tempo passa devagar quando você implora pra que ele passe? Aparentemente o seu Einstein foi feliz na sua teoria. Aliás, alguém sabia que Einstein tinha tudo pra ser autista? E que ele tinha sete ternos iguais? Ou seja: seja autista, tenha peças de roupa idênticas, e torne-se um Einstein. Ou um nerd de quem todo mundo zoa na escola. O que vier primeiro.
Bom... mais um dia na educação física. Isso realmente está começando a me irritar, porque agora o professor acha que é meu amigo. Sei lá, eu não fiz nada pra ele achar isso. Talvez seja alguma coisa na água.
Enfim... depois da aula, eu ainda caí na besteira de dizer "professor, aula que vem não venho, vou viajar de novo". Por que eu fiz isso? Por que eu me sujeitei à seguinte resposta: "De novo?? Tá viajando muito pra lá, hein.... aaah, arranjou um NAMORADINHO, né?"? O que dizer? Rir sem graça porque eu tenho a plena consciência que esse seria o último motivo do mundo pra eu estar viajando. Ainda mais se o namorado for no singular.
Realmente, gente velha e casada tem que estragar o fim de semana de gente nova e solteira (por opção, diga-se de passagem).
Quando consegui me livrar dos olhares ameaçadores das pessoas que perderam o jogo por minha causa, fui com Carol até a padaria tomar café e comer pão de queijo. Tomei dos copos americanos de café (não tem xícara lá, e o café é feito nas coxas), depois me lembrando que ficaria sem dormir por uma semana, como o Frango, da Vaca e o Frango, quando comeu a caixa toda de cereais com cafeína.
Não é nem preciso dizer como estou agora: mãos tremendo, movimentos ultra rápidos e é quase impossível piscar, a cafeína simplesmente não deixa. Quem sabe até amanhã à noite eu já não consiga sentir sono?
Não, não, acho que é pretensão demais...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:47
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16.5.03  |
C'est la vie?
Quem me conhece sabe muito bem: eu odeio ginástica. Principalmente educação física, matéria inútil e obrigatória da escola, que faz com que eu levante a bunda do sofá em plena sexta-feira a tarde só pra me fazer de pata na frente de pessoas que eu não gosto.
Por esse motivo, principalmente, eu só apareci uma vez no ginásio de esportes durante todo o ano. E, semana passada, fui chamada na diretoria com a notícia de que eu ficaria com zero se não fosse, urgente, repor aquelas malditas aulas.
Malditas aulas! Maldito professor com cara de pingüim! Maldita preguiça!
Mas, por algum motivo obscuro, o Universo estava a meu favor, desta vez. É, eu sei, totalmente inacreditável.
Tá, sexta-feira. Cheguei meia hora antes do horário, e o professor já abonou duas faltas. E ontem, de novo, tive que jogar com as meninas do primeiro colegial que ficaram me chamando de tiazinha, pra conseguir mais um abono e meio (é, um abono e meio).
O que se passa? O professor bebeu? Cheirou? Se deu bem no fim de semana?
Não, caros fantasmas, nada disso. Acontece que ele também não gosta de ser chamado da diretoria pra falar quem são as pessoas que precisam de um susto no boletim. Ele, também, tem preguiça de ouvir a querida coordenadora reclamar de faltas e reposições. Ele também é humano o suficiente pra saber como é chato ir de sexta a tarde na escola.
Sim! O mundo, afinal, não está querendo me matar!
Talvez eu vá duas aulas no bimestre que vem.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:09
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29.4.03  |
Como é bom ser lelé
O que de melhor existe na face da terra sempre acontece quando você realmente não pode aproveitar.
Não acreditam? Boa sorte, então, com todo esse otimismo, porque não vai durar muito. Cedo ou tarde você vai descobrir que sua menstruação atrasou bem na época que você estava brigada com o seu namorado, ou que aquela menina linda que você estava a fim casou com um velho rico e safado que vai morrer em dois meses e deixá-la livre para ter um romance com o sobrinho-neto do finado. Essa é a vida, não tem jeito.
Mas, afinal, o que me aconteceu pra essa ficha gigantesca cair bem na minha cabeça? Nada, oras. Só me ocorreu que o Universo é uma grande piada que ri da nossa cara toda vez que a gente tropeça numa casca de banana. Não necessariamente uma casca de banana. Pode ser uma pedra, ou um tênis, ou um elefante cor-de-rosa. O fato é que o Universo vai rir com a nossa desgraça.
E nada que você faça vai mudar isso. Se, de repente, você achar que pode parar de viver e o sr. Universo vai te dar uns descontos nas ligações internacionais, vai tirando o pônei cor-de-marmelo da chuva, porque não vai rolar. Ficar dias e noites deitado/estirado/tacado no sofá só vai aumentar as chances de um míssil norte-americano errar o Iraque e acertar o seu telhado. E você ainda vai sobreviver uns segundinhos pra ouvir a risada de satisfação do Uni.
Muito safado, sr. Uni.
Mas, você ainda pode se unir ao Uni. Claro, essa artimanha nunca foi tentado por reles mortais, mas quem sabe você não seja o pioneiro(a)?
E quando conseguir, não deixe de me avisar. Vou estar ali na esquina, olhando para os dois lados antes de atravessar a rua, e ainda correndo o perigo de ser acertada por uma bala perdida disparada por uma criança de 3 anos que brincava de bandido e mocinho com o cachorro da vizinha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:17
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11.4.03  |
Pra ver como é a mentalidade do norte americano... Eles prezam tanto a tal liberdade de expressão, mas é só falar um "A" contra o que eles querem ouvir, que pronto. Te boicotam se for artista, te massacram se for um cidadão qualquer.
Depois das Dixie Chicks, veio o Pearl Jam, onde um bando de idiotas e de mente fechada saíram do show após uma crítica ao lindo e maravilhoso presidente deles.
Bela liberdade de expressão...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:21
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3.4.03  |
Sabe quando você não quer fazer nada?
Ou se quer, ou é escrever, ou ler, ou assistir tv, ou dormir, ou qualquer uma dessas coisas vagabundas que normalmente são feitas quando não se tem nada pra fazer?
Pois é, eu tô mais ou menos assim... não que eu não tenha nada pra fazer... as provas vêm chegando, os trabalhos enlouquecem, o desespero aumenta... e aí... eu não tenho mais vontade de fazer nada!
Ouvi dizer que isso passa... será que passa?
Enquanto isso não quero escrever aqui... não que alguém leia, enfim... mas, se você chegou até aqui, parabéns, e entre num blog novo, da Dani... a mais nova viciada em blogs... tsc, tsc...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
16:36
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1.4.03  |
Pípou.... estou indo pra São Paulo...
Sim, a terra da garoa...
Espero voltar cheia de histórias de assaltos e favelas..... quer dize, espero VOLTAR, apenas...
Então, até segunda...ou terça, ou o dia que for...
Até outro dia...
*Quanto ao regime? Que regime que nada, eu quero é festa de despedida pra inspetora de alunos, com muito salgadinho frito!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:26
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27.3.03  |
Hoje eu comecei um regime..... mais um pra coleção...
Normalmente, meus regimes terminam com um pote cheio de brigadeiro feito em casa ou um x-bacon. E nunca duram mais do que uma semana. Coisa do tipo, começo na segunda pra terminar na quinta.
Mas- observem como sou esperta- dessa vez, comecei na terça. Há! Enganei o sistema começo-na-segunda! Vamos ver se era esse o mistério da quebra da dieta...
E alguém sabia que a Páscoa tá chegando? Eu tinha esquecido completamente! Se esse meu plano emagrecedor durar até o tal domingo da Páscoa, ótimo... seria o meu recorde longe do maravilhoso mundo dos doces... Será que dura?
Já pensou se durasse mais que a guerra? Uia...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:09
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25.3.03  |
Um dia cheio dos acontecimentos...
Quer dizer, não foram tantos... tirando a guerra, a miséria e todas essas coisas triviais, é isso que eu quero dizer...
Mais um capítulo pitoresco pro meu caderninho (e pr'esse blog, óbvio). De manhã, tudo como sempre... o professor de calça apertadíssima (do tipo, não-pode-mais-ter-filhos) ficou no lugar do professor asssssssoviador e rendeu algumas risadas a mais.
A tarde é que aconteceu o que aconteceu. Eu fui na educação física. Só essa frase já transforma o dia num evento, porque eu nunca vou. Nunca mesmo, de ter que conseguir um atestado, ou pedir pra minha mãe ligar na escola inventando uma desculpa esfarrapada pra não reprovar por falta.
Enfim... fui na educação física. Eu nunca vou entender essas pessoas que encorporam espíritos de jogadores mortos de vôlei, e xingam, e brigam, e gritam comigo quando eu deixo a bola passar, e reclamam se o "juiz" dá o ponto para o outro *injustamente*. Não vou entender mesmo, não sou uma dessas pessoas esportivas que acham engraçado fazer abdominal e flexão e ficar com a mão inchada de tanto (tentar) sacar a maldita bola dura de vôlei. Não dá. Nisso foi 1h da minha vida... 1h que eu poderia estar comendo pipoca e assistindo a um filme da Meg Ryan, ou 1h que eu poderia estar dormindo e roncando no sofá da sala. Mas não, eu estava sendo esportiva.
Depois de toda essa maratona de vôlei, tinha combinado com as meninas de fazer o trabalho de redação que temos que entregar segunda. É claro que chegamos a conclusão de fazer esse trabalho no domingo, dia do banzo. Então, fomos para a praça. E ficamos lá, ouvindo um sonzinho vindo de uma camionete dentro de uma casa lá perto.... tudo perfeito... até fomos brincar num trepa-trepa (o brinquedo, diga-se de passagem)... só que um bêbado começou a cantar e vir na nossa direção, então saímos correndo (aqui estávamos: Marcela, Carol e eu) para um lugar relativamente desconhecido, porque eu nunca tinha REALMENTE prestado atenção em como é um lugar gostoso... sentamos na calçada e ficamos observando a cidade toda, já que um terreno baldio enorme permitia uma vista maravilhosa do (quase) único prédio da cidade e todas as casinhas. E o vento, maravilhoso.... deitamos, ficamos olhando o céu enquanto o outono chegava e as pessoas passavam...
Nisso, passaram uns meninos desconhecidos, mas ficou por isso mesmo... quando eu resolvi voltar pra casa (ainda tenho capoeira, argh), vi que os tais desconhecidos estavam ali na região, junto com uma outra menina... Enquanto eu virava a esquina, ouvi a tal menina dizendo "nooossa, você tava paquerando essa horrorosa??"... Puxa, obrigada estranha... fez meu dia completo...
Ainda mais porque o fulaninho devia ser um pirralho. Como eu adoro as pessoas sinceras... elas realmente acabam com a auto-estima que nos resta no fim do dia.
Pensando nas verdades (uma única que vale por muitas) que a talzinha disse, fui subindo a pracinha (eu mencionei que quando a gente correu do bêbado, a gente desceu umas ruas, e a minha casa é pra cima?), quando veio a salvação da minha alma! E quem diria? Veio do Japão!
Mais precisamente da gangorra vermelha. Um menininho japonês de uns... 2 anos, no máximo, e uma mulher tomando conta dele (dúvida entre mãe e avó)... o menino começou "Oiiii!.... Vem brincar!!!.... Oiiii!"... Olha só! O melhor convite que já recebi na minha vida! Mas não podia, primeiro porque nem conheço o pequenininho, nem a mãe/avó, e também porque tinha que voltar, mesmo, pra casa. Mas ele ainda ficou me chamando, até deixando a mãe/avó meio envergonhada (não sei porque, afinal, muito gracinha, o don Juan nipônico-infantil).... então, eu gritei (porque estava longe, não porque briguei com ele) "não dá! Eu tenho que ir embora!.... Tchau!!" ... E ele ainda me mandou um beijinho e um tchauzinho...
O que me leva a seguinte conclusão: pra que eu preciso da opinião da talzinh que, com certeza, estava com ciúme do fulaninho? Afinal, não devo nada pra nenhum deles e que me achem horrível, eu não me importo... Ué! Não vou nem casar, pra quê a preocupação??
Mas adotar uma criança, isso sim é importante. E ter o aval de um japonezinho que eu nunca vi na vida, isso sim é importante... uma criancinha me chamar pra brincar na gangorra, isso sim é importante... é isso que define se alguma criança vai me querer como mãe, algum dia...
E isso é legal.... e até voltei com um pinguinho de auto-estima renascendo em mim...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:20
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21.3.03  |
É, né... começou, então... Agora não tem mais jeito...
O pior é ver tudo isso pela Globo/CNN/o raio que o parta, e não poder fazer nada... nem mesmo falar "nossa, que merda", porque é o mesmo que falar "ahnnn"... Ainda mais que eu sempre esqueço o monte de perguntas e toda a minha teoria sobre isso pra poder escrever... vai ver que eu me dou melhor com a propaganda boca-a-boca.
Um site muito legal que satiriza toda a situação é o KibeLoco. E eu esqueci de novo o que ia escrever.
Será que tinha alguma arma química pra dar amnésia? Ou é a idade que vem chegando?
Do que eu tava falando, mesmo?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:49
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20.3.03  |
Quem não faz parte da máfia do cabelereiro sabe do que eu vou falar.
Você chega no salão, querendo o que sempre quer: um corte e uma tinturinha no cabelo. Coisa básica. E todo mundo no cabelereiro estava no maior papo, sobre um assunto que você nem imagina, sobre a sobrinha do vizinho do tio da cunhada do prefeito, ou coisa do tipo. Você senta pra esperar, pega a Marie Clair de abril de 2000 e começa a folhear como se fosse muito interessante, porque obviamente você não é bem-vinda pra entrar na conversa.
E mais pessoas chegam do nada e sabem exatamente do que estão falando, e conversam, e riem, e murmuram, e gritam, e fazem coisas que ninguém entende (ninguém da máfia do cabelo), e você lendo uma reportagem sobre um cara vaidoso que usa até maquilagem.
Daí você se pergunta, enquanto vai pra outra saleta lavar o cabelo: "eles vão falar mal de mim?". É claro que vão. Não preciso nem pensar que eles vão ter compaixão, porque não vão. Cabelo, roupa, brinco, tudo vai ser colocado à prova no fabuloso mundo das fofocas. E você só pode ouvir os risos histéricos.
Em outros tempos, tenho certeza que ia morrer de medo de voltar pra sala-mor, mas hoje não.... aliás, há algum tempo, não...
Pra quê me importar com a opinião de pessoas que nem fazem parte da minha vida, e que eu vou ver, no máximo, uma vez por mês, quando quiser o cabelo mais vermelho. Eles também sabem que eu tô pensando mal deles... Devemos, então, considerar o salão como uma troca de insultos pelas costas. E é bom, porque dá pra rir do cabelereiro que diz não ser gay, e sim estar em contato com seu lado feminino.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:39
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14.3.03  |
Sim! Dia internacional da mulher! Não que precisássemos, mas é sempre bom receber um agradinho mundialmente reconhecido...
E nada melhor do que um texto pra mostrar isso... tentem segurar as lágrimas e leiam o que o João Paulo mandou por e-mail pra todos os conhecidos, o que, por uma ironia do destino, me incluía...
"Olha, vou te contar...
...são muito complicadas, viu...
...eu não me atreveria a colocar um alfinete entre o
"sim" e o "não" delas...
...nossa, e como são traiçoeiras...
...nunca se sabe o q elas estão maqinando por detrás
daqueles olhos perturbadores...
...ah, aqueles olhos...
...e as desgraçadas são dissimuladas ainda...
...se fingem de inocentes mas sabem muito bem o q
estão fazendo...
...e a gente sempre acredita q tá no controle...
...otários...
...sério, eu acho q existe uma organização mundial
feminina, com uma rede de computadores, satélites,
escutas, câmeras, informantes infiltrados...
...só pode ser, pq elas sempre sabem exatamente o q
estamos pensando...
...não, verdade, ninguém consegue mentir pra elas...
...só qdo elas se deixam enganar...
...mas aí tem um puta plano diabólico rolando, pode
saber...
...a gente é coadjuvante, acredite...
...o mundo é delas...
...e q inteligência e perspicácia é aquela?
...a gente pensa, raciocina no bruto...
...elas não: tudo q fazem tem um terrível ar de
humano, materno, um carinho, um tempero de mãe, até
uma ponte feita por mulher tem um quê de casinha de
bonecas...
...as médicas dão ponto com lacinho, não sabia?
...e qdo choram?
...ah não, covardia...
...é como se afrodite descesse numa carruagem
pirotécnica e nos dissesse com uma voz amálgama de
anjo e sereia:"FAÇA ALGO PRA ME CONSOLAR, MORTAL
ESTÚPIDO!"...
...e a gente fica lá, q nem bobo, sem jeito nenhum...
...pq ninguém entende sistema límbico de mulher...
...papez descobriu aquele mecanismozinho simples lá pq
é homem...
...ih não, mulher tem mais umas 4612 conexões mono,
bi, triaminérgicas, bipolares, tetra polares...
...isso sem falar conexões com as fadas, ninfas,
flores, coração, paraíso, sonhos, outras dimensões e,
principalmente, com qualquer homem num raio de 25
metros...
...sistema nervoso de mulher, antes de mexer músculo,
glândula, e sei lá mais o q, mexe com a gente mais
rápido!!!!
...ihhhh...muito mais rápido!!!
