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"Adoro caminhar em silêncio pelas sombras. Sou um bicho da noite, do crepúsculo, uma caçadora noturna. O barulho me fere a alma; busco a quietude, o contato comigo mesma e com a natureza."
Léa Waider
A desocupada: Aline Primaveras: QuinzeMora: Onde Judas perdeu as botas Está ouvindo: Música de TPMEstá lendo: "Dom Casmurro", de Machado de AssisEstá escrevendo: Aqui e num caderninho de veludo azul Futura (possível) profissão: Jornalismo
Bandas: Pearl Jam, U2, Belle and Sebastian, Legião, Sade, Bee Gees, Stone Temple Pilots...Cinema: "Os Outros", "Caindo na Real", "O Diário de Bridget Jones", "O Auto da Compadecida"... Adoro: Chuva, Frio, Música, Filmes, Amigos
Odeio: Hipocrisia, Pagode, O que se fez da Sociedade, o que a Sociedade fez da gente, Mentira, Calor, Indiferença ::Minha Playlist::

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::Só pra saber::
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1001 maneiras de não fazer nada
Se um dia eu escrevesse um livro, esse, com certeza, seria o título. Eu poderia até dizer que sou phD. em não fazer nada. Uma verdadeira sábia, dessas que todo mundo vai pra consultar. Quando alguém me liga e pergunta o que eu estou fazendo, a resposta óbvia sempre é "nada...".
Mas uma coisa que muita gente não sabe é que não existe uma simples maneira de não fazer nada. Um dia todo de serviço pode ser nada, assim como olhar pro chão do banheiro por 20 horas seguidas (essa eu nunca fiz, mas parece interessante).
Como saber, então, quando não estou fazendo nada?
Vou mostrar com um exemplo prático...
Hoje, por exemplo, eu fiz nada de um jeito inovador: fora de casa. Pra muitos, isso é normal. Não pra mim, o que torna ainda mais extraordinário. Fiz nada na Educação Física. E pra vir pra casa, tive que vir a pé. Mas pra não fazer nada, vim passeando, como quem anda no parque, tomando um sorvete. Pra ficar mais real, comprei sorvete.
Descobri como se escreve meu nome em japonês e chinês. Não que eu vá usar um dia na minha vida, mas aqueles desenhinhos são muito engraçadinhos.
Assisti seriados antigos no Sony. Ouvi música. Comi.
Olha só, quantos exemplos de nada, em menos de 10 horas!
Eu recomendo a todos que tenham uma semana de nada. Faz bem pros nervos e pra acabar com a queda de cabelo.
Quem sabe algum dia não exista uma tese sobre isso?
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
21:08
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30.5.03  |
Pra quem gosta de blogs rosas com conteúdo, duas opções ótimas são o The Dance, da Lígia, que deve estar com uns meses, já, e o Blog da Pri, totalmente novo, mas que já começou muito bem, obrigada.
Vão lá, que tá bom demais.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:07
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26.5.03  |
O dia em que os pais da Aline deixaram ela fazer uma tatuagem
Parece nome de contos de fada, não?
Mas nããão, não é uma continuação perturbada de Anastasia, e sim, a realidade dessa caipira de 15 anos que passou quase um ano implorando por uma autorização.
E, então, após milhões de tentativas frustradas, veio uma luz na cabeça do meu pai e ele fez um resmungo do tipo "hm" que significou algo como "ok, Aline, já que você quer tanto uma agulha te espetando milhões de vezes por horas a fio, faça logo essa merda. Mas não venha reclamar se se arrepender, nem se doer, nem se ficar feia, nem se não arranjar emprego, porque eu não aprovo isso em nada. Só estou te dando a autorização pra você não acabar fazendo escondida com o meu próprio dinheiro". Não é essa a tradução literal, eu adaptei pro adolescentês pra não ficar deveras complicado (da onde saiu esse deveras?).
Enfim...
Nessa última viagem a São Paulo (faço várias, passo muitos finais de semana lá com meu pai, e tal), minha mãe me levou na casa verde, num cara realmente bom, desses que conseguem falar "essa vai ficar perfeita em você" sem parecer gay. Isso foi crucial na hora de escolher aonde fazer (se um tatuador parece gay em qualquer momento, não me serve. Já que o cara vai ficar horas me pegando, tem que ser pelo menos, hetero).
O que acontece é que eu escolhi uma meio grandinha.. um arranjo de flores, por assim dizer, com uma rosa azul no meio, duas margaridas em volta, e duas outras flores que eu não sei o nome do lado... Então, nas duas horas que eu passei numa posição ultra desconfortável, com meus pés dormindo, minhas costas doendo e um cara com a mão na minha bunda (a tatuagem foi nas costas, não é que ele seja tarado, nem nada... ou talvez seja... não sei...), só foi feito o contorno da tatuagem! O que significa: daqui um mês, só, que vou pintar. Enquanto isso, estou mostrando pra todo mundo, e todo mundo achando que é de henna, ou qualquer outra dessas baboseiras, só porque não é colorida. Droga.
E o pior é que nem doeu!