...olha só: passa a mão perto do olho de alguém e
conta qto tempo ele demora pra piscar...
...agora fala pra uma mulher dizer "Eu te amo" e conta
qto tempo demora pra os olhos dele brilharem, o
coração disparar e ele começar a dizer coisas
estúpidas...
...mas enfim, tudo q a gente diz é estúpido mesmo...
...quem sempre tem razão são elas...
...não importa o q digam: "Eu estou gorda!", "Vc está
errado"...
...não importa a situação, elas sempre estão certas...
...primeiro pq são complexas e fascinantes demais pra
um bando de babuínos como nós compreender...
...segundo pq o tom de voz e a paixão com q elas dizem
o q dizem, só pode ser coisa de quem tá certo...
...e terceiro pq de emoção, só elas entendem...
...e mesmo num probleminha de matemática é preciso
paixão, ternura...
...e isso, companheiro, a gente não tem...
...pq se a gente lida com cálculos...
...elas lidam com cálculos + amor...
...se a gente lida com doentes...
...elas lidam com doentes + compaixão...
...se a gente lida com fatos...
...elas lidam com fatos + possíveis fatos + o q levou
aos fatos + o q pensaram dos fatos + "Q roupa vou usar
na festa de amanhã?"...
...tô te falando, a gente tá ferrado...
...somos dominados por uma ditadura ardilosa,de seres
incríveis, maravilhosos, etéreos, q sabem se mover,
falar, agir, de um jeito q nenhuma porcaria nessa
droga de universo sabe...
...é, mulher tem esse maldito "jeito"...
...pq até arrotando essas criaturas são lindas e
delicadas...
...nossa, e como são terrivelmente caridosas...
...conseguem aturar nosso machismo, nossa ignorância,
nosso desespero por sermos inferiores...
...conseguem até aturar a nossa falta de capacidade de
entendê-las....
...ainda deixam a gente continuar vivendo no mesmo
planeta do q elas...
...depois de tudo q a gente fez e faz...
...eu já desisti de entender...
...elas são terríveis...
...maléficas...
...nos comandam...
...controlam...
...fazem do mundo a cara delas...
...fazem DA GENTE a cara delas...
...jogam com as nossas emoções...
...manipulam à vontade os nossos sentimentos...
...lêem os nossos pensamentos...
...são melhores q a gente EM TUDO...
...são as piores...
...mas então, alguém me explica:
PQ A GENTE NÃO CONSEGUE VIVER SEM ELAS???
Não é lindo? João Paulo, larga a psiquiatria e vira escritor de uma vez!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:29
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8.3.03  |
Eu só estou postando hoje porque recebi vários pedidos para fazê-lo (tá, um pedido), porque, na verdade, não estou nem um pouco inspirada pra dizer nada...
Mas... o que eu vou escrever? Não, não vou falar de guerra/dia da mulher/fome mundial/AIDS/crise da Argentina/Egüinha Pocotó. Nãão, vou falar de uma coisa bem menos interessante, pra combinar com todo o resto do blog... o que eu fiz ontem e hoje...
Ontem: Churrasco no Marcelo. Almoço e janta. Uma delícia. Meninos e as assexuadas. Umas discussões porque eles queriam ouvir Iron Maiden enquanto nós queríamos ouvir Toquinho. Ganhamos na maior parte do tempo. Piscina, pessoas de roupa na piscina, Aline, Carol e Rafael jogando cartas enquanto isso.
É, esse é o resumo de ontem. Agora, próximo, porque o leitor tem pressa.
Hoje: Basicamente nada do que eu tinha dito que faria. Matei aula de Alemão, não fiz trabalho da escola, não fui na cachaçaria. Do programado, só a capoeira que vingou, mesmo. E ainda nem fiz muito, não agüentei. Prova de que eu sou uma pata.
É isso... que inútil... se alguém leu até aqui, parabéns, você foi o (a) único (a).
Ah, e feliz dia Internacional da Mulher.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:16
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Nossa, diazinho cansativo... acordei 8h da matina (e nem tive aula! argh!) pra ir pra uma cidade chamada São José do Rio Preto (ô, nomezinho comprido)... depois de andar, andar, andar, sentar, andar e andar mais um pouco, finalmente ouvi as palavras mágicas: "Vamos embora?". Sim! Siiim!
Queria muito voltar pra casa... principalmente porque eu passei o dia todo fora e não tive a oportunidade de ligar pra menina Carolina dando os parabéns. Parabéns, Caso! Se você tivesse nos EUA, já dava pra dirigir! (piada infame, eu sei).
Bom, cheguei em casa às 20h e descobri que às 20:30h o pessoal (graminha + Thiaguinho e irmão da Larissa) iria no Brigola... putz... cheguei lá 21:30h (não me culpem, eu tive que tomar banho e terminar de escrever uma carta).
Não tem nada melhor do que chegar num restaurante vazio e falar mal de todo mundo com os amigos - até de nós mesmo, é o máximo. Rimos muito e tomamos muito, muito cuidado pra ninguém cuspir refrigerante... e lembramos, claro, das vezes que uma ou duas pessoas realmente cuspiram refrigerante (ou óleo)...
Algumas vezes notamos que a garçonete ria com a gente (ria por dentro, e por fora mantinha um olhar assustado)... vai entender...
Pra Carol, eu dei um CD gravado especialmente com músicas embaraçosas do nosso passado negro (incluem-se Chiquititas e Backstreet Boys)... ainda bem que não vou estar perto quando ela ouvir, ou eu podia apanhar...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:39
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6.3.03  |
Ontem, numa tentativa desesperada de não ligar a tv e dar de cara com as mulatas sambando ao som de um pandeirinho qualquer, fui no cinema. Assistir um filme que eu mal tinha ouvido falar: "Mata-me de prazer". A única coisa que eu sabia é que era com o Joseph Fiennes. E, pelo nome, não parecia que era de se jogar fora.
Tá, lá fomos Carol, Marcela e eu assistir o tal do filme.
Pra começar, só tinha a gente e um monte de casais assistindo. É incrível como a gente escolhe os dias certos pra dar de cara com esse pessoalzinho apaixonado. Ou será que eles só assistem filmes como esse? Enfim, o que importa é que a gente não podia rir muito alto nem nada, porque lá estariam os casais pra dar um olhar de desaprovação.
Sobre o filme?
Horrível! Filme B, mesmo. Nem acredito que, com tanto filme em cartaz, na minha cidade inútil e pequena eles passem um negócio desse. É só pros casalzinhos ficarem espertos, mesmo, com quem eles estão andando.
É paranóico, patético, estranho, ridículo! Argh! Gastei minha graninha nisso!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
13:28
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5.3.03  |
"Acabou nosso carnaval..."
Sim, minha gente... teoricamente, último dia de folia... "Ninguém ouve cantar canções"... Agora, até a páscoa, nada de carne vermelha... "Ninguém passa mais brincando feliz"... Quarta feira, nada de música, ou folia, ou qualquer festa... "E nos corações, saudades e cinzas, foi o que restou"...
Alguém lembra de quando não tinha festa na quarta-feira de cinzas? E que não comiam carne vermelha por 40 dias? Aonde foi parar aquela tradição brega e sem sentido que parecia tão bonita? Sumiu... tudo sumiu... agora, quarta-feira depois no carnaval é simplesmente um prolongamento do carnaval.
Acabou tudo... toda a tradição... minha esperança é que a tradição do carnaval acabe também....
(*Em negrito: O começo de "Marcha da Quarta-feira de Cinzas")
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:40
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4.3.03  |
Mas é carnaval...
Chegou... a época em que dançar a egüinha pocotó não faz mal. E saber a coreografia do "Asereje" não é vergonha. Todo mundo dança, todo mundo bebe, todo mundo pula... ninguém é de ninguém...
É carnaval... época de feder e cheirar num lugar lotado, não conseguir andar um centímetro sem esbarrar num casalzinho curtindo, estar no lugar errado e na hora errada exatamente quando um bêbado pisa no pé do outro... cuidado com as armas...
É carnaval... época de colocar em prática a velha desculpa "eu tô de rolo" quando alguém passa a mão na sua bunda. Época de tomar cuidado se estiver com uma unha encravada. Época de comprar desodorante urgentemente.
Então... é carnaval! Época de suar como se estivesse numa sauna. O calor não ajuda em nada.
Mas... é carnaval...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:14
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1.3.03  |
O que é esse negócio de calor??
Quem foi o desgraçado que inventou essa história de país tropical??
Me tirem daqui! Isso aqui é mais quente que o inferno e a Líbia juntos!
Não dá nem pra pensar. Argh!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
12:18
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Estava olhando os vinis (não preciso dizer que são antigos), e achei um do Geraldo Vandré, de 1979, se não me engano. Na capa, tem uma foto dele comum violão, e, no canto superior esquerdo, as escritas "Incluindo 'Pra não dizer que não falei das flores' (Caminhando) proibida desde 1968".
Dá pra imaginar? Vez ou outra eu esqueço dessa época em que tinham músicas proibidas, e que o próprio Geraldo Vandré foi preso logo depois que cantou no Maracanãzinho. Ter essa música num discão hoje não é nada, mas na época... só o fato de ele ter escrito já foi uma afronta horrível ao governo.
O que será que aconteceria hoje?
Do outro lado do papelão tosco que protege o vinil, um texto de um tal Franco Paulino... vou colocar uma parte aqui.
"A verdade é que, quando Geraldo Vandré apareceu compondo, a música popular brasileira estava ficando cada vez menos brasileira e muito menos popular. E seu primeiro sucesso, como compositor, - um samba bem feito de parceria com Carlos Lyra- dispensava de uma vez a fórmula dos diminutivos frívolos e gratuitos, tãousados pelos bossanovistas de então. Era o ano de 1960 e este primeiro sucesso foi "Quem quiser encontrar o amor", feito de parceria com Carlos Lyra e lançado em discos RGE. A música marcava uma primeira procura da nossa realidade cultural. Abria mão daquela chave fácil e jazificada de estruturar composições. Daí Vandré se animou para uma tentativa mais séria e, sobretudo, pioneira: a de apropriar-se de uma temática nordestina, trabalhando-a num tipo de canção de conteúdo bem mais coletivo. O resultado desta pesquisa de dois anos refletiu-se concretamente nas músicas "Canção Nordestina"e "Fica mal com Deus" (1962). A esta altura do campeonato começou a ficar clara a necessidade de símbolos de comunicação mais coletivos e mais identificados com a nossa realidade. E Vandré trabalhava na frente, muitas vezes (digo: quase sempre) contra a expectativa dos donos de nosso mecanismo de divulgação musical. Mas nem por isso deixou de fazer suas canções.
A marcha de rancho "Porta-Estandarte", de parceria com Fernando Lona, deu a Vandré a certeza de estar no caminho mais indicado para fazer música participante e brasileira. [...]"
E hoje nós ouvimos a Égua Pocotó. Irônico, não?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:05
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27.2.03  |
É, tá chegando o carnaval... tempo de dançar, pular, aprender a coreografia da egüinha pocotó e dizer que foi o efeito do álcool, rodar a baiana, cair na folia (e na sarjeta) e não se preocupar com o dia seguinte, porque vai ser a mesma coisa...
Preciso confessar, até o ano passado, eu não gostava nem um pouco de carnaval... mas não gostava mesmo, ia porque minha mãe mandava e começava a chorar (é, chorar, tá?) depois de uma hora dentro do salão (a maravilhosa cidade pequena que só tem baile de carnaval em um lugar, onde todo mundo fede e cheira junto). Mas, desde que consegui burlar (shh) a segurança e entrar a noite, descobri a verdadeira magia (se assim podemos chamar) do carnaval...
Claro, vi umas briguinhas e umas pessoas meio nojentas, mas no geral foi gostoso, emagreci 2kg e vi uma pessoa que me parecia "intocável" dançar uma marchinha (foram alguns poucos segundos, mas valeu a pena).
Vamos ver como caminham as coisas esse ano... acho que vou só uma noite... a não ser que alguém pague outro ingresso pra mim...
Mas, é como diz o dito popular:
SEGUE QUENTE!! (isso não é dito popular coisa nenhuma, mas eu não tinha outro nome pra dar pra essa frase maravilhosa que o irmão da Lígia usou outro dia.)
fim.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:59
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26.2.03  |
Aconteceu um fato agora há pouco que eu achei que seria legal colocar aqui, mesmo que não interesse a outrem (uh).
Acabei de voltar pra casa, fui até minha avó, depois passei na banca, porque minha irmã queria trocar o brinde de uma revista que veio errado, ou coisa assim. Não entendi direito. Não importa.
Esperei no carro, como sempre, por ter preguiça demais de andar 4 metros sem um propósito pré-estipulado. O legal de ficar sozinha no carro é observar as várias personalidades na rua... os carros que passam, as pessoas que andam, as pessoas que falam sozinhas, os que caminham, os nervosos... e tentar imaginar alguma história de vida pr'aquela pessoa... nunca é igual à verdadeira história, claro, mas é legal soltar a imaginação por uns cinco minutinhos.
Tinha uma menininha de uns... 3 ou 4 anos, esperando um homem usar o orelhão (não que ela fosse usar, mas sim que ela estava com ele). Ela pulava, olhava pro céu, tentava balançar o orelhão (dá pra imaginar que foi sem sucesso), olhava os carros passando com cara de espanto, olhava de novo pro orelhão enoorme... falei, então, pra mim mesma (é, eu falo comigo): "lembra quando tudo era grande?"...
Foi aí que me ocorreu... tudo ainda é grande... obviamente, não as mesmas coisas, como o orelhão, ou a toalha de rosto no banheiro da casa da vovó (ela ficava num lugar alto pacas, eu tinha que dar altos saltos pra conseguir enxugar as mãos)... mas tudo ainda é enorme, imenso, colossal. Olhei pro outro lado e uma mulher atravessava a rua, debaixo da decoração tosca de carnaval... e, da onde eu estava, tinha uma visão meio fotográfica da cena, meio no escuro, meio no claro, a mulher era minúscula perto dos enfeites, da rua, dos pseudo-prédios... nossa, como tudo é grande!
Vou olhar mais pro alto...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:09
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25.2.03  |
"Esse vai ser um looongo dia"... é assim que começa toda terça-feira. Não só por ser o dia mais inútil da semana (não é começo, nem meio nem fim... é um nada), mas também por ser o dia mais galinhado da escola...
Ficou estranho? Vou tentar explicar do meu ponto de vista alucinado e perturbado.
Não é que eu não me dê bem com as meninas da minha classe (lembrando, sempre, que minhas amigas são assexuadas)... é só que temos interesses diferentes, modo de pensar diferentes... isso inclui elas chamarem a Lígia de unfahion (é, é isso mesmo), ou se revoltarem comigo por um boato que incluía uma roupa feia.
Enfim... estudamos numa escola onde o professor mais novo já deu aula pro padre Anchieta, e não posso dizer que nenhum seja bonito pra atrais as aluninhas. Até... ano passado, quando começou a contratação de professores e professoras recém-formados (salários mais baixos e conhecimento fresquinho). Aí, dentre esses professores simpatiquinhos e animados, chegou o rei da cocada preta... desses que todas as alunas ficam babando (não sei porque, ele tem cara de batata) e, por tal motivo, se acha dono de tudo e de todos.
É essa figura que dá aula pra mim de terça. E foi um loooongo dia. Incrível como tanta gente pode pagar pau pra um cara desse... de verdade... só o que eu posso fazer é lamentar... e, claro, uma careta feia a cada indireta.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:43
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Passamos a semana passada inteira programando um churrasco pra sábado passado, com algumas pessoas da classe... os meninos, e as assexuadas* (*assexuadas: minhas amigas e eu. Para as meninas pop's da minha classe, nós não somos classificadas como "meninas", ou ao menos foi o que deu a entender quando, numa gincana, elas disseram "As meninas vão no bug, os meninos vão atrás e vocês vão ali").
Quando 3 das assexuadas (Má, Carol e eu) chegaram na casa do Thiaguinho (melhor amigo e guarda-costa), a maioria dos meninos já estava bem acomodado, comendo e conversando. Mas, é incrível, existe essa barreira imaginária, que impede uma conversação com mais de 3 minutos com qualquer um deles (com exceção, óbvio, do Thiaguinho).
Não importa quantas vezes a gente tente puxar assunto, eles acenam com a cabeça e ficam quietos. O que é isso?? Repulsa? Vergonha? Vontade incontrolável de dizer "me deixa em paz"?
Qualquer que seja o motivo, deixa uma situação um tanto desagradável, afinal, é muito mais difícil a gente chegar pra conversar do que eles fazerem alguma piadinha e continuar um assunto.
De qualquer forma, vamos ver como as coisas caminham. Semana que vem, depois do carnaval, tem churrasco no Marcelo. Mesmo pessoalzinho. Let's see how it goes.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
13:41
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24.2.03  |
Coisas que só acontecem na minha vida:
Meus pais decidiram que eu ia fazer exercício. Qualquer tipo. Contanto que eu saísse de meu ninho (casa) e deixasse todo mundo em paz (isso eu que deduzi). Mas, respeitando meu livre pseudo-arbítrio, me deixaram escolher qual seria a penalidade. Pensando no meu bem-estar, tentei escolher algo que, de jeito nenhum, eles me deixariam fazer. Capoeira.
O problema: eles gostaram da idéia. E lá foi a pata da Aline fazer capoeira.
Primeiro eu gostaria de parabenizar as pessoas que conseguem fazer capoeira. Agora eu entendo que vocês são verdadeiros heróis e agüentam a dor como poucos conseguem. Segundo, gostaria de perguntar se alguém sabe em quanto tempo eu vou começar a sentir minhas pernas de novo. Já se passaram 46h e ainda tenho que pensar duas vezes antes de levantar.
Acho que isso explica como foi a experiência. Mas, afinal, vou fazer capoeira. Apesar das dores, da pressão baixa (sim, eu sou uma pata e minha pressão abaixou) e de toda a minha preguiça, achei muito legal. Interessante, no mínimo.
E quilinhos a menos não fazem mal a ninguém.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:18
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23.2.03  |
E num dia qualquer da vida interiorana...
Duas amigas conversando sobre meninos e o que eles dizem pra elas se perguntam qual o problema em ser virgem, completamente virgem, e não precisar sair tomando pílula e indo ao ginecologista.
Uma das amigas se pergunta se o mundo não vê que elas não querem um amorzinho colegial e que a maioria dos caras não tem o que elas querem: o sr. Darcy!
E, numa atitude desesperada de auto afirmação, elas instituem a greve das Virgens. Se você é virgem e está muito bem, obrigada, junte-se a nós na luta pelo reconhecimento moral e pessoal!
Não sucumba às perguntas e pressões da sociedade!
Tire o dia de folga pra cuidar da sua mente ou do seu cabelo! Seja mais você! (isso ficou parecendo propaganda da Globo, vamos tentar de novo)
O negócio é... cada um tem o seu ritmo... ritmo pra namorar, ritmo pra ficar solteira, ritmo pra ser o que quiser, ou ser o que os outros querem que seja...
A melhor coisa a fazer é seguir seu próprio ritmo... e não dar atenção aos outros...Afinal... de quem é a vida?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
16:46
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17.2.03  |
Sabe quando bate aquela melancolia de fim de tarde, impossível de controlar? A melhor coisa pra fazer nessas horas é ouvir uma música triste e ver fotos, ou procurar fotos na internet...
Relembrar os momentos das suas fotos ou inventar pequenas estorinhas p'ras maravilhosas fotos econtradas em sites como o GettyImage...
Essa, por exemplo:
Imaginar sobre o que esse casal (por que, na minha imaginação louca, eles são um casal feliz... ou, senão, estão pra ser) está conversando... A história toda por trás de uma xícara de café...
Café é sempre ótimo... Lembrar das manhãs que saí com minhas amigas da escola pra ir na padaria tomar um café fresquinho... o tempo nublado... Tem dias que parece que não estamos na nossa cidade quente do interior. Esses dias são ótimos...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:40
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16.2.03  |
E no apelo pela paz...
Hoje o mundo se juntou num apelo desesperado. Milhões em várias capitais gritaram - em todas as línguas que possamos imaginar-e pediram por uma coisa em comum: paz...
Não importa se você fala japonês, grego, alemão ou inglês. Hoje, todo mundo soube do que se tratava.
Não importa se você não sabe o que milhares estão gritando, e cartazes estão dizendo, o que importa é a sua posição em relação a isso, e a posição desses manifestantes.
Hoje, o mundo falou. E falou pela paz.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:50
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15.2.03  |
Madonna diz não ser nem anti-Bush nem pró-Iraque
Um pessoal andou colocando algumas palavras na boca da Madonna só por causa do videoclip antibélico que ela está gravando... Mas, no final das contas, eu penso... ela é uma artista, uma pessoa pública... certa ela de usar a música como pode pra chamar atenção para esse assunto horrendo!
Seria ótimo se mais artistas se expressassem como forma de protesto! Como os artistas brasileiros fizeram na época da ditadura! E olha que naquela época, eles nem podiam fazer nada!
O que aconteceria se Chico Buarque tivesse medo de ser preso? Ou Geraldo Vandré não escrevesse "Pra não dizer que não falei das flores" só pra não ser tirado do concurso? Pode não adiantar muito (ou nada), mas é a voz de uma geração!
Quisera eu ter talento (qualquer talento) pra colocar protestos no papel... Infelizmente, não sou boa nisso...
Mas, putz! Pra que serve a liberdade de expressão??
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:54
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14.2.03  |
Ninguém quer essa guerra... Ninguém mesmo... o mundo todo se mobilizando pra dar um fim nesse troço antes de começar, e a terra do Tio Sam ainda está nessa missão suicida...
Ao menos, era o que eu pensava... até ter a seguinte conversa com um norte-americano de Seattle:
-=TeenGirl=- (9:05 PM) :
anyway... now it's a good time for meaningful songs... with this (almost) war going on...
Andrum (9:05 PM) :
yes
I agree!
it is crazy
-=TeenGirl=- (9:06 PM) :
the world will go crazy with that... I'm sorry I have to say that, but this Bush guy.. his kinda lunatic, you know...
Andrum (9:06 PM) :
YES!
Resumindo pra quem não fala inglês: não somos só nós que achamos George W. Bush um psicopata... até mesmo os americanos (do norte) acham que toda a situação é lunática...
Conclusão: Um cara, sozinho, quer acabar (ou dominar) o mundo... como ninguém nunca conseguiu...
Agora, só rezando, mesmo...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:16
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13.2.03  |
Recebi isso por e-mail... passem pra frente, o máximo que puderem!!
Vamos boicotar os produtos americanos!!!!!!!
Vamos fazer nossa parte???
Depois do petróleo Iraquiano, quem sabe a flora e
reservas da Amazônia,
água potável, minérios, quem duvida ? Na década de 50
os negros
americanos do Estados do Sul, como Alabama, Geórgia,
Mississipi, etc.,
só podiam sentar nos bancos traseiros dos ônibus.
Um dia uma senhora negra sentou-se num banco da frente
e foi agredida e
expulsa do ônibus. No domingo seguinte o Reverendo
Martin Luther King
iniciou um movimento de boicote aos ônibus, movimento
esse que obteve
total adesão dos negros, até mesmo dos outros Estados
sulistas.
Onze meses depois do início do boicote, durante o qual
os negros não
andaram de ônibus, os políticos, pressionados pelos
proprietários das
empresa, votaram uma Lei que proibia a discriminação
racial nos meios de
transporte.
Essa é a linguagem que os políticos americanos
entendem. A linguagem do
"business".
Agora, Bush e seu parceiro Toni Blair, da Inglaterra,
pretendem invadir
o Iraque para apropriar-se de suas reservas de
petróleo, da mesma forma
que vem interferindo na política da Venezuela e em
todos os demais
países, como se fossem donos de tudo.
Está na hora de sairmos de nossa letargia, de nossa
indiferença, e
começarmos a agir. Nessa linha, propomos um boicote
aos produtos
americanos.
Jogar pedras e quebrar vitrines dos Mac Donnalds,
mundo a fora, é fazer
o jogo da violência, que é o jogo deles. Basta
deixarmos de ir lá. Basta
ensinar aos nossos filhos que eles podem obter boa
comida em outros
lugares.
Igualmente, quando tivermos sede, não precisamos tomar
Coca-Cola. Vamos
tomar um guaraná ou um chá, que seja produzido aqui.
Quando comprarmos um carro, compremos carros
franceses, alemães,
italianos, coreanos, japoneses, ou qualquer outro,
menos Ford, GM ou
Crysler.
Abastecer o carro: Petrobrás, Ipiranga ou Shell (que é
holandesa). Esso,
não. Conta em banco: City Bank ou Banco de Boston -
estamos fora. Remédios,
computadores, pasta de dente, roupas de grife,
passagem aéreas, qualquer
coisa: americana, não! Aliás, esse remédio já foi
experimentado pelos
ingleses, na Índia. Lá,
Gandhi liderou a "resistência pacífica" e, sem
violência, obteve a
independência de seu País.
Detalhe: não vamos estar criando mais desemprego ao
não irmos no Mac
Donnald, ou não tomarmos Coca-Cola, pois estaremos
gerando emprego ao
consumirmos produtos de seus concorrentes. Apenas, o
lucro e os
royalties não vão mais para os Estados Unidos.
É hora de começarmos:
Primeiro: repasse essa mensagem a todos os seus
conhecidos;
Segundo: mantenha-se alerta para, quando comprar algo,
mesmo no
supermercado, não comprar nada de origem americana;
Terceiro: tenha paciência, pois a cada duas semanas
estaremos reenviando
essa mensagem para lembrá-lo deste compromisso;
Quarto: confie. Em menos tempo do que se imagina
mudaremos a postura
belicista do Bush;
Quinto: se você tem amigos em outros países,
mande-lhes essa mensagem e
peça-lhes que a traduzam e divulguem.
Finalmente, lembre-se: individualmente, não somos
ninguém, mas, como
povo e como consumidores, temos o poder em nossas
mãos.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:13
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12.2.03  |
Olha só, mais uma semana que já está (praticamente) na metade... Daqui a pouco Fevereiro já acabou... não é tão impossível, principalmente por ser um mês curtinho...
Mas... não era isso que eu ia escrever... mas agora já perdi o fio da meada... estou numa conversa muito filosófica pelo icq... A passagem mais marcante dessa conversa foi:
"Mas o Garibaldi era muito feio!!"... dá pra imaginar, por aí, o que está acontecendo com essas mensagens instantâneas...
PS: Alguém sabe quem canta a música da mini série, aquela que diz "sete rosas rubras de fogo, amor e paixão"?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:12
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11.2.03  |
Nessa primeira semana de aula, dentre os professores que conheci, um me chamou a atenção ao apresentar a minha classe à magnífica Teoria do Escuro.
O que ele queria, na verdade, era mostrar que teorias podem ser as mais loucas, mais absurdas, mais desastrosas; mas se você tiver bons argumentos, pode carregar um monte de gente com essa tese.
Olha só como funciona:
"Por anos, tem-se acreditado que lâmpadas elétricas emitem luz. Porém, informações recentes provaram o contrário. Chamamos hoje as lâmpadas elétricas de "Sugadores de Escuro" (S.E.). A Teoria de Sugadores de Escuro prova a existência do Escuro, que este possui massa, é mais poderoso e pesado que a luz e ainda que o Escuro é mais rápido que a luz!
A base da Teoria do Escuro é a seguinte: lâmpadas elétricas sugam o escuro. Tome-se, por exemplo, o S.E. que há em seu quarto. Há muito menos Escuro perto dele do que em outras partes do ambiente. Maior o Sugador de Escuro, maior sua capacidade de sugar. Sugadores de um estacionamento, por exemplo, tem capacidade muito maior do que o de um quarto. Bem, como todas as coisas, S.E.'s não vivem para sempre. Uma vez cheios, eles não podem mais sugar (isto é provado pela mancha preta que aparece em um Sugador cheio). Uma vela e' um Sugador primitivo. Uma vela nova tem pavio branco. Você notará que, depois do primeiro uso, o pavio se tornará preto em virtude do escuro por ele sugado. Perceba que, se você segurar um lápis perto do pavio de uma vela em operação, uma parte ficará preta devido a ele ter ficado no fluxo de Escuro para dentro da vela. Desafortunadamente, esses primitivos Sugadores de Escuro têm capacidade muito limitada.
PROVAS:
O Escuro tem massa. Quando o Escuro entra no S.E., a fricção com este gera calor, motivo por que não é recomendável tocar num Sugador em operação. Velas representam um problema especial porque o Escuro necessita deslocar-se para dentro de um pavio solido, ao invés de um vidro transparente. Isto gera uma quantidade muito maior de calor; pode ser perigoso tocar numa vela em operação.
O Escuro e' mais pesado que a luz. Se você nada na superfície de um lago, vê muita luz. A medida que você vai descendo, vai ficando mais e mais escuro. Numa certa profundidade, a escuridão será quase total. Este fato ocorre devido ao Escuro (mais pesado) ir ao fundo enquanto a luz (mais leve) flutua para a superfície.
O Escuro atrai Escuro. O imenso poder do escuro pode ser utilizado para o bem do homem. Podemos coletar o escuro que submergiu no fundo de rios e lagos e empurrá-lo, sem ser necessário separá-lo da água, para turbinas de usinas que se ligam a Sugadores de Escuro na cidade.
Finalmente, o Escuro é mais rápido que a luz. Se você permanecer em um quarto iluminado em frente a porta de um armário fechado e escuro e vagarosamente abrir a porta, você verá que a luz entrará vagarosamente no armário. Mas o Escuro é tão rápido que você não será capaz de vê-lo saindo do armário.
Concluindo, os S.E.'s fazem tudo para que nossas vidas sejam mais fáceis. Portanto, da próxima vez que você olhar para uma lâmpada elétrica, lembre-se de que ela é, de fato, um Sugador de Escuro! ".
Não é realmente convincente?
Isso é o que me consola com as minhas milhares de teorias do dia-a-dia.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:59
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8.2.03  |
"Atenção senhores passageiros com destino aoPlaneta Terra, favor dirigirem-se ao portão B e esperem por lá mesmo, porque o comandante não quer nem pensar em voltar pr'aquele mundinho..."
É, tá mais ou menos assim a história... imagino que se a gente viajasse pra Marte com a mesma freqüência com que vamos ao supermercado, uns 4/5 desse pessoal não ia mais querer voltar pra essa Terra de belezas inacreditáveis... meio estranho, não?
Bom, e o que o ser humano não é capaz de fazer? Uma guerrinha aqui, uma bombinha ali, uma doencinha nova acolá... e bum... todo mundo já está com passagem comprada pra Lua.
Fora, é claro, as milhões de pessoas extremamente revoltadas com toda essa babaquice egocêntrica, fazendo seus protestos, reclamando, indo às ruas, e... voltando para o conforto e o bem estar de seus lares protegidos (ou, tecnicamente protegidos) de qualquer tipo de crise (mas, como toda regra tem excessão, toda casa tem sua crise familiar, mas essa é outra história).
Não coloquemos toda a culpa nos estadunidenses (ei, americana eu também sou) e nos iraquianos... também sabemos fazer uma boa bagunça. Tudo uma ótima herança de nossos papais portugueses, que fizeram questão de trazer toda a sua porcaria européia pro pobre índio, matando os coitadinhos e dizendo que nem homens eles são. Claro, alguns são mulheres, não?
Ah, sim, e por que não, também, pegar um pessoalzinho que está calminho lá na África e fazê-los sofrer, chamá-los de escravos, comercializá-los como a bois, e depois "libertá-los" para fazer mais um feriado?
Tudo muito bem bolado. Quem disse que português é burro?
E ainda teve a bondade de passar toda essa magnífica cultura pro brasileiro! Iuhu!
Não durou muito, infelizmente... coitadinhos, substituídos pelos franceses, depois pelos americanos (do norte)... quem serão os próximos? Se pegarmos quem está em evidência, é provável que daqui a pouco as escolas ensinem árabe e as férias de famílias ricas estejam programadas para o Afeganistão. Aí sim a moda vai ficar bonita!
Falando em moda, quem diria que agora, adivinhem o que está em alta? As pochetes! Sim, aquela coisa brega e enfadonha que você tinha aposentado há séculos e agradecia aos céus por ter, finalmente, sido substituída por uma bolsinha mais discreta, voltou a todo vapor! Eu imagino que essa seja a forma de protesto que os estilistas encontraram para dar um fim nessa maluquice toda de guerra, fome, doenças... Muito bem pensado, esse pessoal fashion tem a mente realmente brilhante...
Talvez algum dia alguém invente o nobel de moda pra deixar os gays/gays-enrustidos/bi/heteros-criados-pela-mãe ainda mais antenados.
E já que esse post é dedicado à falta de lucidez, deixa eu já fazer uma pergunta que me veio à cabeça hoje: qual é a dos bisexuais? Quer dizer... a pessoa é tão indecisa a esse ponto? Imagina como ela demora pra decidir o que vai pedir num restaurante... Eu sei lá, pra entender isso, eu teria que conhecer alguém que seja. Mas como, numa cidade onde as pessoas acham que "homo" é o sabão em pó?
Fica a dúvida...
PS: Pra quem não tem sacadas sarcásticas, compaixão com a tentativa (falta) de humor ou é mentalmente saudável, ignore esse post.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:14
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6.2.03  |
Sim! O que todos esperavam finalmente aconteceu: as aulas começaram. Agora, finalmente, vocês estão livres dessa porcaria que eu chamo de blog. Ao menos, não vou escrever todo dia.
Primeiro dia de aula... sabe o que isso significa?
Nada. Não querendo ser pessimista, mas vai ser a mesma droga que o ano passado. Já senti porque nem de lugar eu mudei (isso quer dizer: mudei de classe, e tal, mas consegui sentar no mesmo lugar que sentava no ano passado, entre as mesmas duas amigas). Entraram... duas pessoas novas na minha classe, uma amiga de uma amiga, e outra desconhecida, que espero fazer amizade (não por que sou amigável, é bom deixar claro).
Mas, no final das contas... mesma coisa...
Esse post ficou horrível. Mas vou deixá-lo aqui como prova de que escola não serve pra ensinar pessoas a escrever bem.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:25
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3.2.03  |
Sabe aquele senhor Bush que está dando o que falar?
Está com raiva dele? Quer, ao menos, fazer uma brincadeira com ele?
Site pra isso é o que não falta, realmente... Como o site Masking, onde você pode arrastar a foto do dono da terra do tio Sam até o círculo e descobrir sua verdadeira identidade...