Espera, deixa eu reformular a frase, porque ficou parecendo que eu sou masoquista (não sou, só pro arquivo). Caham: E a pior parte, o que faz eu achar que eu não fiz tatuagem, é que não doeu. Então não passei pela parte traumática, que faz com que você nunca esqueça.
Eu entrei lá lembrando de todas aquelas histórias de pessoas que só não pediam pra parar no meio porque ia ficar feio, e de gente que desmaiou de dor, e outras que gritaram e choraram, e não conseguiam colocar camiseta por cima, de tanto que ardia. E ainda, enquanto ele preparava a maquininha, aquele barulhinho de aparelho de dentista realmente torturava. Mas na hora mesmo, nada! Só uma frescurinha.
De tão tranqüilo, li dois gibis, a SuperInteressante, umas revistas de tatuagem e tomei Coca Light. Tudo, sempre, na posição um tanto suspeita.
Saí de lá pisando em ovos, com um sorriso de orelha a orelha, pensando "eu tenho tatuagem", mesmo ela estando pela metade.
Daqui um mês, coloco uma foto dela, prontinha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:04
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Por que as crianças crescem?
Estou com essa pergunta na cabeça há dias. Não sei se é a tpm ou uma súbita vocação pra filósofa. Mas, afinal, pra que rotular? Vamos fingir que essa questão é super normal, e analisá-la, como se analisam os pacientes quando estão com suspeita de pneumonia asiática. Ou não tanto.
Lembra de quando você era criança, assim, uns 3 ou 4 anos, e brincava com mais várias crianças de 3 ou 4 anos, todos de calcinha ou cueca, correndo, caindo no chão, subindo em árvores, inventando aquelas histórias malucas de que olhar pro sol te deixa com super poderes, acreditando que, se você corre quando tá chuviscando, a chuva aumenta?
Lembra como era simples fazer amizades? Se uma criança fosse brincar no balanço do lado do seu, e perguntasse o seu nome, vocês já eram melhores amigos. E milhares de vezes por dia vocês ficavam de mau e de novo de bem, juntando os dedos mindinhos.
Lembra como era legal quando aquele tio velho cheirando a cerveja se vestia de Papai Noel pra distribuir os brinquedos dos 118 primos, e nenhum deles - incluindo você- desconfiava que aquele não era o bom velhinho?
Lembra que o seu sonho era ser piloto de nave espacial, ou ir no programa da Xuxa, ou conhecer o Chaves, ou simplesmente ganhar uma moeda de mil cruzeiros da sua avó pra comprar balas na venda da esquina?
Lembra de como a sua imaginação era fértil, fértil o suficiente para achar que no escuro os monstros apareciam, ou se você desparafusasse a televisão, as pessoas sairiam lá de dentro?
Bons tempos, não?
É aí que entra a minha pergunta... por que crescer? Por que se desiludir, ou desiludir as crianças que estão descendo do pedestal que as faz crianças, por que se tornar um velho ranzinza que odeia crianças e faz de tudo para que elas não tenham a infância gostosa que você teve?
Por que deixar de sonhar, deixar de aprender, deixar de viver sem se preocupar com os outros? Por que crescer?
Ai, droga, eu quero ter uma filha.
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
23:41
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17.5.03  |
Hakuna Matata
Sim, mais uma semana que se vai. Finalmente.
Alguém já percebeu como o tempo passa devagar quando você implora pra que ele passe? Aparentemente o seu Einstein foi feliz na sua teoria. Aliás, alguém sabia que Einstein tinha tudo pra ser autista? E que ele tinha sete ternos iguais? Ou seja: seja autista, tenha peças de roupa idênticas, e torne-se um Einstein. Ou um nerd de quem todo mundo zoa na escola. O que vier primeiro.
Bom... mais um dia na educação física. Isso realmente está começando a me irritar, porque agora o professor acha que é meu amigo. Sei lá, eu não fiz nada pra ele achar isso. Talvez seja alguma coisa na água.
Enfim... depois da aula, eu ainda caí na besteira de dizer "professor, aula que vem não venho, vou viajar de novo". Por que eu fiz isso? Por que eu me sujeitei à seguinte resposta: "De novo?? Tá viajando muito pra lá, hein.... aaah, arranjou um NAMORADINHO, né?"? O que dizer? Rir sem graça porque eu tenho a plena consciência que esse seria o último motivo do mundo pra eu estar viajando. Ainda mais se o namorado for no singular.
Realmente, gente velha e casada tem que estragar o fim de semana de gente nova e solteira (por opção, diga-se de passagem).
Quando consegui me livrar dos olhares ameaçadores das pessoas que perderam o jogo por minha causa, fui com Carol até a padaria tomar café e comer pão de queijo. Tomei dos copos americanos de café (não tem xícara lá, e o café é feito nas coxas), depois me lembrando que ficaria sem dormir por uma semana, como o Frango, da Vaca e o Frango, quando comeu a caixa toda de cereais com cafeína.
Não é nem preciso dizer como estou agora: mãos tremendo, movimentos ultra rápidos e é quase impossível piscar, a cafeína simplesmente não deixa. Quem sabe até amanhã à noite eu já não consiga sentir sono?
Não, não, acho que é pretensão demais...
Inutilidade da mente:
posted by ALINE MACBETH @
20:47
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16.5.03  |
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