Essa é só uma... só uma das milhares que você vai encontrar por aí... enfim... divirta-se...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:24
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2.2.03  |
Querem ouvir uma coisa bonitinha?
Minha irmã e sua melhor amiga estão dando uma festinha aqui em casa hoje. O motivo: comemorar 7 anos que elas se conheceram e são melhores amigas. Fofinho?
Eu diria que sim, até certo ponto. Deixa de ser quando todos são encarregados de fazer alguma coisa, menos minha irmã. Ela é a... promoter, digamos assim.
Enquanto não enlouquecemos, ouvimos ela gritar e mandar. Típica leonina.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:18
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1.2.03  |
Depois de assistir "Orgulho e Preconceito" dois dias seguidos, lido o livro duas vezes, e não esquecendo do Mark da Bridget, eu preciso dizer: EU AMO O SR. DARCY!!!
Não é possível que exista alguém assim (apesar de que o Colin Firth consegue muito bem representar o papel), e isso realmente é odioso, pq o sr. Darcy é simplesmente... o sr. Darcy!!! É preciso conhecer o personagem pra entender...
Argh!

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posted by ALINE MACBETH @
19:01
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31.1.03  |
Meio-dia... os esforços de minha mãe de me tirar da cama são inúteis. Estou com muito, muito sono e nada vai me fazer levantar.
A não ser... "Aline, adivinha o que tem aqui pra você!"... sim!
Dani, muito obrigada pela fita e pela agenda! Passei a tarde toda assistindo "Orgulho e Preconceito" (que perfeito!!). Muito, muito obrigada!
Só uma pergunta: aonde, no livro, o sr. Darcy pula no lago?

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:38
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30.1.03  |
Descobri um novo hobbie nesse fim de férias... Pesquisar o dicionário...
Sim... o bom e velho pai-dos-burros virou a mais nova forma da inútil aqui passar o tempo... não é trágico?
Mas, na verdade, é bem legal... você está pensando na vida, nos problemas divinos, na bomba atômica... e bum! você pensa numa palavra qualquer que você ouviu na tv, ou leu num lugar onde, na hora, não tinha um Aurélio por perto... Simples! Pegue o seu (ou, no meu caso, da minha irmã) mini-dicionário da língua portuguesa e procure! E, pare, no meio, pra dar uma olhada em outras palavras, como "municiador" ou "érebo".
Ok, é patético, mas está passando bem o tempo e palavras novas sempre são legais.
Mesmo que eu não as use pra nada...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
01:55
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Não tem nada melhor pra ouvir em dias nublados do que música popular brasileira. Mas digo a velha mpb. Não Tribalistas.
Aquele velho sambinha de Toquinho, Chico Buarque, Nara Leão, Elis Regina, MPB4, Quarteto em Cy, Tom Jobim... Clássicos!
Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Zé Ramalho, Tim Maia, João Gilberto, Jorge Ben!
Dá pra citar muita gente... muita gente ótima mesmo... e daria pra dizer que dias chuvosos também combinam com Jazz, ou Blues... realmente...
Mas, essa semana, eu deixo a MPB... à boa e velha MPB...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:03
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28.1.03  |
Realmente, esse tal Html é o inferno no computador. Eu desisto! Por enquanto, ao menos, porque cansei de ficar horas olhando para montes de letrinhas ininteligíveis como se fosse grego. Portanto, fico com o template chato e impessoal que o blogger me oferece... Assim é a vida...
E parece que as coisas andam agitadas com São Pedrinho! Chove na minha cidade!
Agradeço de coração ao El Niño que tem sido um bom amigo dos anti-seca. Infelizmente muitos têm sofrido com as catástrofes que toda essa água traz... O que me deixa culpada por gostar de chuva. Grande culpa burguesa.
É, sim, muito triste saber que muita gente perdeu tudo por causa de uma coisa que seria, na teoria, muito boa. Como uma teoria pode diferir tanto da prática?
Fica a pergunta no ar...
Ah, sim! Antes que eu me esqueça! Alguém deixou o seguinte comentário no último post:
"Porque os otários sempre deixam o endereço do seu próprio blog nos comentários? Bando de manés. Isso que estraga os blogs, babacas."
Realmente, é uma boa pergunta. Eu sempre deixo o endereço do meu próprio blog quando comento algum. Posso me considerar, então, muito babaca (mas isso não é novidade, então vamos adiante).
Se alguém pensar numa boa resposta, ficarei feliz em ouvir. Se alguém pensar numa reposta péssima, idem. Porque a minha resposta, ao menos, é simples:
As pessoas deixam o seu www para que os outros visitem seu blog e vejam quão bom ele é. Ou quão ruim. É pra isso que serve. Para as críticas. Para as pessoas conhecerem a boa alma que dedica certo tempo do seu dia a uma página pré-montada.
Ao menos, é isso que me parece.
Enfim... A propaganda é a alma do negócio.
No mas.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:53
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27.1.03  |
Estou numa missão nova. Eu, Aline, brasileira, solteira, folgada, inútil, desocupada finalmente arranjei algo do que me ocupar: blog. Parece que não é nenhuma novidade, já que tem um tempo que eu escrevo aqui, certo? Errado! Além disso, estou tentando bolar meu próprio template!
Não é mágico? Só que existem obstáculos a serem vencidos... como, por exemplo, a completa ignorância ao se tratar de html. Até 5 meses atrás, eu não fazia a menor idéia de que isso era aplicável na minha vida cibernética. E agora, num trabalho digno de John Nash, estou tentando decifrar aqueles códigos malucos.
Posso dizer que é muito, muito cansativo. Fiquei a tarde toda hoje nessa árdua missão, e me sinto exausta.
Mas, para fechar a noite com chave de ouro, tem um grilo bem na frente da janela, aos berros, que, eu descofio, seja enviado de algum inimigo mortal pra me matar de vez. Oh, não.
Depois de divagar legal, posso dormir em paz. Boa noite.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
01:12
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26.1.03  |
Assisti na Directv um show da Norah Jones, em Nova Orleans. Não preciso nem dizer que adorei e agora estou ouvindo uma música atrás da outra.
É, acho que isso é tudo.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:25
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25.1.03  |
Assisti, finalmente, "O Senhor dos Anéis: As duas Torres". Digo finalmente porque só hoje o filme estreou no único cinema da minha enorme cidade...
Bom, antes tarde do que nunca...
O filme foi... como poderia descrever? Na verdade, não poderia... primeiro porque no pequeno cinema cheio, as pessoas falavam alto, riam, viam fotos (!!) e comentavam para os outros nas poltronas de trás, contavam o filme para o amigo do lado, mas fazendo questão de que o resto do cinema também ouvisse... tudo isso, enquanto eu estava na segunda fileira, deitada, praticamente, pra poder ver alguma coisa.
Em menos de uma hora, eu tomei uma latinha de Coca Light inteira, o que me fez, em meia hora, ficar com uma terrível vontade de ir no banheiro. Mas eu não podia perder o filme. Teria que esperar até o intervalo.
Esperei.
Esperei.
Maldito intervalo que não chega.
Esperei.
Quando, depois de uma longa (e quando eu digo longa, quero dizer imensa) espera, o intervalo afinal chega, já não tenho nem mais emoções. Conclusão: o filme estava perdido.
Mas a esperança é a última que morre... e morreu quando, entre a segunda e a terceira hora, começou uma dor de cabeça terrível. Quase que eu fui junto quando o irmão da minha amiga desistiu do filme.
Mas fiquei até o fim. Até a hora em que as luzes se acenderam e milhares de "finalmente" encheram a sala.
Poderia ser um bom filme. Se pessoas como eu não o estragassem com críticas como essa (que na verdade nem falaram do filme).
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
01:46
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Não que eu esteja com muita vontade de escrever hoje... mas parece que eu finalmente consegui ficar entediada de não fazer nada. Isso é realmente algo impressionante. Nunca imaginei que esse dia chegaria, e aqui está ele! Bem diante de mim...
Como já deu pra perceber, estou enrolando. Tática essa muito comum entre nossos queridos compatriotas. Já viu como toooodo mundo enrola? E com as coisas mais simples.
Exemplo: Situação- você num carro, perdida num lugar que você nunca viu e nunca mais quer voltar. Você tem que chegar na rua Piraporinha Bernardes. Você avista um cidadão de bermudas e chinelas sentado na calçada com uma latinha de cerveja ao lado e pensa que pode conseguir alguma informação útil pra chegar logo de uma vez na casa da prima da concunhada da vizinha do seu primo.
Você- Por favor... como eu faço pra chegar na rua Piraporinha Bernardes?
Cidadão- Ói moça... faiz siguinte: você pega as dereita aqui, e segue reto toda vida dois quarterão...não, três quarterão. Daí a senhora vai vê um sinalero, daí a senhora vira pras esquerda, anda um quarterão, vira pras dereita de novo. Daí a senhora vai vê um cachorro. Se preocupa não, que o cachorro tá lá, memo, que morreu faiz três mês. Daí a senhora vira as esquerda... não, peraí... ah, aí a senhora vai vê uma rotatória. Não roda a rotatória. Segue reto até o outro sinalero, daí a senhora vira pras dereita, segue reto toda vida que a senhora vai vê a praquinha lá de Nossa Senhora do Perpétuo. Lá é a rua do Capitão Bernardes.
Você- O que? Não, eu quero Piraporinha Bernardes, não Capitão Bernardes.
Cidadão- Aaaah... aí a coisa muda totalmente de figura, dona! Ói, chegando no sinalero das esquerda...
Você- Ah, quer saber? Esquece.
É, meu povo... de tanto enrolar, o pessoal acaba desistindo até de ir na festa de um aniversário do filho da prima da concunhada... Aquela com cajuzinhos e tubaína borbulhante...
A enrolação é o segredo pra quando você quer que alguém desista. Quantas pessoas já desistiram desse post nas duas primeiras linhas?
É a primeira lição que o ser humano aprende: "pai, da onde vêm os bebês"... é aí que tudo começa... e não pára nunca mais.
Acho que vou ganhar uma medalha de honra ao mérito por essa lição...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:37
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24.1.03  |
Quem nunca pensou em fazer intercâmbio, que atire o primeiro passaporte.
Já pensou você num país completamente estranho, língua, cultura, pessoas, roupas, tudo diferente? E tudo isso ainda acompanhado do fato de que, você se torna mais interessante aos olhos alheios por ser de um país de terceiro mundo onde macacos e homens co-existentem no mesmo habitat?
Parece um sonho: você, um passaporte, uns cheques de viagem e o mundo pela frente! Uhuu, alguém segure o intercambiarista!
Mas, afinal... o que acontece quando você chega lá? (lá= o país estranho de língua e costume diferentes que você escolheu, aquele que parecia o máximo aos seus olhinhos latino-americanos)
Não sei se você viu ou não o programa do Fantástico... bom, eu vi. Porque meu pai me chamou às pressas pra mostrar toda e qualquer desvantagem que pode haver nesse sonho louco adolescente (e, pelo que eu vi, não tão adolescente assim). Aparentemente, você pode ser deportada ao chegar lá. E, adeus, lá!
Mas, digamos que você passe pelo aeroporto. Uhuu? Hm, não tão cedo...
Quantas histórias seus pais já te contaram de canadenses, americanos e o raio que o parta, que discriminaram os pobres brasileiros? E quantos desses seres civilizados de países de primeiro mundo já não vieram pro nosso paizeco só pra sair por aí dizendo "Fuck you" e se achando o máximo?
Não pense que eu sou pessimista... aliás, o meu maior sonho é fazer as malas e partir logo pra Londres. Ou Sidney. Ou Dublin. Ou o que quer que seja, enfim. Mas o fato é que, tem certos momentos que você tem que pensar na porcaria que pode ser todos os dólares gastos nesse sonho (lembrando que o dólar tá caro pra dedéu).
E, por mais que você queira aprender a viver numa temperatura 15°C abaixo de zero, a vida fora do nosso caos brasileiro não é um passeio na praia.
Mas, afinal, o que eu sei?
Tenho 15 anos, nunca fiz intercâmbio, e só fico imaginando as mil e uma situações que poderiam acontecer na viagem impossível.
C'est la vie. And that sux.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:01
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21.1.03  |
Desculpe ficar tanto tempo sem escrever... fui viajar e esqueci de deixar uma nota aqui...
A viagem foi... em parte por um ótimo motivo, a praia... e um outro, nem tão agradável, mas enfim...
Não estou inspirada pra escrever aqui...
Sei lá, as coisas vão e vêm, parece que agora resolveu ficar tudo na praia, tomando sol e olhando o mar...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:48
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18.1.03  |
Tem certos momentos que tudo parece meio sem sentido... e o que você ouve parece mentira... e não tem nada que você possa fazer...
Então, tente aproveitar ao máximo os momentos que te restam... eles podem ser muito menores do que se possa imaginar...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:16
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5.1.03  |
Gorou...
Sim! Finalmente saí da toca! E estou animada pra sair de novo! Tomo banho, penso em uma roupa pra usar- está chovendo! iupi!-, tudo porque uma amiga disse: "vamos tomar um milk shake?". Então, vou confirmar o programa com as quatro amigas (as mesmas de ontem, da cachaçaria... vamos chamar esse pessoal de Graminha...).
Ligo pra uma... ocupado... ligo pra outra... ocupado... a terceira acha que complicou demais e resolve não ir (vai entender)... a quarta fica na mesma situação que eu...
Entro na internet, atrás das meninas do telefone ocupado... nada... nem icq, nem mirc, nem nada...
Gorou... e cá estou eu, ainda pensando como é bom sair na chuva... pra tomar um milk shake...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:45
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Acabei de chegar da Cachaçaria (antes que alguém diga "sua bêbada", a Cachaçaria é um dos maiores points da cidade)...
É realmente ótimo sair com as amigas (e, antes que alguém diz "e porque não sai sempre?", minha casa também é ótima, por isso tem esse dilema)... e é melhor ainda quando conseguimos juntar as cinco, todas dispostas a sentar numa mesa e ficar horas conversando sobre tudo e sobre nada...
A começar porque somos todas solidárias umas às outras e ficamos de pé em saltos enormes por uma hora até conseguir cadeiras (banquinhos) pra uma mesa que a gente "apossou"... essa cachaçaria é uma verdadeira selva... é a lei do mais forte... então, lutamos pela nossa mesinha minúscula...
Entre sodas e brejas, ouvimos histórias da Lígia, fofocas regionais, música, sem contar, é claro, a famosa "paquera" (pra gente poder ter o que falar quando o tio bêbado perguntar "e como vão os paquerinhas?")...
Chegando em casa, vi as meninas no icq... devíamos fazer isso mais vezes...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
01:56
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Não sei se vai ser um bom governo... apesar de estar muito confiante... quando vi a capa da Isto É, achei tão linda a frase "O povo no Poder", que não poderia deixar passar em branco...
Pode ser que seja tudo uma utopia... pode ser a esperança, essa doce inimiga que nunca morre...
Queria ter ido pra Brasília... disse algumas vezes "eu ia filmar pra mostrar pros meus filhos que eu fui na posse do melhor presidente de que já se ouviu falar"... e é isso...
Imagina, se eu, confortável aqui na minha casinha, estou com essa imensa esperança de que esse cara vai finalmente ser a solução pra esse país enorme, imagina aquelas pessoas que não tem nada... aquelas que confiam em toda e qualquer palavra que o senhor Lula diga...
Realmente confio nele... porque ele parece confiar no Brasil...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
02:50
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4.1.03  |
Chegaram uns parentes aqui em casa... malas espalhadas pelos cantos, "city tour" (como se minha imensa cidade precisasse de qualquer coisa parecida), cervejas, crianças correndo pela casa com uma guitarra de brinquedo mas que funciona que é uma maravilha, cantando clássicos como "Comprei uma panela de pressão", e "Jacaré comprou cadeira, não tem bunda pra sentar"...
E, depois de toda essa maravilha que é a vida em comunidade... "ih, aonde eu vou colocar o pessoal pra dormir?"... sim... a pergunta da pobre dona de casa que quer agradar os parentes da capital, onde, por Deus, onde deixar esse pessoal confortável??
Realmente, nesse caso, a frase "há males que vem para o bem" se encaixou... colocaram o pessoal no meu quarto... e me expulsaram pro quartinho do pc... conclusão: quando minha mãe acordou, às 6:30h da matina, percebeu a besteira que tinha feito e veio me mandar desligar "essa porcaria" (com suas próprias palavras) e ir logo dormir...
Como eu adoro meus parentes...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:50
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3.1.03  |
Tem certos dias que eu acordo inspirada. Daí eu penso "nossa, dá pra eu falar de um monte de coisa, dá pra escrever bastante, dá pra eu conversar com as pessoas sobre diversos assuntos". Mentira, pura mentira.
Primeiro que, quando tem gente por perto, me dá um branco total. Eu só consigo falar do tempo, ou que eu confio no Lula, ou "nossa, já é 2003!". Papo jogado fora, enquanto eu poderia falar da crise mundial, dos tesouros perdidos (e encontrados) do Egito antigo, de religião, política (e não politicagem), África, América, Europa, Ásia, Oceania... não que essas coisas fossem muito úteis para o dia-a-dia, não que isso fosse colocar a comida na mesa. Mas é assunto.
Outra coisa que faz minha inspiração ser porcaria é que, quando eu digo "tá, agora vamos parar e escrever", o momento já passou e eu estou pensando em assistir "A Fantástica Fábrica de Chocolates" (não ria, eu realmente aluguei). Sempre que parece um ótimo dia pra escrever (mesmo aqui no Blog, já que tanta gente tem tanta coisa legal pra escrever em sites, blogs, bligs, ou o que for), não sai nada. Bloqueia. Um branco enorme, um vazio ridículo.
Então, eu invento um assuntinho meia-boca pra falar que estou fazendo alguma coisa.
Pura baboseira.
Lá se foi a maior resolução de ano novo...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:54
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2.1.03  |
O ano acabou de começar, e já estou aqui postando... aliás, segunda vez que me dirijo ao blogger só hoje. E nem deu meio-dia, ainda...
Como foi o seu reveillón? O meu foi meio estranho. Quando deu meia-noite, cumprimentei meus pais e fui direto para o telefone, ver se alguém queria sair (isso é realmente muito raro, e quando acontece, ninguém sai). Chamei, então, minhas amigas para virem em casa. Só uma veio.
Assistimos "Kate & Leopold", comemos pipoca, rimos, assistimos fitas de 1994... quando eram 5:30h, fomos até a estrada, filmar o primeiro nascer do sol do ano. E, voltando pra casa, às 7h, ainda não tinha sono... entramos na internet, assistimos "Kate & Leopold" (sim, outra vez, mas só as partes mais bonitas), tomamos café... e só agora, o sono começou a chegar... mas vou almoçar, ver a posse do Lula (pela TV, óbvio, porque oportunidades ótimas pra ir pra Brasília, como essa, não tenho), e depois, quem sabe, dormir...
Feliz começo de ano pra todos... vamos ver se agora a coisa vai pra frente...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
11:02
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1.1.03  |
E acabou. E começou. Tudo um ciclo sem sentido que só serve para contar o tempo que nem passa. Ou passa rápido demais.
E, impossível fugir do balanço do que foi bom e o que foi ruim. Não vou nem tentar fugir, então.
Muita coisa foi boa. Isso, dá pra dizer com certeza. Conheci pessoas legais. Conheci pessoas diferentes, que pensam diferente, que agem diferente. Antes, era sempre a mesma coisa, sempre as pessoas que pensam como eu penso. Ótimo chegar gente pra contestar. Faz a gente crescer.
Sobrevivi ao primeiro ano do colegial. Isso, pra mim, foi uma vitória. Pequena para qualquer outra pessoa, mas enorme pra mim. E isso só eu posso entender.
Engordei. Quer dizer, emagreci primeiro, depois engordei. Argh!
Fiz novos amigos. De outras cidades que vieram estudar na minha escola, de outras escolas. Malu, Feli, Debby, Lina, vocês são ótimos!
Manti velhas amizades. E isso já faz o ano valer.
Não vou me estender a muito mais do que isso. Sei que todo mundo tem mais o que fazer.
Queria dizer "feliz ano novo", mas isso é tão vago, tão sem emoção...
Então, para meus amigos, que não pude, de alguma forma, dizer, e para os desconhecidos que perdem seu tempo ouvindo meus lamentos, gostaria de desejar um ótimo resto de vida. Porque os anos ficam velhos, e a gente sai deles o tempo todo. Gostaria de desejar o melhor... pra todos...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
01:55
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Tá, o ano tá acabando (como se isso fosse o maior acontecimento do mundo... putz, o ano acaba todo ano [ahn?]), e todo mundo está fazendo um balanceamento do que passou, ou falando alguma coisa bonita, ou pensando no que pode melhorar em 2003 (como se fosse acontecer). Mas como sou muito egocêntrica, vou falar de mim (eu, eu, eu, mim, mim, mim).
Fatos (considerados) estranhos na minha vida
Hm, ok. Vou enumerar pra ficar mais fácil pra todo mundo (e quando eu digo todo mundo, eu quero dizer, pra mim).
1)- Eu gosto de Coca Light. Sem gás.
Apesar de muita gente dizer que isso é ruim, que tem gosto de xarope, É MENTIRA! É uma delícia e eu posso provar. Hm, tá, não posso provar, mas é bom, e isso é o que importa.
2)- Eu tenho um álbum de figurinhas.
Estranho que, até os 10 anos, isso não é nada fora do comum, mas com 15 anos, é como se você fosse a escória da humanidade. Qual o problema se eu gasto 25 centavos num pacote de figurinhas pra conseguir completar meu álbum? E é tão fofinho, chama "Amor Perfeito", e eu vou guardar pra minha filha. Meu próximo passo é achar o (acho que já extinto) "Amar é...".
3)- Eu ouço Frank Sinatra.
Não que isso seja estranho. Mas parece que quando as pessoas descobrem isso, elas me olham e dizem "Frank Sinatra, é? Hm... estranho...". Por esse motivo, está aqui. Sim, adoro Jazz. É o melhor, o que mais posso dizer?
4)- Eu converso com meu computador.
Literalmente. Quando ele não está funcionando direito, ou quando pifa algum programa, eu peço pra ele funcionar. Em duas línguas.
5)- Eu não como leitoa.
E não adianta. Um dia em que eu fui jantar na minha tia, numa festa, tinha a cabeça de uma leitoa, inteirinha, bem na minha frente. Pra não ser observada pela cabeça cozida do mamífero infeliz, mudei de lugar. Sim, sentei do outro lado da mesa pra não ter problemas com aquela cena infeliz. Mas as pessoas, de tanto revirar a carne do pobre animal, fizeram aquela cabeça grotesca voltar a olhar pra mim. Conclusão: passei fome, aquela noite.
6)- Eu falo coisas que ninguém entende.
Entende?
7)- Eu posso ficar bem deprimida só ouvindo músicas.
Já ouviu Dirty Three? Nick Cave? Coldplay? Belle and Sebastian? É disso que eu falo.
8)- Eu não quero me casar.
Muito menos lavar meia de marido no domingo a tarde. Isso encerra a discussão.
9)- Eu não saio de casa.
A não ser que tenha um bom motivo. Ou, quando saio a noite com minhas amigas, quando estou realmente disposta. Isso preocupa minha mãe. Não posso fazer nada se minha casa é legal.
10)-Eu tenho o sotaque como o do BamBam do Big Brother.
Faz parte.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:53
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30.12.02  |
Uma coisa ótima das férias é que, não importa o que você faça, tem sempre o dia seguinte pra dormir. Isso realmente é inspirador pra madrugadas na internet ou uma leiturinha noturna (proibida provisoriamente porque "faz muito mal pra vista"). É claro, muita gente adora sair, aliás, tem quem saia toda santa noite.
Isso é muito legal pra quem gosta. Não é muito o meu caso, mas é legal.
Então, enquanto as pessoas ouvem tuntstuntstunts (isso pra quem não sabe, é a batida techno que toca nas boates. Desculpem se a sonoplastia não é boa, estou fazendo o melhor que posso), ou riem de cenas na frente de telas de cinema, ou comem um belo x-tudo em uma lanchonete, eu fico aqui em casa, ouvindo música e descobrindo (ou ouvindo falar de) bandas.
Como ontem, uma amiga, que já me falou de bandas ótimas, como Dirty Three e Rachel's, me disse "faça um favor a você mesma e pegue 'Sunrise, sunset', do Bright Eyes"... tudo bem... peguei, ouvi... ouvi de novo, e de novo... e posso dizer, com certeza, que todo mundo precisa ouvir.
Dá pra sentir toda a emoção que a música passa... realmente ótimo... eu até colocaria a letra aqui, mas quem gostar tem que ter o trabalho de procurar (afinal, nada na vida vem de graça). Então é isso.
Se não gostar, paciência... mas que é realmente ótima, isso é...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:40
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Alguém já conseguiu ler Nietzsche? Quer dizer... eu comprei "O Anticristo", pensando "nossa, esse é daqueles pra devorar, mesmo, finalmente vou poder sair por aí dizendo que já li Nietzsche!"... mas... é totalmente impossível!
Pode ser que minha falta de concentração seja um fator decisivo nesse não-poder, e eu fiquei uma semana inteira pra conseguir entender as primeiras 40 páginas! O que é isso?
Então, finalmente, depois de muito tempo pensando o porque o mundo foi feito como foi e o porque não posso, nesse mundo, entender Nietzsche, acho que cheguei numa conclusão (nada lógica, já é bom ir avisando): o cara realmente não queria que reles mortais com menos de 40 anos entendessem o que ele escreve.
Ou talvez, o pessoal com menos de 20. Ou ainda, no final das contas, isso seja só comigo, muito preocupada com o que tem pro almoço pra entender a complexidade do seu pensamento (e a célebre frase "Deus está morto. Eu o matei.").
Então, encostei o livro. Isso não é muito legal de se dizer. Mas, parece que é sempre assim, se o livro não prendeu minha atenção por mais de uma semana, fica abandonado até sabe-se lá quando, até o dia em que eu disser "ah, ok, vou terminar...".
E, apesar de ele ter prendido minha atenção, não o entendi. Afinal, é Nietzsche.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:24
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29.12.02  |
Já faz um pequeno tempinho que eu não coloco resultado de testes que faço aqui (porque faço milhares de testes todos os dias. Como já disse, sou a rainha da inutilidade. Para quem também pensa em bater meu record [recorde?], eu recomendo o Quizilla, e tal), então, resolvi colocar de um. Qualquer um, porque todos são legais (ou extremamente bobos, depende do ponto de vista).
 What kind of Goth would you be? brought to you by Quizilla
You're a Velvety-Mopey-Goth! You're wardrobe isn't condusive to heat, water, or the natural range of human movement. People may think you're cheesy, but you know it's just because their infantile minds can't fully comprehend the insurmountable anguish of your existence.
É isso aí. Feliz ano novo, pessoal.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:06
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28.12.02  |
Uma coisa meio incrível aconteceu hoje. A palavra que mais falei foi "ótimo".
"Hmm, o almoço estava ótimo". "Nossa, essa música é óótima". "Tem coisa melhor do pegar música? É óótimo!". E várias outras frasesinhas com uma variante de "ótimo". "Perfeito", "demais", "uau"...
Quer dizer... eu nunca digo essas coisas... não em tal proporção... Não sei o que pode ter acontecido. Pode ser o espírito renovando-se para o próximo ano (tá, isso é extremamente improvável, mas nada está fazendo muito sentido, mesmo)... pode ser o tempo (que está muito quente, então não tem relação nenhuma, já que calor não é muito minha praia)...
E a que conclusão eu cheguei? Nenhuma... incrível como podemos ficar alegres sem motivo nenhum...
O que é bom, porque se alguém pergunta "noossa, porque toda a animação?", eu posso simplesmente dizer "ué, a gente tem que ser feliz, não tem?". Mas é ruim por ser confuso.
Hm... estou achando tudo muito confuso esses dias.
Melhor parar de escrever antes que alguém durma.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
18:31
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Queria falar de coisas sérias como uma pessoa séria. Queria citar grandes autores para enfatizar meu pensamento- pensamento tão impensado!-, queria me revoltar diplomaticamente e explicar o que se passou pela minha cabeça ao ler o artigo abaixo. Mas é confuso demais pra botar no papel. Confuso demais pra botar na tela do computador. Confuso demais, até, pra sair pela boca. Então, simplesmente ficou o artigo, e uma mensagenzinha em cima, só pra dizer que me sinto pequena.
Pequena de não poder fazer nada. Pequena de saber, sim, que existe em tantos lugares, no Brasil e lá fora, onde seres humanos sofrem como não posso nem imaginar na mão de outros seres humanos e não posso fazer nada. Absolutamente nada. Pequena de não poder, ao menos, dizer palavras de conforto a essas pessoas. Pequena de não conseguir falar tudo o que estou pensando.
E enquanto estou aqui, esperando minhas mãos deslizarem pelo teclado em palavras realmente importantes, muitas pessoas têm medo de acordar, medo de dormir, medo de agir. Enquanto penso na injustiça- e quanta injustiça!-, muitos só pedem misericórdia.
Mas, ainda assim, vão vivendo. No medo, na solidão, no pânico, na agonia, no desespero, mas vão vivendo. Com uma força extraordinária. Enquanto, aqui, as palavras não saem.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:30
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27.12.02  |
Incrível como a gente se sente pequena quando vê uma coisa dessas:
"Trabalho escravo atinge pobres e imigrantes na França
Lá está ela. Ali, atrás do balcão daquela loja. "Cuidado, a patroa está com ela. Isso é mau sinal; em geral, ela nunca está na loja nessa hora. Estou com medo de que ela esteja desconfiada de alguma coisa". Vamos nos esconder num restaurante aqui perto. Ficamos numa mesa que se revela ser muito prática, um posto de observação impecável que permite acompanhar todas as idas e voltas no interior daquela loja. Sentada diante de uma bandeja de sushis, fitando cada movimento por trás da vitrine, Céline Manceau, 33 anos, responsável jurídica no Comitê contra a Escravidão Moderna, conduz o seu inquérito, à espreita do momento em que a "empregada" estará sozinha.
A dona da loja vizinha foi informada. Ela vem nos avisar de que a patroa foi embora. A empregada está atrás do balcão. Ela tem um semblante esquisito. Há manchas de eczema em volta dos seus lábios, uma espécie de pelagra por baixo dos cabelos, crostas suspeitas sobre os lóbulos das orelhas, um grande hematoma no meio da testa. Perguntamos se ela está bem, ela responde que sim, está tudo bem. Falamos sobre bolos, cães e gatos, a previsão do tempo. E, em seguida, sem transição: "Alguém bate em você?" Então, ela arregala os olhos, e mantém o olhar fixo sobre as nossas pessoas, sem nada dizer, durante um longo minuto de silêncio. "Ela não quer que eu fale", responde ela então.
Em seguida, ela começa a disparar, como se ela estivesse recitando um texto decorado. Diz que ela bateu a cabeça sozinha contra a porta do forno. Acrescenta que os lóbulos das orelhas e os cabelos arrancados "não é nada grave, não é o que parece". O que será, então? De novo, o olhar fixo. "Não posso falar", prossegue, "se eu fizer isso ela vai me dar uma surra igual àquela de ontem".
Uma deficiente mental leve, ela acaba contando todo o resto sem parar por um instante sequer. Ela explica que é francesa, tem 50 anos, e que ela costuma ser insultada e surrada severamente quase todos os dias (a porta do forno parece ser utilizada para este fim repetidamente), que ela trabalha das 6h ou 7h da manhã até às 22h, inclusive aos fins-de-semana e nos dias feriados, e que ela executa toda e qualquer tarefa, sem nunca receber retribuição alguma - "Quisera eu ser remunerada, ora".
Ela diz desconfiar das pessoas que pretendem ajudá-la, até mesmo dos policiais que apareceram um dia para interrogá-la. Ela não confia em ninguém. A patroa levou a sua bolsa com os seus documentos. Aonde ela iria, para começar, sem os seus documentos? De nada adiantaria. De qualquer forma, a patroa acabaria a encontrando para lhe dar mais uma surra. "Vocês não a conhecem, não têm idéia até que ponto ela é maldosa".
Essa cena está acontecendo na França, numa grande metrópole. No nosso país. À luz do dia e à vista de todos. Você não acredita? Em 1994, quando elas fundaram o Comitê contra a Escravidão Moderna, num sótão e sem quaisquer recursos, as jornalistas Dominique Torrès e Sylvie O'dy tampouco acreditavam que tais coisas podiam ocorrer. Pelo menos, não até esse ponto. Elas suspeitavam que um ou dois casos por ano podiam surgir nas casas de diplomatas, e é só. Para elas, isso já era o suficiente para se sentirem indignadas e chamarem a atenção para a noção não-jurídica de "escravidão moderna".
Muitos acharam aquilo engraçado. Senhoras, a escravidão está abolida na França há muitos séculos, disseram. E todos eles tiravam um sarro, assim que elas iam embora. "Vocês viram aquelas duas histéricas que querem dinheiro para combater os escravistas dentro da nossa República?", comentavam. Nem mesmo os policiais suspeitavam da existência dessa praga. Nem os serviços de urgência dos hospitais, nem o Samu social (Serviço de Assistência Médica e Emergência), nem os comerciantes nem os vizinhos. Desde então, muitos deles acabaram reconhecendo: "Nós víamos chegar garotas com o rosto ensangüentado e que não falavam francês, e as mandávamos de volta para os seus patrões sem entender nada".
Agora, eles entendem. Cada vez mais, eles estão cientes do problema, chamam o comitê, alertam as autoridades. Os escravos estão surgindo por toda parte. Eles são centenas ou milhares, ninguém sabe ao certo. Só neste ano de 2002, e apenas na região parisiense, de janeiro a outubro, 250 casos foram assinalados para o comitê, o qual acaba se encarregando, após um inquérito dos juristas da associação, de dois casos em média por mês, uma vez que os outros são encaminhados para outras instâncias jurídicas - casos de tráfico sexual, violência doméstica, exploração, mas não de escravidão -, ou ainda porque as vítimas se recusam a denunciar na Justiça os seus empregadores.
"No começo, cometíamos inúmeros erros", conta Céline Manceau. "Não sabíamos ao certo o que fazer. Agora, abrimos um inquérito para cada caso denunciado e os dossiês que encaminhamos para o tribunal são inquestionáveis. Não podemos nos dar ao luxo de ser ridículos".
Por força de teimosia, o comitê acabou conquistando a sua credibilidade. No espaço de oito anos, ele se encarregou de cerca de 300 dossiês e obteve a realização de cerca de 30 processos, dos quais todos resultaram numa condenação dos empregadores. Eles são cinco assalariados e meio - sendo uma diretora trabalhando por meio-período (Zina Rouabah, uma personalidade da mídia que já dirigiu o jornal "Libération" e a agência de notícias Vu), três juristas, uma assistente social, um secretário-geral e 160 advogados
benévolos.
Todos eles abraçaram esse combate de leões que consiste em lidar com questões judiciárias, sociais, administrativas, uma luta que implica registrar depoimentos, conduzir inquéritos, redigir as conclusões destinadas ao tribunal, manter contatos com os policiais, enfrentar os empregadores das vítimas (a tarefa mais perigosa), acompanhar e amparar essas vítimas nos planos psicológico e material (o que implica em protegê-las das represálias, prestar-lhes assistência médica, ajudá-las, alimentá-las, vesti-las, orientá-las para formações profissionais, proteger eventualmente a sua família que permaneceu no país).
Isso sem contar as pressões contínuas para informar, sensibilizar, e também modificar as leis. Trata-se de um trabalho de titã, de uma missão humanitária que nada nem ninguém na França, nem sequer uma associação, assume além deles. "Se fizéssemos uma pesquisa de opinião quanto à utilidade desse comitê, a unanimidade seria superior àquela conseguida por Saddam no seu referendo", resume Dominique Torrès.
Mas um drama está surgindo no horizonte: o Comitê contra a Escravidão Moderna vai desaparecer. Isso se as subvenções não forem renovadas e não permanecerem idênticas ao que elas foram em 2002. E, de fato, tudo indica que esse desastre vai mesmo acontecer, neste final de dezembro. Dos sete ministérios que costumavam apoiar financeiramente o comitê, dois não renovaram sua ajuda (os ministérios da Cidade e o Serviço dos direitos das mulheres), enquanto todos os outros, na sua maioria, vinham alocando quantias muito inferiores.
"Pedimos emprestado aos amigos, obtivemos um crédito bancário e adiantamos dinheiro do nosso próprio bolso para pagar os salários de junho", nota Sylvie O'dy. Resta a encontrar cerca de 60 mil euros (cerca de R$ 217 mil) para fechar o orçamento de 2002. Caso contrário, o Comitê não conseguirá sobreviver além do próximo mês de março. Quem cuidará então das vítimas? As que já vêm recebendo proteção serão colocadas na rua? E as outras?
Enquanto isso, é preciso continuar como se nada estivesse acontecendo. Continuar o trampo em defesa deles, os escravos modernos. Em defesa desta jovem togolesa, por exemplo, que uma equipe está acompanhando ao tribunal correcional de Versalhes, no último dia 12 de dezembro. Na sala de espera, visivelmente aterrorizada, ela avista os seus antigos "patrões", de origem togolesa, eles também. Ela evita cruzar os seus olhares, sorri timidamente e confessa: "Estou com um pouco de medo, a minha cabeça está girando".
Ela teve a coragem de dar queixa na Justiça, o que não é pouca coisa. A maioria dos escravos domésticos se recusa a perseguir os seus patrões. Tudo isso é o resultado de uma mistura curiosa de sentimentos: medo do futuro, condicionamento, síndrome de Estocolmo, resignação por respeito pelas tradições locais. E, acima de tudo, o medo. Um medo-pânico. Medo de acabar no olho da rua ou na prisão, o que não deve ser excluído, sobretudo quando os seus documentos não estão em regra. Medo das represálias contra a sua família. Medo de que os patrões, em qualquer lugar do planeta, os persigam para matá-los.
A história desta jovem togolesa não passa de um caso banal, o fato normal no dia-a-dia do Comitê contra a Escravidão Moderna: um abuso de vulnerabilidade para serviços não-remunerados. Não houve sevícias (exceto quando ela tentou fugir) nem estupro, apenas uma servidão reforçada por humilhações, e, é claro, nenhum salário.
No Comitê, aparecem todos os tipos de casos. Até mesmo a morte de uma jovem garota de Madagascar que havia sido seqüestrada, torturada, surrada, que fora obrigada a oferecer o seu corpo aos convidados de seu patrão, e que morreu das conseqüências de seus ferimentos. Para ela, uma comissão rogatória internacional foi lançada.
Até mesmo aquela marroquina, sovada e estuprada pelo seu patrão, que ficou grávida em conseqüência do estupro e que abandonou o filho que teve (o caso foi encaminhado perante o tribunal correcional para casos de golpes e ferimentos, uma vez que o estupro não foi levado em conta).
Até mesmo o desaparecimento total da doméstica trabalhando para uma personalidade estrangeira extremamente poderosa, e que "sumiu" repentinamente após ter sido atropelada por uma Mercedes preta, um caso que ainda vem sendo objeto de um inquérito.
Houve também o célebre caso Vincent Bardet, filho do co-fundador da Editora do Seuil e então diretor da coleção "Points-Sagesse" (Pontos Sabedoria), que foi processado junto com a sua esposa por ter explorado uma togolesa em situação irregular e menor de idade no momento dos fatos (o caso, que já foi julgado pela Corte de Cassação, voltará a ser julgado).
Houve ainda o caso dos empregadores de Menja, uma jovem malgache. Condenados em apelo, os seus empregadores formavam um casal acima de qualquer suspeita: ela, uma gerente de uma sociedade de exportação de frutos do mar, ele, um engenheiro geólogo trabalhando na sociedade petroleira Elf.
Os novos escravistas têm boa aparência. Na maior parte do tempo eles parecem ser bem-educados e costumam ter bons empregos, até mesmo com funções executivas. Em suma, eles se parecem com cidadãos normais. Eles têm o rosto da empregada doméstica africana que explora quem é mais pobre do que ela, ou ainda do jovem francês adido de cooperação, um cargo de alto nível, casado com uma mulher nativa do país onde ele se encontra, ou ainda o aspecto pacato de um banqueiro de província.
Estes dizem quase sempre a mesma coisa. Que eles não vêem o que há de errado. Que a vítima tem muita sorte por ter encontrado um teto na casa deles. Que ela faz parte da família, e trabalha sem problema da primeira hora do dia até a noite, inclusive aos domingos e nos feriados, e que ela é remunerada por uma "caixinha" invisível.
Mesmo as acusações - comprovadas - de que a vítima costuma dormir no chão do banheiro, que ela come em separado num canto da pia da cozinha, que ela tem as mãos dilaceradas ou leva sinais de golpes por todo o corpo, tudo sempre encontra uma justificação. "Nunca, nem sequer uma vez, vimos um empregador demonstrar ter qualquer remorso", afirma ainda Sylvie O'dy, sem esconder o seu espanto com isso.
Quanto aos escravos, encontra-se de tudo. Até mesmo, homens. Até mesmo, cidadãos franceses e maiores de idade, e isso, mesmo se a maioria é formada por mulheres jovens, estrangeiras, subjugadas por empregadores oriundos da mesma comunidade.
O problema é que a escravidão não existe oficialmente. Pelo menos, segundo a Justiça francesa: não se inscreve no código penal uma realidade abolida. Quanto à definição do dicionário Robert, "submissão a uma autoridade tirânica", ela significa uma quantidade excessiva de coisas para se possa tirar dela uma lei. Na falta de um texto melhor, dois artigos do código penal (225-13 e 14) agrupam elementos de infração em torno do abuso de vulnerabilidade ou de dependência de uma pessoa: constitui um delito obter dela o fornecimento de serviços não-retribuídos, submetê-la a condições de trabalho ou de moradia incompatíveis com a dignidade humana.
Mas, quanto à vulnerabilidade, como caracterizá-la sem sombra de dúvida quando a vítima é maior de idade, e se ela não foi seqüestrada? A resposta é uma sutil complicação psicológica. Há a distância da pátria de origem, o isolamento, a perda das referências. E, sobretudo, ainda e sempre, o medo. Então, em muitos casos, os escravos poderiam fugir mas não fogem. É essa atitude que suscita às vezes os sarcasmos, a incompreensão do magistrado.
No decorrer dos processos, Céline Manceau ouviu muitos desses magistrados caçoarem das vítimas. "Me diga, por que ela não deixou os seus carrascos já que ela tinha as chaves da casa?", perguntavam. Subentendido: uma garota que trabalha como empregada doméstica sem ser remunerada, é porque ela deve encontrar outras compensações. E, no caso, o que há de mal nisso?
Caso o seu crime for comprovado, os escravistas podem ser condenados a penas de até dois anos de prisão e a uma multa de 76 mil euros (R$ 275 mil). Mas essas penas costumam ser reduzidas em geral a alguns meses de prisão com direito a sursis. Tais sentenças deixam indignados os funcionários do comitê. Para Céline Manceau, "as ofensas contra as pessoas costumam ser sancionadas com menos firmeza do que os prejuízos causados aos bens. Se roubar uma moto ou um rádio, você nunca consegue um sursis".
Uma das esperanças do Comitê, na esteira do relatório da missão parlamentar presidida por Christine Lazerges (e publicado em dezembro de 2001), é de conseguir obter a aprovação de uma emenda da lei sobre segurança interna: se a noção de tráfico de seres humanos for introduzida no código penal, a luta contra a escravidão moderna terá conseguido um avanço importante.
Mas, quem vai cuidar de encaminhar esses casos para a Justiça? Atualmente, o comitê recebe um novo caso por dia. O pessoal não consegue dar conta das tarefas. Os meios estão cada vez mais escassos enquanto o número de vítimas aumenta constantemente.
Atrás do balcão de sua loja, a empregada do começo desta história continua até hoje com um hematoma no meio da testa. O seu dossiê está nas mãos do substituto do procurador. Já a audiência à qual deveriam comparecer os patrões da jovem togolesa, no tribunal correcional de Versalhes, foi adiada para o mês de março de 2003. Até lá, se nada acontecer, o Comitê contra a escravidão moderna terá fechado as suas portas. Então, as vítimas não representarão nenhum problema para a sociedade, já que não se falará mais nelas."
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:05
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26.12.02  |
Tá. Vamos refletir porque ficar nervosa não adianta nada. O que acontece quando você programa uma viagenzinha (porque nem viagem é, a cidade fica a 40minutos daqui), tudo porque sua mãe disse "o papai vai lá, quer ir junto?", acorda e descobre que seu pai foi sem você?
Sabe o motivo? "Ah, você ficou acordada até as 5 da manhã, não achei que ia levantar às 8h..."
Argh! O que custa perguntar??
Mas, enfim. Estava tão nervosa quando comecei a escrever (sim, em dois minutos, todo o nervosismo já passou, e daí?), e agora percebe o tanto de besteira que tem nesse meu blog.
É muito incrível alguém ler. É quase inimaginável. Mas, afinal, talvez o espírito natalino tome conta das pobres almas cibernéticas e faça com que elas tenham pena dessa pobre coitada que tem tanto a escrever que fala de como ficou nervosa com sua mãe por uma coisa sem importância.
Vai entender a humanidade...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:36
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Sim! Hoje posso me dizer realizada! Finalmente eu posso sair na rua e dizer "sou totalmente inútil e tenho como provar"!
Para os que acham que eu finalmente pirei, aqui vai a minha explicação totalmente lógica para o evento:
A explicação
Há dias venho entrando num tal site chamado Football Aid só para o seguinte propósito: Jogar um joguinho desgraçado onde uma bolinha não pode cair no chão, você tem que ficar clicando nela o tempo todo. O problema é que eu sou inútil e não poderia jogar só uma vez, conseguir 12 pontos e dizer "ah, tá bom".
Não... e cá está o resultado de tanto esforço:
Sim. 58 pontos. E me orgulho deles no jeito mais patético de que alguém pode se orgulhar de uma bolha no pé causada por chutar repetidamente uma bola (eca).
E é isso. Meu trabalho está feito. Agora, posso morrer em paz.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:03
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Então... chegou o Natal... e é isso... um dia nublado, com cara de Domingo, cada um pro seu canto, alguns de ressaca, outros no hospital (sim, tem um caso de um tio meu que bebeu e comeu tanto ontem que foi internado hoje...), e eu com as lembranças da véspera.
As lembranças da véspera
Pra começar, não trocamos presentes na casa da minha tia. Não... porque lá, não há trocas de presentes. O que, na minha opinião, quebrou ainda mais a tradição que eu tinha na cabeça e me fez esquecer cada vez mais que é Natal.
Mas, ok. Não trocamos presentes na minha tia. Trocamos em casa, mesmo, antes de ir. Muito simpático, mas 4 horas antes da meia noite.
Chegando lá, fiquei bocejando um bom tempo até que o resto do pessoal começasse a chegar. E, quando chegaram, tive que ficar ouvindo sobre os problemas de ovário de uma tia, e piadas de um tio cheirando a cerveja.
Tudo dentro dos conformes.
E é isso. Esse é o natal.
Como disse um amigo: "straaaaange day"...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:01
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25.12.02  |
 Que personaguem de Senhor dos Anéis você é?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:38
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24.12.02  |
É simplesmente insuportável quando todo mundo está no clima de Natal, menos você.
Hoje minha mãe resolveu me acordar. Tudo bem, muitas mães acordam as filhas sempre, isso é comum. Mas acordar cantando musiquinhas natalinas, acredito que só minha mãe o faça. "É Natal, é Natal, tralálálálá". E, vendo que eu, deitada ao contrário na cama (por motivos óbvios de insônia), abriu a janela na minha cara e começou "BOM DIA, SOOOL!!! BOM DIA, DIA!!".
Meu Deus, alguém tire essa mulher do meu quarto!!!
Vendo que não teria jeito, que ou ela me acordava, ou eu estragaria todo o seu dia (e, por favor, eu não queria que isso acontecesse), me levantei e, com muito sacrifício consegui acordar (sim, eu me levanto antes de acordar, o que me deixa com uma cara de zumbi incrivelmente assustadora).
O resto do dia foi um martírio, já que amanhã é véspera de Natal. "Hoje é a antevéspera. Vamos já preparar tudo". Oh, não.
Se existe um Deus, isso vai acabar antes que alguém se mate.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:42
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23.12.02  |
Uma das relíquias de mamãe:
A vida é o próprio mar. Venturas e desventuras são suas marcas, mas cabe ao navegador acreditar que sua força está em seu pensamento, que é a onda destruidora das tormentas, e que a palavra escrita poderá levá-lo a outros mares".
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
03:05
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22.12.02  |
Estamos quase no Natal... não que isso seja super hiper ultra especial, mas, não sei... parece que tem alguma coisa no ar pra deprimir. E não melhora começar a ouvir músicas que matam, Ben Harper, ColdPlay, Belle and Sebastian, Blur, Cazuza, Frank Sinatra, Fred Astaire... eu podia levar horas citando grandes nomes que fazem grandes músicas...
E, é como se alguns compositores acordassem e pensassem: "como vou deprimir a Aline, hoje?"... é ridículo, mas faz um pouco de sentido... ou não... ou é simplesmente mais uma fase melancólica... que pode passar a qualquer momento... ou ficar por horas... dias... semanas...
Realmente, não dá pra entender como funciona a nossa cabeça... num momento, estou ouvindo Jorge Ben e cantando sem parar "mó.. nu pá tropí...", e no momento seguinte, começo a ouvir o pianinho insistentemente triste da Sarah Mclachlan até começar a falar "ah, droga... ".
Então... ah, droga...
PS: se você não entendeu lhufas, não se preocupe... eu também não...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:38
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21.12.02  |
É pra isso que servem amigos... olha o que eu recebi por e-mail de uma "amiga" (Lid, sem comentários).
O POEMA DA FODA
Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
Uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.
Fodem velhos, fodem velhas,
Fode cão, fodem cadelas.
E pra ficar com cabaço,
Fodem o cú das donzelas.
Fodem moscas e mosquitos,
Fode aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão
Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.
General fode Tenente,
Coronel fode Capitão.
E o Presidente da República
Vive fodendo a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O Pastor fode o irmão.
Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.
E você, meu nobre amigo(a)
Que agora esta a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder!!!
Feliz Natal.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:44
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'San Marino'
"Eu lia uma obra geográfica à sombra de uma pimenteira em flor, quando uma abelha veio pousar, inesperadamente, na linha de uma página aberta, que dizia: 'A república de San Marino fica nos Apeninos, no centro da Itália'.
Como eu não achasse qualquer nexo entre o inseto e a frase, espantei-o com delicadeza.
A abelha, batendo suas asas de mel, sumiu pelo vão das folhas.
Antes de retomar a leitura, pensei: às vezes, em minha vida, há acontecimentos que não fazem sentido.
E eu - infelizmente - não posso sair voando."
[Papéis achados na bolsa de um Canguru, Cláudio Feldman]
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:08
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20.12.02  |
Não é estranho quando o dia está acontecendo à volta, mas é como se você não estivesse participando?
Ao menos é estranho pra mim. Eu sempre me vi como espectadora do mundo, só observando, mas nunca dava muito certo, as palavras (ridículas ou não) acabam saindo da minha boca sem eu querer, e fazem seu estraguinho particular. E essas palavras são como meu passaporte para a tragédia da vida.
Hoje, não. Hoje acordei cedo, minha mãe tinha marcado uma hora na cabelereira pra mim, pra pintar o cabelo (com as festividades de final de ano, "tudo tem que estar impecável", incluindo também minha madeixas vermelhas). E, estranho, eu não senti a menor vontade de falar. Nem pra reclamar do horário, nem pra perguntar nada. Fiz as coisas maquinalmente e fui. Não abri a boca no salão, a não ser quando já estava pra ir embora e a cabelereira perguntou "Gostou da cor?".
Fiquei observando as outras pessoas, sobre o que elas conversavam, como elas agiam. Notei que elas me olhavam muito, meu palpite é que acharam muito estranho eu não abrir a boca nem pra respirar. E notei também que tudo girava em torno de comida. Daí, talvez, o esteriótipo sobre as conversas femininas.
Mas, afinal, não me importa. Sou, finalmente, apenas uma espectadora do mundo. Nosso tão estranho e lunático mundo.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
16:36
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Dispensando comentários.
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posted by ALINE MACBETH @
19:33
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19.12.02  |
Grande problema natalino: minha mãe me pergunta "o que você vai querer de Natal?" e pela primeira vez em toda a minha existência eu pensei... pensei... pensei... e disse, finalmente, "sabe que eu não sei".
Então, nas últimas duas semanas, tenho recebido certa pressão pois, se eles presenteiam minha irmã, pensam que tem que fazer o mesmo comigo. Ok, a gente pensa. Mas... nada!
Tem que ser algo barato (claro, se não tivesse limite de preço, eu pediria uma viagem, ou uma filmadora, ou uma máquina fotográfica profissional, e tal, mas não temos grana, o negócio está feio). Então... deixem comentários (tudo bem se quiserem falar que o Natal é pura merda capitalista, e tal, concordo, não vou me sentir irritada, nem nada... porque, afinal, quem não gosta de presentes?) dizendo o que vão ganhar, ou ganharam e gostaram, e tal.
A sociedade confusa agradece.
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posted by ALINE MACBETH @
22:59
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18.12.02  |
 Que droga você é viciado?
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posted by ALINE MACBETH @
14:34
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Fiquei um tempo longe do computador. Acho que estou viciada, então vou tentar, aos poucos, diminuir a dose.
Esse negócio de Férias não está me fazendo muito bem. Quer dizer, durante o período das aulas, eu posso ficar na tpm à vontade, e descontar em tarefas, professores, xingar a diretora ou brigar com alguém da minha classe que não vai muito com a minha cara. Mas... nas férias... tudo muda! Porque, se eu brigar com a minha irmã, ainda assim vou ter que dar beijinho de boa noite. O mesmo com meus pais. Isso é terrível, meu mundo pode desabar.
Assim sendo, vou me distanciar do pc. Isso aqui é uma droga, sabiam? Depois que você vicia... há!... Já era. Meses e meses até a total recuperação. E o tratamento é vitalício, já que, qualquer deslize pode trazer de volta lembranças de chats com os amigos no fim de semana, conversas com alguém da Austrália até às 5h da manhã, sua primeira home page...
É preciso ficar 24h por dia, 7 dias por semana esperto pra não ter uma recaída.
Com essa descoberta, vou parar de entrar todos os dias na internet. É um choque, eu sei, mas é preciso. Pode ser difícil no começo... eu posso ter que sair no sol... ouvi dizer que ele queima e sua pele escurece... Posso ter que andar quarteirões e desvendar o mistério do orelhão. Mas eu consigo.
Contarei minha história. Serei um exemplo. Sim!
Se é para o bem do povo, e bem estar geral da nação, eu digo que saio!
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posted by ALINE MACBETH @
14:23
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Você é louco? por Alito
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posted by ALINE MACBETH @
13:32
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17.12.02  |
Eu odeio, simplesmente odeio tpm. Odeio esse negócio de que é coisa de mulher. Mulher sofre a vida toda.
Analisemos os fatos: começamos ao nascer. Primeiro que, se nascer fosse bom, ninguém chorava. Prova de que, de pequena, já dá pra saber que esse mundo não presta.
Daí, a infância até que é boa, por assim dizer. Uns joelhos ralados, um braço quebrado, nada de muito anormal. Mas aí vem a maldita puberdade. E, com ela, hormônios e sangue pelas pernas. Irritação, cólicas, mudanças no corpo que ninguém, por mais que estudem, consegue explicar. Daí você acostuma com sua altura, com suas "curvas" (termo horrivelmente machista, mas que tive que usar para entendermos o sofrimento feminino). Mas as cólicas e o mau humor vão e vêm como se fossem seus donos. E, claro, sempre tem que ouvir "iiih, tá naqueles dias". Só pra ajudar.
Mas, um dia, o sangue tem que acabar. E é aí que você percebe que engravidou. Enjôos, inchaço, mudanças de humor, sentimento de que ninguém te ama, fora os sintomas não tão comuns porque "nenhuma gravidez é igual a outra". Ok, então. Você carrega, por nove meses, uma melancia na barriga. Toma banho com ela, sofre dores nas costas com ela, não consegue abaixar, e sempre carregando toda a parafernalha de bebê, porque pode nascer a qualquer momento.
Daí, chega a hora do nascimento! Finalmente, você vai poder descansar um pouquinho as costas! (obs: não me leve a mal, eu adoro crianças. Mas isso é porque nunca tive filhos). Contrações, hospitais, drogas, parto normal, complicações, mais drogas, um bisturi e uma cesária.
Mais dor. E, além de ter um ser humano inteirinho sob sua responsabilidade, você tem, de volta, sua velha companheira de guerra, a menstruação. Fora, é claro, o tempo passado no hospital até receber alta.
E, depois de todo o processo já conhecido, você, por fim, pára de menstruar. E não está mais grávida.
Chega a menopausa. Calores, aumento de peso, reposição hormonal, dores em todo e qualquer lugar, sem contar a sensação horrível de saber que já está com "uma certa idade".
Com isso, posso dizer, seguramente, que a mulher só pára de sofrer quando morre. Isso, é claro, pra quem não acredita em vida após a morte. Porque, para os crédulos, é bem provável que não pare por aí o sofrimento.
Enquanto isso, o marido vai estar no sofá assistindo ao jogo do Flamengo, reclamando que você não leva logo a maldita cerveja! E ainda diz que mulher não sabe o que é levar um chute no saco.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:12
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16.12.02  |
TPM. No Aurélio: Síndrome de tensão pré-menstrual. Gin. Med. 1. Síndrome que pode ocorrer em dias que precedem a menstruação e que se caracteriza por fenômenos mentais (irritabilidade, insônia, instabilidade emocional), cefaléia, mastalgia, distensão abdominal, constipação, poliaciuria, adinamia. [Sin.: síndrome pré-menstrual, tensão pré-menstrual.]
Tá tudo explicado
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posted by ALINE MACBETH @
23:26
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15.12.02  |
"Moscou. O rio. O muro de tijolos do Kremlin com suas torres e portais. As cúpulas douradas das igrejas sobre as quais o sol se espelha. Erguendo-se no céu, os pontudos edifícios brancos- o novo semblante da cidade gigante. Os navios brancos sobre o Moscova. Largas avenidas, cercadas de árvores, como em Paris. Os parques com suas idéias e canteiros de flores.
Moscou. A 'cidade branca'. Oito séculos contruiram-na.
Moscou, 'o coração do mundo', como dizem os russos."
[Amores sobre o Don]
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posted by ALINE MACBETH @
22:48
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Uhuuuuu
Não sou Santista, mas ver a cara de perda dos corinthianos já é uma vitória!!
Saaaaannnntooooss!!!
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posted by ALINE MACBETH @
21:12
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Assisti hoje a tarde "Jogo de Intrigas" ("O"), com Josh Hartnett, Julia Stiles e Mekhi Phifer.
A história é a modernização de "Othello", de Shakespeare, onde Hugo (personagem de Josh Hartnett) inveja tanto Odin que faz uma corrente de intrigas envolvendo sua namorada, seu melhor amigo e um menino que quer ter sua namorada. Tudo sai tanto do controle e... bom, não vou ficar contando, quem gostar da idéia de assistir, que veja como acaba.
Eu gostei. Mas, claro, não vou ficar falando muito porque não ganho comissão de ninguém.
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posted by ALINE MACBETH @
17:58
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Estava já há algum tempo pulando de link em link, lendo de cada blog um pouco, comentando o que achava que deveria, ignorando o que parecia inútil- para mim- continuar vendo, quando achei uma história surpreendente, li cada linha como se fosse um clássico da literatura mundial que devesse fazer parte da minha vida.
Em [Eu beijei um Sapo...], li, ainda que não inteira, a história real de uma menina que, aos 19 anos, viu seu mundo desabar ao engravidar, casar, e se divorciar de quem ela julgava ser seu "Príncipe Encantado".
Apesar do título, que pode fazer parecer um blog cheio de piadas e conversa pra jogar fora, logo no primeiro post ela diz: "Terá fatos que marcaram minha vida profundamente e que poderiam ser evitados se não fossem erros meus e, posteriormente, de outras pessoas.
Espero que você possa tirar alguma lição disso, pois este é o meu objetivo...".
Muitas histórias podem ser como a dela, mas toda vez que se ouvir falar de uma, é um novo choque. A história se repete, mas a indignação é cada vez maior.
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posted by ALINE MACBETH @
02:12
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Fui no cinema com Carol e Má assistir "Doce Lar". Não sou crítica de cinema, nem nada que chegue perto disso, mas não foi um filme que me prendeu tanto a atenção. Também não saí falando "nooossa, que demais! acho que vou assistir de novo!". Sei lá.
Achei meio água com açúcar...
Depois disso, fui com meus pais e minha irmã comer uma pizza pra comemorar o [sem presentes] aniversário do meu pai. Comemos, meu pai fez um discurso do tipo "Obrigado por mais um aniversário cheio de presentes", viemos embora.
E cá estou eu. Do mesmo jeito que estava quando voltei da casa da Larissa, ao assistir "A Bela e a Fera". De pijama, sem expectativas, sem planos pra amanhã, ou depois de amanhã, ou depois de depois de amanhã. Do mesmo jeito que estava na semana passada, e na outra, e na outra.
Um verdadeiro círculo vicioso. É como um cigarro, mas sem toda a fumaceira e o câncer de pulmão e/ou boca e/ou esôfago, e afins.
E cá estou eu. De novo. E de novo. Até o dia em que se lerá num mortuário. "Menina de 15 anos morre após overdose de Internet". Ou de Blog. Não importa qual é a overdose. Vejo que assim vai ser minha morte, e parece-me que não vai demorar a acontecer. Mesmo se levar o que chamamos de "anos", a vejo próxima. Pode parecer meio fatalista, mas o que são cem anos para o Universo? Ou nem tão longe... o que são cem anos para a Terra? É, para nós, pobres mortais que terminaremos nossos dias decompondo-nos em uma caixa, como um minuto. Um segundo. Não sei como a Terra conta o tempo. O meu é contado da maneira mais estranha.
Percebi que uma fração de segundos pode demorar séculos para passar. Ou não. É tudo relativo.
E mesmo a relatividade é relativa. Então vou parar por aqui. Não vou enlouquecer mais ninguém com palavras que não fazem sentido algum fora da minha mente.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:06
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Hoje assisti, em Dvd, a nova versão, com a nova música, de "A Bela e a Fera", que, na minha opinião, é o melhor clássico já produzido pela Disney. Estava eu, aqui, solitária em minha já conhecida cadeirinha do computador, quando a Larissa ligou. "Aliiine. Adivinha o que eu aluguei...". Hoje não era um bom dia para adivinhações, então, ela disse, e eu fui, toda contenta (haha) até a casa dela, para brincarmos num joguinho (quem tem Dvd tem dessas regalias...), ver o making off e ver o filme, com a nova seqüência musical. Em três línguas diferentes.
Como é bom ter dinheiro...

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posted by ALINE MACBETH @
19:16
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14.12.02  |
Neste fatídico dia de minhas férias, típico do verão, neste dia quente, ensolarado, com uma cara enorme de "Sábado", meu pai faz aniversário!
Minha mãe, irmã e eu esperamos ontem, até a meia noite, para entrar na sala, cantando o típico "Parabéns pra você", com as mesmas coisas típicas, puxando as orelhas, dando abraços e beijos, e não se cansando de dizer "o presente que é bom, esqueci de trazer".
Ele merece... merece um bom descanso e um tempo pra esfriar a cabeça... não que ele vá fazer isso, mas merece...
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posted by ALINE MACBETH @
13:27
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É incrível como às vezes, um estalo, uma música, um momento te faz pensar... E não precisa ser um momento especial, perto de alguém especial, num lugar especial... normalmente, essas coisas acontecem quando menos esperamos, longe de tudo, longe de todos, onde só o seu pensamento chega. E é quando mais precisamos dele.
Isso é ótimo.
Estava me sentindo vazia. Nada, absolutamente nada fazia mais sentido. Todos os anjos do mundo não me fariam ver a beleza do universo. Foi meio o efeito "férias" que me fez isso. Desde que parei de acordar cedo todos os dias, naquela rotina cansativa, que parei de escrever no meu caderno, minha fonte, meu confessionário. Simplesmente parei. Nunca mais, desde o último dia em que fui na escola, abri meu caderninho encapado com papel-camurça azul marinho para escrever sobre o que estava pensando.
É como se eu não estivesse pensando.
E, realmente... não estava... não estou... porque ainda não abri meu caderninho. Ainda não me levantei da cadeira do computador pra pegar meu caderninho dentro da minha bolsa. Mas, agora, entendi o porque do vazio.
Entendi porque, mesmo saindo todos os dias nessa semana, senti o tédio, senti a solidão, a falta de expressão.
Finalmente, em semanas, ouvi, realmente, música. Ouvi com sentimento. Entendi o que cada letra quis dizer, em universos tão diferentes que rodeiam minhas mp3's.
Depois de tanto tempo vazia, não posso, do nada, voltar a escrever no meu caderninho como escrevia. Seria como, para um católico, passar muito tempo sem ir à missa e, no seu primeiro dia de volta, comungar. Ou um prisioneiro de guerra que passou meses a pão e água, comer num banquete logo ao sair da prisão.
Preciso esperar... me recuperar... entender melhor o que está me acontecendo... Mudanças acontecem todos os dias dentro de nós, é o curso natural das coisas. O difícil é entender tudo isso.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:27
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13.12.02  |
Estou sem inspiração para escrever há dias... O que é bem visível nos textinhos vagabundos que eu tenho escrito aqui, e a grande quantidade de testes inúteis que tenho feito. E não tenho nada sobre o que posso escrever... não me vem nada na cabeça...
Inspiração!! Onde estão as musas???
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posted by ALINE MACBETH @
22:55
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 Take the ICQuiz!
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:38
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Alguma dúvida?
O que fazer num baile de formatura onde todo mundo- com pouquíssimas excessões- está bêbado e/ou drogado, a banda é horrível, as pessoas são aquelas que você mal consegue olhar na cara sem pensar em dar um tapa e, o pior de tudo: você não estava com a menor vontade de ir? Ir do mesmo jeito, poderia ser legal se juntar com as amigas, dançar a Ragatanga só pra rir da bobageira que é, conversar, olhar em volta e ver o que está acontecendo...
Bom... vimos o que estava acontecendo...
Lá pelas 2h da matina, já estava com vontade de ir embora... do tipo "meus pés doem, não estou fazendo nada, em casa estaria no meu computador ou na minha cama, o que seria muito mais proveitoso do que estar de pé aqui sem fazer nada". Mas, resolvi ficar. Carol, Má e Lí estavam comigo.
Não sei que horas eram, quando começou uma agitação perto de onde estávamos. Uma meia dúzia de idiotas começaram a "se estranhar", enquanto uma menina desesperada gritava e chorava lá no meio para eles pararem. Saimos de perto, mas ficamos vendo o que estava acontecendo, enquanto a Lí ia ver se o irmão dela estava no meio (o que era meio óbvio).
As brigas iam e vinham, é como uma praga... um começa, todos os outros querem fazer igual, até que uma hora fugiu um pouco do controle e começaram a tacar cadeiras e mesas (???)...
Dá pra imaginar a correria que foi, fui praticamente arrastada para o banheiro, onde todas as meninas se espremeram num calor insuportável.
Quando tudo pareceu acalmar (= a festa acabou, acenderam as luzes, a banda parou e todo mundo foi pra fora), fomos até a lanchonete comer uma batata frita e ver o que mais acontecia (porque os bonitinhos que estavam na briga queriam continuá-la lá fora). A polícia passou, o povo se espalhou, liguei para minha mãe, vim embora.
Isso foi a minha noite... como tinha pensado, devia ter ficado em casa, na internet, debaixo do ventilador, ou lendo um livro até dormir.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:27
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Ok, só estou aqui enrolando, mas é só pra indicar esse site...
Pronto, agora eu vou.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:10
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12.12.02  |
(Ok, fiz bastante teste, hoje, mas é que não tinha absolutamente mais nada pra fazer...)
Quanto tosco você é?
No que diz respeito às coisas toscas da vida você é apenas um aprendiz. Vez ou outra ensaia uma tosquice mas ainda não admitiu para si mesmo o quanto é gostoso e divertido ser tosco.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:40
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Que coisa tosca você é?
Você está sempre por de tudo o que acontece no mundo televisivo. Não perde um capítulo de "Betty - A Feia" e de "Joana - A Virgem". Se comove com os dramas do Programa da Márcia, do João Kleber e do Netinho.
Inclusive já mandou uma carta para participar do "Um dia de Princesa".
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posted by ALINE MACBETH @
20:36
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 Como você está hoje?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:31
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Hoje tem baile de formatura do terceiro colegial da minha escola... Mas, sabe quando não vem aquela inspiração pra ir? Sei lá, acho que saí tanto essa semana que cansei... Sei lá, não sou de ficar saindo tanto... sou do tipo sai-um-dia-fica-duas-semanas-em-casa... Mas, vou de qualquer jeito, a Carol já fez um monte de mandingas pra conseguirmos convites com o irmão dela, não vou simplesmente dizer "não estou muito a fim"...
Como vou a meia noite, não vou entrar na internet quando voltar, então amanhã, vou tentar explicar o que foi a palhaçada esporte chique do baile.
Obrigadinha às mensagens deixadas no post anterior, da Carol, Má, e S.... muito reconfortantes num momento garota-fragilmente-patética...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:04
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Existe coisa melhor do que se juntar com uma amiga pra falar sobre o céu e a terra, sobre relacionamentos e a falta deles, sobre homens de Marte e mulheres de Vênus, sobre tudo, ou sobre nada?
Foi isso que Carol e eu fizemos hoje. Fomos a uma lanchonete, comer, colocar a fofoca em dia (não que sejamos fofoqueiras, mas alguns fatos aconteceram na cidade que precisavam de um comentário das línguas ácidas e afiadas das duas solteiras urbanas), e fantasiar sobre a nossa possível vida daqui dois anos: estudantes de jornalismo numa cidade completamente estranha, tentando se virar pra se manter e estudar, e tudo isso de salto alto.
Chegando em casa, comecei a ouvir Diana Krall, sem lembrar o que jazz faz com a minha cabeça, e comecei a divagar... longe... muito longe...
Comecei a pensar "todo mundo tem alguém... e porque não eu?"
Porque não posso ter alguém me esperando do outro lado da linha telefônica, alguém que queira estar comigo só para apreciar o luar?
Porque não tenho alguém que me leve em um barzinho com uma música bem romântica, para dançarmos?
Alguém que me entenda, e ainda assim goste de mim... do jeito que sou?
Alguém que me leve a lugares lindos?
Alguém que me mande flores num dia qualquer, só pra me lembrar que sou especial?
Alguém que me complete, e também se sinta completo ao meu lado?
Como disse, viajei longe, agora... Fui muito longe, na terra onde o amor é perfeito, e nada mais importa... na terra sem divórcios, sem traições, sem "ficantes"... E, é óbvio, que essa terra não existe, não além dos sonhos de uma sonhadora que nem completou 16 anos, ainda muito longe de ter uma chance de encontrar o tão falado "verdadeiro amor".
É provável que eu ainda passe por muitos momentos ruins, e tenha muitas decepções... Mas sonhar é que nos mantém vivos, então, sonharei eternamente...

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posted by ALINE MACBETH @
00:14
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Agora à noite fui na audição de uma amiga minha. Como sempre, ela tocou maravilhosamente bem o piano.
Além do piano, teclado, guitarra, bateria, saxofone e violino estiveram no programa. Depois disso, minha amiga pianista, mais duas amigas que, como eu, não tocam lhufas, eu, e mais um monte de gente do conservatório- grande maioria que eu não conhecia-, fomos em uma pizzaria, comemorar fim de ano, formatura, e tal.
Minhas amigas e eu, que não conhecíamos ninguém, ficamos meio assim de pagar junto com todo mundo, mas não teve remédio. E, além do pessoal que toca piano e/ou teclado, também estava o professor de violino... Bom, só o fato de eu ter citado a presença dele já denuncia que ele não era nada feio... Mas não vou ficar idolatrando ninguém, afinal, fiz um pacto comigo mesma de que nenhum cara é tão importante que vá mudar minha vida, e eu não vou ficar pensando mais em possíveis-namorados-na-minha-imaginação. Mas que era bonito, era...
E, enfim, vim para minha humilde casinha, convencer mamãe de me deixar entrar na internet só para checar meus e-mails... mas, claro que ia escrever aqui. Sou viciada nesse negócio inútil.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
02:22
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11.12.02  |
Compensando ontem, hoje acordei ao 12h, mais ou menos... Morrendo de sono, mas mamãe abriu a janela (Argh! Sol!) e me expulsou do meu próprio quarto! Imaginem!
Tarde mais do que tranqüila, nada, absolutamente nada acontecendo. Fui buscar minha bicicleta, que estava no conserto, e tive que vir pra casa pedalando na mais famosa subida da cidade... Porcaria de Aimorés. Cheguei em casa, minha pressão baixou (o que pode explicar o teste abaixo, sou velha e sem nenhum preparo físico, que gasto todo o dinheiro que não é meu em coisas inúteis que não trarão benefício nenhum a ninguém), e tive que ficar "de molho" (pergunta: quem inventou essa expressão, afinal?) um tempinho no sofá (porque, como havia dito antes, sou uma sem-quarto), até ter que ir para o inglês, já que as aulas ainda não acabaram.
E, se ainda alguém estiver lendo o dia mais chato que alguém pode ter, vai saber que eu odiei esse post, mas tive o trabalho de gastar meus dedos nele, e vou deixá-lo aqui, como se fosse o diário de uma doente que nunca sai do quarto, só que sem o quarto.

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
19:24
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10.12.02  |
Que coisa, hein?
 Que ser estranho da Rua Augusta você é? brought to you by Quizilla
Voce e uma TIA VELHA! Criatura originaria do bairro dos jardins tudo o que voce faz da vida eh gastar o dinheiro do falecido marido no bingo, que voce visita religiosamente todos os dias, e tomar cafezinho com suas amigas reliquias, que como voce sentem o maior orgulho de fazer parte da sociedade decadente-chic do jardins antigo. Conforme-se com sua existencia nula, afinal falta pouco pra passar dessa pra uma melhor...
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posted by ALINE MACBETH @
18:59
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Me senti boba, agora, que vi vários sites sentimentais, e com lições de vida... Me senti como uma criancinha que ganhou uma Barbie do modelo errado e quer que o mundo sofra as conseqüências... E posso dizer que essa sensação é simplesmente horrível... Quer dizer... que culpa tinham as formigas? Elas estavam seguindo os instintos delas, a natureza delas é essa... Como a minha natureza é repugnar a atitude delas... mas isso não me dá o menor direito de menosprezá-las.
Vou tentar, então, me conter, e não criticar as coisas sem antes refletir sobre o assunto de que se tratam. Não vai ser fácil... pode ser quase impossível, aliás. Mas vou tentar.
As fotos são para espairecer......

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
15:23
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9.12.02  |
É, isso explica bem como estou me sentindo hoje.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:59
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Acordei às 6h, hoje... sim, nas férias, em plena segunda-feira, acordei às 6h. E pra quê? Caminhar.
Pode parecer papo de menininha tarada por academia, malhação, e assunto para a turma vara-pau. Mas não é. Odeio academias, odeio pensar na palavra "malhação", e com certeza, com a mais absoluta certeza, não sou vara-pau.
Mamãe me acordou para irmos caminhar, "porque é um horário agradável, e a gente nunca tem nada marcado a essa hora". Ok, então. Vamos caminhar.
É até bom para a minha nova vida, mais saudável, que pretendo começar um dia desses... Não assistir muita TV, nem ficar horas na frente do pc, ler um livro por semana, caminhar, ter uma dieta regular que inclua vegetais e legumes (argh!), coisas desse tipo. Talvez um dia eu tenha coragem de fazer algo desse tipo.
Mas, enfim... fomos caminhar... e eu comecei a sentir uma espécie de "comichão"... e para a minha alegria, tinha formiga na minha roupa. Existe coisa melhor do que acordar às 6h da matina pra fazer uma coisa que você não gosta, e ainda ter a sorte de encontrar uma festa infantil de formigas nas suas roupas? Eu acho que não.
Voltei pra casa quase morrendo, ainda tendo a sorte de ser alérgica a essas picadinhas amigáveis. Tomei o banho mais demorado possível e dormi no sofá, morrendo de frio.
Que ótimo começo de férias... o que será que vem depois? Ataques de marimbondos? Abelhas raivosas na minha cama? Piolhos? Peste? Tuberculose? Sarampo?
Ah, sempre tudo do bom e do melhor...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
14:29
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Acabei de quase vomitar por causa de um acontecimento... mas não um acontecimento nojento... foi mais um susto...
Vamos às explicações. Seguinte:
Sabe aquele dia em que não se tem absolutamente nada pra fazer? Que ler qualquer coisa (um livro, um site, as legendas de um filme) está irritando? Um Domingo no meio da semana? Bom, a minha semana foi assim... talvez por causa das férias, e tal... mas estava assim... E o que fazer num dia desses?
"Nada" seria a resposta acertada, mas eu sou teimosa, e entrei num desses chats horrendos onde nada dá certo... escolhi o do Uol... Enfim...
Estou lá, com meu nick (que não convém colocar aqui) mais ou menos original, e começo a falar com esse paulista... Inventei uma história louca, uma história que eu queria que fosse a minha... Teria 6 anos mais do que tenho, seria jornalista formada, e estaria viajando...
Acontece que o tal paulista (só para o arquivo: sou paulista, também, e adoro São Paulo... só estou chamando ele por alguma coisa fácil de lembrar) era muito legal... e também me achou legal, e quis meu e-mail, para continuarmos conversando...
O chato seria falar com uma pessoa legal e mentir pra ela... então, contei a verdade, achando que ele nunca mais dirigiria a palavra a mim....
Mas dirigiu! Quando abri o e-mail e vi uma mensagem dele, tinha acabado de jantar, e com o susto, quase vomitei... muito nojento isso que eu acabei de falar, mas, hey, não perdi um (possível bom) amigo!
Uhuu...
Dia ocupado na vida da caipirinha (eu, não a bebida)... ai, ai...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:55
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8.12.02  |
Fui na missa hoje cedo... uma coisa que eu não fazia há muito, muito, muito, muito, muito tempo... o motivo foi a primeira Comunhão da minha irmã... mas me fez bem... acordar cedo, e pensar um pouco...
Estava muito nervosa... muito mesmo... Me esforçando ao máximo pra não derramar nenhuma lágrima...
E como disse, foi bom ter ido... apesar de eu não gostar de ir a missas... nada contra... só não gosto...
Talvez um dia eu tenha paciência pra explicar....
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
17:20
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Hoje foi um dia ocupado na vida de testes da Aline....
Qual personagem chato da turma da mônica você é ?
Você é tão inteligente que ninguém te entende.
Tem um jeito meio tímido e introspectivo e vive filosofando sobre as coisas da vida.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:41
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Qual trapalhão você é ?
"Você é o Zacarias!
CUIDADO! Você apresenta algumas tendências homossexuais.."{ahn?}
"Mas apesar disso você é uma pessoa simpática.
Feia, baixinha, mas simpática! "{Hahaha... eu mesma...}
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:36
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Mais testes........
Qual animal estranho você é ?
Morsas- Familia: Odobenidae.
As morsas do Atlântico cuidam das suas crias, enquanto tentam sobreviver aos ataques
dos ursos polares. Atabalhoados em terra - no gelo, para ser mais preciso - mas
graciosos na água, estes animais, que pesam em média 1.000kg[hm, acho que sou eu mesma, hein], podem mergulhar até 100
metros em busca de alimento que satisfaça o seu apetite voraz.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:32
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Entrei num site e fiz o seguinte teste...
hm... pensarei a respeito...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
00:09
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"Aqui está o resto do seu casaco de pele"
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:36
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7.12.02  |
Estou me sentindo a pior pessoa do universo... se juntar todos os assassinos, estupradores, salafrários, terroristas, corruptos, pedófilos e toda a escória da humanidade, não dá pra ter nem uma idéia do que eu estou sentindo... e meu pai só fez piorar tudo... não quero nem pensar nisso... nem sei porque estou falando isso aqui... não que interesse a alguém, mas acho que foi uma forma de desabafar... mesmo sem contar nada...
Nossa...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:03
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Acabaram as aulas... acabei de fazer prova de alemão... acabei de comprar óleo de soja pra minha mãe fritar umas batatas... acabei de puxar "Só pra variar", do Raul Seixas... quantas coisas acabaram... e quantas coisas começam...
Começam as férias... começa o barulhinho da fritura... começa a música... começa uma conversa com alguma amiga que não vejo há uma semana... começa a espectativa de um ano 2003 melhor do que o 2002... começam as falações do novo governo... começam as críticas absurdas a um presidente que ainda nem assumiu o cargo... e tantas outras coisas estão acabando e começando, nesse exato momento, enquanto estou enrolando por aqui... ouvindo Ney Matogrosso...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
12:18
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Já está mais do que na hora de entrar no clima natalino...
E, que jeito melhor, senão colocando aqui o poema que deu origem ao Papai Noel como o conhecemos hoje?
Sim... um belo poeminha que transformou São Nicolau num velhinho gorducho de bochechas rosadas, publicado num jornal em Nova York em 23 de dezembro de 1823...
Então, pra vocês, no original...
'Twas the Night Before Christmas
(or A Visit from St. Nicholas)
by Clement Clarke Moore
'Twas the night before Christmas, when all through the house
not a creature was stirring, not even a mouse.
The stockings were hung by the chimney with care,
in hopes that St. Nicholas soon would be there.
The children were nestled all snug in their beds,
while visions of sugar plums danced in their heads.
And Mama in her 'kerchief, and I in my cap,
had just settled our brains for a long winter's nap.
When out on the roof there arose such a clatter,
I sprang from my bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
tore open the shutter, and threw up the sash.
The moon on the breast of the new-fallen snow
gave the lustre of midday to objects below,
when, what to my wondering eyes should appear,
but a miniature sleigh and eight tiny reindeer.
With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St. Nick.
More rapid than eagles, his courses they came,
and he whistled and shouted and called them by name:
"Now Dasher! Now Dancer!
Now, Prancer and Vixen!
On, Comet! On, Cupid!
On, Donner and Blitzen!
To the top of the porch!
To the top of the wall!
Now dash away! Dash away!
Dash away all!"
As dry leaves that before the wild hurricane fly,
when they meet with an obstacle, mount to the sky
so up to the house-top the courses they flew,
with the sleigh full of toys, and St. Nicholas too.
And then, in a twinkling, I heard on the roof
the prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head and was turning around,
down the chimney St. Nicholas came with a bound.
He was dressed all in fur, from his head to his foot,
and his clothes were all tarnished with ashes and soot.
A bundle of toys he had flung on his back,
and he looked like a peddler just opening his pack.
His eyes--how they twinkled! His dimples, how merry!
His cheeks were like roses, his nose like a cherry!
His droll little mouth was drawn up like a bow,
and the beard on his chin was as white as the snow.
The stump of a pipe he held tight in his teeth,
and the smoke it encircled his head like a wreath.
He had a broad face and a little round belly,
that shook when he laughed, like a bowl full of jelly.
He was chubby and plump, a right jolly old elf,
and I laughed when I saw him, in spite of myself.
A wink of his eye and a twist of his head
soon gave me to know I had nothing to dread.
He spoke not a word, but went straight to his work,
and filled all the stockings, then turned with a jerk.
And laying his finger aside of his nose,
and giving a nod, up the chimney he rose.
He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew like the down of a thistle.
But I heard him exclaim, 'ere he drove out of sight,
"Happy Christmas to all, and to all a good night!"
Boa noite...

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:49
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5.12.02  |
Ok, eu ando divagando esses dias... não posso evitar... viagens fazem isso comigo... é claro que ninguém vai entender... é meio difícil até pra eu entender...
Só posso dizer que é ótimo, de vez em quando, escrever o que dá na telha, sem se preocupar se vai parecer ridículo... só... fazer...
Dá uma... leveza...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
22:28
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Esqueci de comentar o que achei de mais uma sessão de testes (que, como sempre, veio em 2)... ah, sei lá... achei meio troxa ("achar", diferente de "não fazer") esse que ficou todo derretido "you're so sweet and simple", ou para o nosso bom e velho português "você é tão doce e simples"... quer dizer... que ridículo, meia dúzia de perguntas não vão dizer quem sou! Mas, afinal, eu fiz o teste, eu pago o preço... o outro.. bom, se sou nerd, ou não, isso tem a ver com o fato de eu gostar de livros? E não gostar de sair toda santa semana? Idiota, também, mas é o tal esteriótipo (ou esteriotipo?), não vou discutir com uma generalização sem nexo. Blergh.
Quem bola esses testes, afinal? Quer dizer, quem fica sabe-se lá quanto tempo pensando em perguntinhas bobas sobre assuntos absurdos que no final das contas vão, num passe de mágica, dizer que você é parecida com a Joaninha da novela das 4. Uma pessoa que nunca ouviu falar de mim (e que provavelmente, nunca ouvirá), não faz a menor questão de saber da minha existência, vai lá, bola um questionário chulo, e os troxas (o que me inclui, não esqueçamos disso) vão lá, fazem o teste, gastando um tempo precioso com energia, e depois ainda disperdiçam um tempo enorme falando disso! Argh!
Chega, vamos fingir que nada disso aconteceu... sim, o melhor pra todos é fingir que tudo está bem... vamos fingir que dá pra colocar fotos no blog, porque as ferramentas do blogger estão funcionando... sim... eu é que não quero colocar nada, porque daria, sim... claro... o Brasil é país de primeiro mundo, reconhecido lá fora como grande potência mundial... CD pirata estraga o aparelho de som... ninguém morre de fome, frio, calor, ninguém tem AIDS... não... olha que mundo perfeito... uh....

Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
13:32
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